A doce esperança de um amor

na correnteza de uma queda d’água.

 

Eu nado contra a corrente.

 

É inevitável a queda

para a realidade.

 

O que parecia certezas

é uma ilusão,

a flor da substância de querer te amar

e desejar,

o inalcançável segredo dos teus olhos.

 

Se me acolhesses no seu regaço

como ninho de passarinho.

 

Nos teus braços num entrelaço

e me mostrasses a virtude,

nas tuas mãos cheias de calor

na atitude de acalentar

de amor à plenitude.