O dia amanhece cinzento de nuvens.

Nuvens se condensam em água,

escorre pelos telhados.

 

O café se vaporiza perto da janela,

penso em escrever sobre flores,

mas, as flores que eu vejo são de plástico

sem vida, sem brilho.

 

Passarinhos cantam chamando pela vida

à luz clara mormaço,

no silêncio da manhã

recolho-me em casa

ouvindo canções no espaço,

calmas e sutis,

o rádio está desligado.

 

Ligado estou eu

na calma e fresca manhã,

em algum lugar do subúrbio do Rio de Janeiro.