Arquivo de setembro 2016

Atitude

O que me move

me comove

 

O que me sustenta

me alimenta

 

O que me alegra

não é uma reza

 

O que me dá ação

calma como uma oração

 

Não falo em religiosidade

falo em um peito sem maldade

 

Não de puritanismo

ou qualquer coisa de ismo

 

Quero que meu legado

seja lembrado

como alguém que persistiu

e não desistiu

de perseguir a luz

que brilha

e ainda cintila

na cruz.

Atirei

Atirei…

uma bala…

certeira…

a palavra…amor !

Calor de irmão

Calor de irmão

terno quando se tem

aconchego no coração

Um mar calmo vem

nos meus olhos a lágrima

de ter a ti Senhor

apesar da dor

do oposto que senti

quando vi

o retrato dos anos que passaram.

Quand’a fé

Quand’a fé aconteça

que a dor no peito

da frustação

se esvaneça

fazendo bem ao coração

uma cantiga de roda

que ficou na memoria

nos faça sorrir

E a essência da alma

como um abraço

de aço

nos faça sentir.

Museu do Cotidiano

 Surgiu-me uma ideia, não sei se há coisa parecida ou ideia semelhante.

       Um Museu do Cotidiano aqui no Rio de Janeiro.

Memórias do cotidiano

Memórias do cotidiano

no passar dos anos

não resta mais que

escorias 

aleatórias

Dizendo que o mundo

urbano

ao reles dos planos

ficou no muro pichado

num condomínio

inchado

destas grandes e pequenas

metrópoles.

Esforçado

E quando o céu azul

do pensamento

não estiver mais

em movimento

e o que ficou pra trás

não mais causa alento?

Já viajei milhas e milhas

no pensamento

com discrepâncias

e coisas tantas

que meu ego

fez aliança

com sonhos

acordado

e às vezes

estranhos

na minha vida

de homem nas letras

esforçado.

Entre o mar e a montanha

Entre o mar e a montanha

algo flutua nesta cidade

com uma força tamanha

que nos braços do Cristo

circula fraternidade

Antes que a sombra do mal

alcance a pobreza

encoberta no carnaval

Desde o profeta Gentileza

a Joãozinho Trinta

e o Rio se pinta

da cor incomparável

na beleza imutável

desta cidade linda.

Pilão

Pilão pilão pilão

Pisa o milho

Pisa o trigo

Pisa o grão

 

No suor de cada mão!

 

Eu piso a palavra

De mim dada

Pra não passar a vida

Em vão.

Viveu entre nós

Viveu entre nós

seres humanos

sem planos

a sós

Quisera que o povo

reconhecesse

em todo o mundo

em forma de prese

que somos moribundos.