E por que não disser esperança?

Como dança de criança,

nuvem que passa prateada,

o brilho ofuscou os meus olhos,

surge uma lágrima,

a luz é intensa quando olho.


Invade choupanas e prédios,

floresta e desertos,

não quero crer no meu tédio

que o vento leva incerto,

por caminhos já andei,

solitários e escuros,

eu sei!


O que procuro?

É a felicidade,

que de repente por pouco me invade,

acima dos quintais e dos muros,

onde possa existir o amor,

do que há mais puro

sem resistência e dissabor.


Porque, por mais que a injustiça

leva e faz,

o olhar sem malícia

revela numa criança

o puro brilho da paz.