Há um zumbido que circula no meio da rua

entre poeira e roda moinhos

no escapamento dos carros

os ouvidos acostumados

não ouvem o que circula

bate o pé no asfalto

sob as nuvens de gases

que seca os olhos

e o pulmão aceita

corre na corrente sanguínea

fecha os poros com suas cinzas

e promete que não se retira

mesmo na incessante canção

que bate, bate chamando pela vida.