Arquivo de dezembro 2015

Da arte

A ar-ar-ar-ar

te-te-te-te

Não se faz sozinho

Se faz junto com o

todo

Como parte de uma parte

Ela nunca está longe

dos indoutos

Como o sol ou as nuvens

Sempre sentimos pertinho

Chuva fina na varanda

Frutas doces na quitanda

Olhe sempre para o alto!

Mas sempre tenha a certeza

de onde pisa quando anda!

Abriu-se a noite

Abriu-se a noite

como um pergaminho

E o calor do dia se desfez

Lembranças de velhos açoites

que a vida moldou talvez

no passar dos anos…

Deus! Ainda sou menino?!

Parei e o tempo parou

Parei e o tempo parou

comigo

O tempo corre lá

fora

e eu aqui no meu

umbigo

tentando botar pra

fora

o sentimento de fim de

ano

Não tentando fazer

planos

Apenas pensar no

amanhã

como um acordar tranquilo

numa fresca e calma

manhã.

Um passo

Um passo

Um passo

a mais

Você que caminha

no espaço

Já trás

tantas canções

tantas lições

de viver

e querer vencer

nem a profundidade

nem a largura

há de desfazer

a lágrima que cura

todo lamento

e com entendimento

desfazer-se-á 

o descontentamento.

 

Um clarim

Um clarim

eu ouço em

mim

Anunciação

na mente

enormemente

como um clarão

que rasga o céu

ligando norte e sul

no papel

 

Pintei de azul

e um sol

que nasceu em eu

pintura nos meus

olhos

estendidos pra nuvem

como um lençol.