Escopo burburinho posto

manipulação

da ditadura

cruel remendo

afastando a verdade

como um corisco

aceso

e nojento

variedades

de mentiras

colocam em risco

suas próprias vidas

ocas

nessa vida louca

indisposição

alçapão

calamidades

expostas nas ilhas

como o Japão

incessante

borbulhante

estiva

loucura retida

pela garganta

que não se cansa

da sua própria

dança

e

não sossegam

do seu próprio

ego

nojento

ou nojenta

 

A poesia

se algum dia

ela foi lida

por mentes

esclarecidas

e pressuponho

como um sonho

sujeira

exposta

mão que não abriu

a porta

antes a fechou

e manipulou

toda verdade

não me invade

pois sou limpo

deuses

do olimpo

que se requebram

o seu próprio

ego

como um ladrão

que rouba o tempo

roda moinho

ao vento

faz-se silente

memorias ao relento

por quanto

tempo eu escreverei

mais

alcatraz

que perde tempo

mas

não o pensamento

e tudo se faz

canção

mulata que se pinta

depois dos

trinta

oxigenada

pra se fazer loira

 

Que seu nome não

engane

presidente

que não se lembre

do seu próprio

pente.