Quando criança menino,

onde o oficio era brincar,

nada de amenizar

impulsos.

E a virtude era em tudo

imaginar caminhos.

 

A amizade era fácil,

como fácil era construir palácios.

Todo menino, um Rei…

no reino do nascer do sol,

tesouros da infância que guardei.

Mas pouco a pouco

foi se perdendo, nos meus passos.

 

Agora, no reino do verdadeiro

faz de conta:

um gaveteiro

cheio de papéis pra pagar contas.