Às vezes sinto em mim um ser errante,

a mente ora calma, ora se espante,

pensamentos atravessados

que deixo pularem estremecerem,

fiquem espalhados

num mundo de carências do ser.

 

Sufocar o carente grito,

que de repente deixa o espirito

imagens,

paisagens,

quebra-cabeça

desmontado,

que nunca se acerta.

 

Em vão aconteça

no vagar da mente, com vultos que não se acham,

num apagar e acender de neurônios

que não vejo em mim a razão,

 

para depois em eu ficar cerne,

pois só geram em mim a ilusão,

que evaporam

quando sinto,

que é a mente em desrazão,

agita-se e se finge.