Outubro, outubro

Róseo, amarelo rubro

Quem pode contar suas flores?

Quem pode adivinhar seus amores?

Do céu a gotejar seu orvalho

Como vento a pincelar veloz a cavalo.

 

E da campina estende o verde cheio de cores

Flagrância do canto que descansa os meus olhos.

 

Cavalga ainda o vazio que persegue

Na garupa dos meses

 

Os dias do ano que passou

O córrego que minguou

Porque procurou, procurou

O amor que faltou.