Às vezes eu me vejo a procurar por mim mesmo no espelho

e ver os meus olhos que percorreram estradas

que o tempo, o vento apagou.

Abrir trilhas, andar milhas eu vou.

 

Minha mãe, num tom de lamento,

relembra as mangas que ficaram no chão

num tempo mais lento

na sua casa no nordeste.

 

Quanto mais antigo, mais fresca

a memória do passado

e das pequenas coisas

juntas contam os sentimentos.

 

Há de se fazer um novo cântico!

Há de se esquecer do pranto!

Há de se brotar um renovo!

Há de se pensar nisto todo dia!