Uma mão que afaga

Uma gota de orvalho

Os olhos que não tem

Pressa

De olhar o horizonte

A montanha a serra

E mão que arremessa

A rede para o mar

Passarão cem anos

E ainda perguntaremos:

O que será o amanhã?

De manhãs em manhãs

Diremos:

Ah, nasceu o dia!

Porque ainda se inicia

Despois do sono

O nosso labor

Ainda que dure

E perdure

A falta de amor.