Arquivo de junho 2015

mundo

mundo mundo mundo mundo

homem homem homem homem

fome fome fome fome fome

mudo mudo mudo mudo

Frio cortante

Frio cortante

Corta a fronte

Do mirante

Quem segue

Avante

Nesse mundo

Revoltante

De seres errantes

E a maioria erra

E ainda berra

Por ter o saco

Cheio de cacos

De

Imundos elefantes.

A arte

A arte

se reparte

em diversas partes

que forma a cultura

linguagem do dia-a-dia

Na noite ou à luz do dia

no inverno ou no verão

A arte conhece sua parte

na poesia de cada mão.

Alça no espaço

Alça no espaço o que a vida

lhe deu

Não se apega a matéria

do que é seu

Vontade de vencer

a si mesmo

Mesmo que digam:

viva assim mesmo

Acautelar-se no tempo

ampliar movimentos

porque a vida não termina

enquanto houver nos olhos

a menina

no peito que se anima

na virtude

atitude

plenitude

de querer bem.

Pare de lucrar!

E a noite rompeu lá fora como não poderá mais. Por trás dos labirintos dos pensamentos que circulam, há uma certeza: o mundo tem que mudar. E mudar o mais rápido possível. Por que? O mundo não aguenta mais a fúria do consumo e o descaso com a vida, em todos os seus sentidos. Mas como mudar se as pessoas pedem dinheiro (o lucro extra) para sustentar suas vidas num furação que não para jamais?

Querem acabar com os combustíveis fosseis, mas como? Se as reservas ainda existem e as empresas que estão montadas no poder não abrem mão do seu lucro, a despeito de tudo.

Seria como simplesmente dizer ao ladrão rico e gordo: pare de lucrar!

E como deter este furacão sem passar pelas consequências das inundações contrárias?

Antes que a água se acabe

Antes que a água se acabe

Antes que o riacho desague

Antes que haja escassez

Antes que as colheitas percam a vez

 

E tudo no mundo

O poço seja fundo

Porque a vida não espera

Tanto tempo que tudo se regenera

 

E só haja o escaravelho

Pra rolar o esterco

E eu me perco

Neste mundo velho.

Pisa os pés sobre o chão

Pisa os pés sobre o chão

tange as arpas

alaúdes

violão

 

O seu pisar é suave

não espanta

os pássaros as aves

levanta palavras

mansas

de amor e perdão

 

O celeste sobre a terra

dois mundos em união

numa infinita

vida e boas novas

que o corpo não desterra.

O mundo presente

O mundo presente

o nosso mundo

o mundo de cada um

nos olhos da mente

em um segundo

transforma a realidade

que busca a felicidade

de muitos e alguns

E a felicidade

de cada comunidade

onde reina a paz

muito mais bela em tudo

que

se

faz.

Um ônibus

Um ônibus

Deu

O prego

Um outro

Tirou

Fina

Raspando

Na lateral

Do outro

Ô seu

Motor

Piloto!

Vê se

Dirige

Legal!

Suspiro da natureza

E a luz desceu do céu

como chuva temporã

e todas as tribos julgaram

ser tupã

Elegia que desceu

para dizer que a natureza

em toda sua beleza

não é mais a de outrora

A sombra benigna da natureza

está indo embora

para últimos refúgios

entre montanhas

últimas entranhas

De onde tirar agora

o nosso futuro?