Por mais que se escreva, por mais que se diga

sobre a necessidade do ato de amor a vida,

nunca é o bastante.

É preciso repetir

aos quatro cantos,

que a vida urge ser vivida

não com a fúria do consumismo,

mais com uma simples relação de troca com cada ser,

com a natureza.

Num abraço com si mesmo e os outros.

Se conscientizar que uma vida vale muito, muito mais do que imaginamos;

é preciso lutar por ela,

como um raio de sol que afugenta toda ignorância,

a substância perversa rodeada de trevas,

como um esgoto

aberto e exposto

contra tudo que deseja a alegria simples e pura da vida.