Archive for 22 de fevereiro de 2012

E por que não disser esperança?

E por que não disser esperança?

Como dança de criança,

nuvem que passa prateada,

o brilho ofuscou os meus olhos,

surge uma lágrima,

a luz é intensa quando olho,

invade choupanas e prédios,

floresta e desertos,

não quero crer no meu tédio

que o vento leva incerto,

por caminhos já andei,

solitários e escuros,

eu sei!

O que procuro

é a felicidade

que de repente por pouco me invade,

acima dos quintais e dos muros

onde possa existir o amor,

do que há mais puro

sem resistência e dissabor,

porque, por mais que a injustiça

leva e faz,

o olhar sem malícia

revela numa criança

o puro brilho da paz.  

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