Arquivo de dezembro 2019

Meu amigo Francisco

Meu amigo Francisco

Asas nem sempre voam

E o sol nem sempre brilha

Não queira de você

O impossível

Pois o possível

É para os Homens

Mas o impossível

É

para

Deus!

 

Sou eu quem escolhe

Mulher

colher

Sou eu

quem escolhe

e aprove

o que vai

me

enriquecer

Não como

instrumento do prato

mas algo que vai

além

Por isso digo

amém

sobre todos os opostos

e encho o copo

do suco

da uva

tão simples

como simplesmente

disser

que com Deus

tudo me sustem.

Cabeças inclinadas

Fugiu nome
e
sobre nome
da mulher

que disse
que me
amava

mas
no mais
das vezes
é assim

jardim
mulher
como uma
força
tamanha
da artimanha
do computador

professor
do seculo vinte um

cabeças inclinadas
nas calçadas
não prestando
atenção
a momento algum
e assim
caminha a humanidade
prevendo
o tempo
e o relógio
no computador
comum
se pelo menos
fosse pra
escrever?!

com as mãos
ocupadas

matando o tempo
que se torna
em nada.
(nada contra a informática)

Faca afiada

Desci as profundezas
do nada
como uma sombra
que não se apaga
no meu intimo
nada que me
fizesse
anoitecer
nem o quarto escuro
sem muros
faca afiada na
varanda
que corta o mal
pela raiz
nem grande Otelo
mais qualquer atriz
entre linhas ou versos
mais perversos
da natureza humana
que profana
os versos
escrevendo
bobagens
como uma
rima
profana.

Eu preparo um poema

Eu preparo um
poema
onde há o mundo
como tema
que faça
acordar minha
mãe
onde contenha
canções
e todo dia
se revele em
cada
coração
sedentos da
água do
espirito
tudo que foi
predito
sem ilustrações
que o mundo
toma pra si
e se arrisca
em não
cumprir
o que dito
e escrito
verso a verso
desde um grão
de areia
ao próprio universo
que não
se pode prever
e esquecer
que
o próprio
Deus
não caberia
sua gloria
e o tamanho
seu.