Mas, o que seria da cidade sem as pessoas,

os bancos, os prédios públicos,

as estações de trem,

o movimento das coisas?

Uma cidade desalmada

deserta de humanos

não viveria de si mesmo,

a cidade

sem seus fazedores.

Mas, o tempo nela ainda existiria,

o movimento do céu sobre a terra,

mas, a terra gira,

assim

só a solidão do vento

como um Vesúvio sobre Pompéia,

uma bomba sobre Hiroshima

a vida ausente é triste

o tempo ensina,

mas, enquanto a paz perdura necessária é mantê-la,

de nada existiria o Corcovado, O Pão de Açúcar,

a beleza dos montes, do mar

do Rio de Janeiro sem pessoas a contemplar e habitar.