Das mulheres guardo os mais doces carinhos,

um sorriso, um afago,

 palavra de acalanto.

Se não há isso, um ser postado no canto

da parede os mais cortantes espinhos.

 

A solidão que assola por dentro das entranhas

faz de mim homem criatura estranha

sem a flor de pétalas de seda,

sem que o amor no afago interceda

 

na rota da vida que se encaminha,

o mais triste deserto sem fonte.

Mulher tu és uma ponte,

que atravessa o rio de mundos que se avizinham.

 

Uma terra que só produz o pão,

outra que só produz o vinho.