Viajar de trem pela primeira vez,

horizonte que nunca chega,

casas tocadas pelos olhos talvez

antes que a vista não alcance e se perca.

 

As estradas que outrora percorri

de tão vagas as lembranças,

sonhos que sonhei em minha infância

que a roda dos tempos não fez destruir.

 

Tempos da baladeira certeira,

acertou o pobre passarinho;

vagando em meninices brincadeiras

de remorsos de coração de menino

 

de brincadeiras de impulsos,

lembranças de ingênuos vultos

de olhar de criança ao pôr do sol,

ave que some ao horizonte em voo.