Digo da paz sem guerras,

mas, há a guerra do cotidiano

do dia a dia

no tempo,

onde a desigualdade caminha de lado

com a realidade,

que aparece nas manchetes dos jornais,

na comoção pública

vidas no flagelo

onde o ser que nunca teve quer ter,

mesmo que isso implique em roubar

no movimento

de matar;

a sociedade e suas chagas

abertas,

mas, a cidade ainda tem portas que abrem

para a vida

no rumor das ruas

no aperto das mãos

dos casais,

das pessoas

que buscam o bem fazer,

nas crianças que correm

contra o vento nas calçadas

e o tempo

desliza

para novas brisas.