As palavras ecoarão

no clarão

da luz

que se renova todo dia,

embora a frieza dos números

que abafa e desanima a quem deveras não merecia.

 

Vejo a noite

o luar

que faz as mentes

meditarem

no tempo que já vem e o anos que jamais retornarão,

porque os versos andam e vibram na emoção

mesmo que digam

que é inútil

e

silenciam.

 

Como não devolver o brinquedo caído de uma criança?

No olhar o brilho do sol latente

de esperança.

 

Por mais que subam e desçam

as marés,

como definir a vida

e o chão sob meus pés

se mal sei definir a mim mesmo.

 

Só o que resta é o sentimento,

o sentimento sem medida.