Arquivo de abril 2017

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Fiz de minhas mãos

e meus dedos magros

algo que compartilha

coisas do meu ser

com minha alma

um caminho que trilha

em palavras de coisas

que vezes não se podem ver

Reconhecer-se a si mesmo

ao receber algo deste poeta

que quando num instante sem fala

diga uma luz que te faltava.

Apelo

Nossa jornada no mundo

se distrai com vultos

como numa caixa de presente

oculto

Meu Deus tu tudo podes!

Rejuvenesce a alma deste pobre

Meus versos querem tomar vida

como trilhas de caminhos de sendas

já vividas

E meus escritos passam como um grito

do que pensei ou vivi

Como uma repetição batendo numa porta

anunciando o que foi dito.

Quando o fracasso prospera

Quando o fracasso prospera

e só o que resta é a espera

A sombra da frustação

se opõe ao que é bom

Dilacerar o fracasso

Quer nos afogar…

Mas o rio é raso

Você algum momento

vai vencer

De nada serve o lamento

pelo que passou

Basta apenas ser

o ultimo vencedor.

Vendo o invisível

Como os olhos que não se

cansam de observar o infinito

Falo do que está escrito

em páginas que não se veem

no livro sagrado da vida

em palavras proclamadas

e ditas:

O segredo de revelar segredos

sem ventos do medo

bem-aventurados aqueles

que creem. 

Céu e terra se completam

Céu e terra se completam

A natureza dá a murta

Animais que se alimentam

de plantas e espalham

a semente e o seus frutos

Eu, todavia, vivo uma vida simples

porque sou simples

e gosto do romper das manhãs

e me alimentar

do suco da maçã

e vão manhãs e manhãs

Nada melhor do que

aprender

e não deixar a vida se

perder

entre o desesperar de um

sonho

é o respirar aromas

Assim retiro de um erro

e da cicatriz

O remédio no machucado

ponho.

Comecei uma poesia breve

Comecei uma poesia breve

como quem nada quisesse

mas que flutue sobre as

asas de uma águia

Eu que sou pequeno

poeta pequeno

Mas minha mente pode

voar

como quem não quisesse nada

Digo a todos

no meio do povo:

Nunca deixem de

Amar!

A poesia está viva

A poesia está viva

onde a magia da palavra

se faz necessária

E a beleza da linguagem

mostra sua leveza

Nas calçadas

no cabo da enxada

nos corredores

nas vielas

Todos são poetas

no exercício da vida

quando a linguagem

mostra sua beleza.

Sim é o sol

Sim é o sol

Sim é o sol

Simples visão

Descrição deste farol

Que ilumina minhas mãos

Gira o mundo em sua órbita

Bem faz quem cogita!

A criação do mundo

Sabe até um vagabundo

Do que depende sua vida

Espera o dia amanhecer

E não se importa do que possa parecer

Mas nós do que fazemos de nossa lida?

Desejos

E pensar sobre os desejos

da carne

que em pouco tempo

se desfaz

como num pendulo

pra frente e pra traz

Mas o que é duradouro

maleável como ouro?

Sentir o vento

refrigerar no outono

no passar das estações

e a chuva fina na calçada

faz-me pensar no eterno

Senhor de nossas canções.