no vento que burila o fogo,

nas ondas do mar,

nos ramos das árvores que sacodem,

o movimento

denuncia a existência

da vida

que se espreguiça ao ar,

que balança os cabelos,

que move os moinhos,

bate silencioso o tempo

desliza por entre as nuvens

ou mal ou bem

circulam no planeta

nas ruelas estreitas,

onde acordo às 4 horas da manhã

e me arrumo para o trabalho,

que encaminha no destino

informações,

o celular que toca o rádio

informa das ruas da cidade,

as veias da vida

onde ainda circulam os carros

nas minhas pálpebras quase adormecidas.