Que canção eu farei

para o fim do verão?

Cantarei estridente

como as cigarras

ou como as sementes

buscarei a luz

num de repente?

Tão espontâneo

como a criança

que estende

a mão

para o presente?

 

Antes de tudo

peço calma!

Para Humanidade

que mata a alma

fazendo-se

surdo e cego e mudo.