Tenho por mim que somos envolvidos

 num emaranhado casulo,

 onde a imperfeição impera.

Incapazes de realizar o perfeito,

 aprendemos com o erro.

O que não pode persistir é o medo,

o medo de errar,

o medo de amar.

Mesmo que nos cause sofrimento.

Mas, há alegria no êxito do acaso,

e quando o êxito

se faz na constância

persistência

de tentar,

depois de vários tombos

nunca mais se esquece,

mas, a vida é falível porque

existe atores externos, que

fogem ao nosso controle, e tudo

se emaranha.

A carne pede ajuda em seu

emaranhado e sofrível existir.

E esse sofrível existir nos amadurece,

nos guia no escuro da incerteza de cada

dia que passa, cheio de fome pela vida,

cheio de sede que sempre retorna,

num incessante renovar-se.