Vastidão do ocaso do sertão

Ver as serras no horizonte

Colher o tempo na mão

Angustia de quem vive solidão

 

O ar vento fresco da noite

Sopra no balançar da rede

Pendurada na parede

Dia pisou o seus açoites

 

Cavalo arisco levanta poeira

Descansar o pé na esteira

Cansado pela cavalgadura

Vida que passou mais do que dura