Acordar de manhã cedo,

enchi a concha da mão

com água que refrigera

a torpeza no clarão

do dia.


Ouvi vozes já acordadas.

Acordo cedo

no cantar da claridão

o repetir de manhãs passadas,

a cama amassada,

arrumo sem sentir.


Na janela quase não dá para ver o céu

e o silencio da manhã

é tomado por rumores,

e no mundo se abrir

para toda atitude sã,

no dia anterior planejado.


Na chaleira

sobe o café turco

com pão que não costuma ser comprado.


Domingo, primeiro dia da semana,

há de se manter a chama

como ruas povoadas

e mal tratadas

de poeiras de construções

para abrigar vida

na cidade desmedida.