Era meia noite, Juca andava por uma rua do centro de São Paulo, no inverno de junho de 2016. Viu uma coisa se mexendo em um cobertor todo remendado. Chegou mais perto para ver o que era. Um menino, que tremia de frio naquela noite gélida de menos de 10 graus.

       Tirou o seu casaco e tentou agasalha-lo melhor.

Não adiantou, o menino estava gelado.

     – O que você faz aqui, menino?

O menino nada respondia, apenas tremia.

       Juca comovido resolveu tirar aquele menino da rua, naquele inverno frio.

       Enrolou o garoto com o lençol e colocou-o nos braços. Levou para sua casa que não ficava muito distante daquele local.

       Colocou três cobertores de moletom cobrindo o garoto em um sofá da sala.

       Juca morava em uma quitinete em uma rua do centro de São Paulo. É funcionário publico aposentado e divorciado. Morava só.

A situação daquele garoto o comoveu.

       Preparou uma sopa de legumes e ofereceu ao garoto faminto.

O garoto parou de tremer. Juca o serviu, dando-lhe a sopa quente.

Aquele garoto de rua o fez lembrar da sua infância difícil, sem recursos e muito pobre.

       Juca assumiu o papel de pai para aquele menino. Seu curador.

Comprou roupas, alimentou, levou para uma escola de tempo integral. Juca o adotou.

       Agora aquele menino de sete anos que jazia nas ruas, tem agora um futuro. Pode escolher o seu destino. Deixou de ser invisível para os olhos dos outros.