Chove na noite de inverno

com seus uivos,

seu sopro frio.

As pessoas em seus recônditos lares…

Sopra

o sopro

no espaço vazio.

 

Uma xícara de café quente

esquenta as estranhas;

me faz tudo claro e iminente

para uma manhã fria e nublada

cinzenta no espaço céu,

frente fria,

massa polar,

que não desaqueça o meu lar!

Porque o meu lar é onde reclino a cabeça

até que o dia amanheça.