Meu cotidiano

faz planos

pra não ficar atrás.

Não digo a ninguém:

Tanto faz!

Digo a mim mesmo:

Sossega, sossega!

A pressa!

 

Se faço algo errado

reconsidero

pra que o errado não fique a esmo,

um navio em alto mar

ancorado

extrato

pra que não fique a vagar.

 

Eu não estou só

porque há dentro de mim

o pó

dos meus sapatos

onde andei

e quase me afundei

no abstrato.

 

Abstrair da vida

o que não tem medida

como

a fé e a coragem de viver

pra não ter, mas ser.