Francisco Dito Filho

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Um fazedor de versos. Escritor e poeta radicado no Rio de Janeiro, natural do Ceará. Meu objetivo é instruir o leitor de forma sincera e honesta que possa levar alguma luz aos olhos de quem lê.

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Artigos por Francisco Dito Filho

O que encobriu Deus

O que encobriu Deus

a quem deu o direito

do Homem

descobrir?

Senão ao próprio

Deus?

O ser humano

desde a sua história

ficou

na memoria

pelos feitos seus

tanto

na escrita

falada e dita

das mais simples

e puras alusões

as edificações

não são coisas

de um homem só

mais o que é duradouro

é a agua que mata

a sede

fonte de vida

Não a prata

ou vãs cogitações

mais de Deus

permitida

em suas orações.

Vastidão

Há coisas que não se explicam

sem entender

mesmo que poça

padecer

de amargura

pois a alma não

cura

a si mesmo

Ela precisa da ajuda

o que parece as vezes

paradoxo

ela precisa do

próximo

como a si mesmo

o que parece

esmo

nos caminhos seus

mais do que tudo

precisa-se de Deus

para iluminar

a vastidão

ermo

e não se prostrar.

Famílias em fragmentos

Famílias em fragmentos

tentam

como um todo

um bolo

em pedaços

Nada o que possa

semear um

abraço

Como mãos espalmadas

sobre a superfície

do nada

E quando

uma parte precisa

do todo

não há ligadura

que

perdura

para se fazer

a casa

suspensa de novo.

Há uma força maior

Vocês que sabem

o que é o amar

Há uma força

sem medida

e nela contida

todo viver

pois bem mais

que se estar

regenerado

pela força do

amor

e nele inspirar

todo seu ser

é força terna

e pura

da lágrima que

cura

no amanhecer.

O pensamento

O pensamento

pode ser

como o vento

quando não se

sabe de onde vem

Pode ser aleatório

como

tudo que não é

notório

O pensamento

pode ser real

se você com fé

pensar no bem

e em tudo que vê

e sente

Pode durar pra

sempre

quando partir ou vir

de Deus

pois foi o maior dom

que nos deu

Pode ser água 

derramada

límpida

ou suja na

beira da estrada

Lua iluminada

Terra suspensa

no nada

e a luz

que inunda

as trevas mais

profundas.

 

Rejubiloso dia

Rejubiloso dia

de consagração

para oferecer a

Deus nosso canção

Por mais que o dia

anterior

fosse custoso

e nossa alma

pesasse um espirito

pesaroso

Convém louvar

e bem dizer

tudo de bem

que recebi

entre o braços

meus

pois tudo na

vida

que vem e há

de vir

é obra do Senhor

para sempre

Amém.

O que a alma sente

Não obstante

o que a alma sente

Não fica ausente

tudo que cura

Desde a amargura

até aqui

Que não se entende

mesmo

que pareça loucura

Toda sentimento

humano

que está

fora dos planos

não está distante

de Deus

pois ele vê

a nossa fraqueza

e tudo

que enseja

a nossa fé.

Nem a curvatura do tempo

Nem a curvatura do

tempo

há de conter

a luz

que

reluz

 

Em nenhum momento

que se faça

o universo

no seu expandir

e nele esconder

num buraco negro

que disfarça

a luz

que nela e dela

está o cetro

cravado

na lei

que resume

no cume

do monte

onde esteve

o martírio

que nem o

exímio

cientista

consegue

explicar…

 

tudo que ela

conduz

sem fé

que nele

exista.

O fato

O ato

comprova

o fato

pois o que sai

do coração

comprova

o erro ou não

Mais que uma simples

menção

o que importa

e a ação

mais do que pensar

ou falar

fabrica-se

e se exprime

na atitude

Pois quem quer

ter virtude

tem-se que escolher

seu foco

na mais pura

intenção

de um gesto

no seu

proposito

dos valores

em seu

coração.

 

A batina(republicação)

A cidade que eu nasci era pequena

e continua pequena

no interior do nordeste

no sertão do nordeste

onde a chuva era pouca

e continua a ser pouca

nascido de parteira

sobrevivente

retirado do ventre

de minha mãe

 

De resquício de recordação

só a mão

que esparrama a farinha

bodes, porcos, galinhas…

e a solidão

ainda menino

cercado de mística

velas para o padre santo

a batina de promessa

a pouca informação

 

E voou rasteiro

sentido no interno

incerto

o cheiro da terra molhada

a serra olhada

 

E era um susto de estórias

a cova

da arapuca

de dizeres do medo

o plantar do milho

da mandioca

o alimento pouco

 

Estendendo os olhos

para o sol

que queima

mas ainda teima

meu mundo de réstias

 

Que o pouco que tenho

sobrevive-me

neste existir excêntrico

porque ainda

existe

meus dedos sobre um mundo

esquizofrênico.