Sou metrópole

Sou sertão

Sou ventos

Da estação

Que vejo cruzar os montes

Da Europa ao Afeganistão

 

Sou o norte

Sou o sul

Cruzo os mares

Das ondas mais azuis

 

Sou justiça divina

Não há sombras que te escondem

Desigualdades à surdina

O povo que as apontem

Quero o hoje não o ontem

Já cruzei esta ponte

 

A maldade tropeça nos próprios pés

Pois deixa seus rastos toscos

Que clamam até os céus

 

Um latido de um cachorro

Que avisa de repente

O cheiro do perigo eminente.