Arquivo de maio 2017

Ditadura, a Bandeira e Lava Jato

Eu nasci um ano antes do golpe militar de 64. Da ditadura, na infância, lembro que na escola tínhamos que hastear a bandeira do Brasil cantado o hino Nacional; e no caderno tínhamos que desenhar a bandeira. Neste excesso de “patriotismo”, ficou a memória de uma espécie de medo, de quem governava, de quem tinha o poder.

Hoje com essa onda atual de incerteza e avalanche de denúncias de corrupção, só resta uma certeza: essa fase vai passar. E eu como otimista incorrigível, confio em nossas instituições.

O mundo sempre caminhou com “guerra e paz”, nestes altos e baixos.

O que continua é o céu e a terra, dizendo que tudo nesta vida passará: governos, nações… E o Brasil espera que a “lava jato” continue, punindo quem verdadeiramente merece, não mais com este nome, mas como, por exemplo: “lava-se sempre, dia e noite”.

Esgulepado

As noticias de corrupção

se espalham como um

homem esgulepado

Coisas que aconteciam

menos no passado

E o nosso dinheiro

é consumido como um

leão devorador

Mas a sombra do mal

feitor

será iluminada como o sol

do meio dia

Distribuir esperança

é para os que tem confiança

na dignidade humana

que será

nossa guia.

Qual o outro nome do amor?

Qual o outro nome do amor?

Diriam uns que é bem-querer

Diriam outros que afeto

Diriam outros não saber

Mas eu digo que entre tantas

dúvidas

e nomes

há um que fez aliança

com o Homem

E doou-se a ponto de morrer

mas vive para todo sempre

Essa é a esperança

de quem crer

Olhando os céus

surge a resposta:

O outro nome do amor

é Deus!

Camisa Dez

Eu era bom de bola

na rua

na escola

mas tímido como só eu…

 

Preferia ser o último

ao invés de ser recriminado

por um erro meu

 

Mas certo dia o professor de

Educação física resolveu

distribuir camisas de jogador

 

Todos fizeram fila para receber

uma camisa

 

Eu como sempre

 fiquei por último

 

Quando chegou a minha vez

quão surpresa minha!

Quando peguei a camisa dez.

Não é debalde a paciência

Não é debalde a paciência

Paz da ciência

Cada vez mais escassa

Encurtamos o tempo

Mais a vida parece que logo

passa

Neste mundo apressado

não paramos pra pensar

no nosso próprio estado

e o dia se transforma numa

linha tênue

onde tudo é descartável pra

durar

neste mundo cada vez mais virtual

e de conteúdo que nada preenche.

O dia de aniversário

Quando um ano de vida é

completado

vão-se as ondas que se desfizeram

no mar da vida

O dia de aniversário

é o início de um novo

ano(um novo ciclo)

É como um outro calendário

Nossos anos são no tempo dos séculos

medidos

E quando nos vamos deste mundo

nosso legado

terá valor do quanto falamos

ou escrevemos

junto com nossos atos

calculado.

Ouvir o vento que sopra

Ouvir o vento que sopra

uma canção que fala de amor

cantigas de roda ecoadas no ar

Minha mãe põe panos na vidraça

da porta

– Minha mãe, pare de se preocupar

e deixe o sol adentrar

e iluminar tudo em volta!

 

A alegria de viver

se espreguiça no entardecer

Tantas coisas pra se falar

em papéis multicores

e dizer parábolas

de sabedoria

que se vive dia a dia:

As palavras escritas às vezes

saem melhor que a fala.

Antes que o frio dos anos alcance

Antes que o frio dos anos alcance

Antes que o espirito do bem se retire

e você não tenha historia pra contar

na velhice

 

Erga a mão

e arrebata do chão o teu irmão

 

Nada vale a pena

se a vida for pequena

 

Pequenos gestos

são grandes atitudes

que flui de tuas virtudes

 

Nunca se canse de fazer o bem.