Nove vezes fora

É um

É sempre um

Como a nau naufragada

Estilhaçada

Pelo tempo

E o tempo não perdoa

Ave que decola

E voa

E os meus dedos

Acabam em cinco

Na mão que pinto

Uma tempestade

E a água

Invade

Os porões

Com o vento

Mas ninguém

Morreria

Naquele

Dia

Náufragos

A nadar

Pois Deus

Prometeu

Que todos

Iriam

Se salvar.