Francisco Dito Filho

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Um fazedor de versos. Escritor e poeta radicado no Rio de Janeiro, natural do Ceará. Meu objetivo é instruir o leitor de forma sincera e honesta que possa levar alguma luz aos olhos de quem lê.

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Artigos por Francisco Dito Filho

E que haja memória

Murmúrios do meu subconsciente

Quem sou eu?

De onde eu vim?

A resposta está na história

De cada um

E que haja memória

Das coisas comuns

E incomuns

Coisas que se impregnam

Na alma

Que se elevam

Como a alva.

Frustações

Com as mãos calejadas

De lanços

E frustações

Aprendi a fazer

Canções

Que possam tocar

Fundo

Ainda que eu

Mergulhe

No fim

Do mundo

E possa fazer

E refazer

Sem deixar que

O pequeno talento

Me orgulhe.

Acima das montanhas

Quem é que nunca teve

Sonhos?

Em busca de horizontes

Mas o horizonte

Pode estar

Rodeado de montes

Contudo se pode ver

O sol

A brilhar

Pois onde quer

Que você esteja

Você terá

A certeza

Que embora os dias

Difíceis

Estará o céu

Que sempre subsiste

Como uma esperança

Que sua fé

Estará acima

Das montanhas

E teu sonho

Não se perca além.

Historia

Quanta gente

Negligencia

Sua própria

Historia

E não levam

Na memoria

Tudo que fez

E realizou

Pois não é preciso

Ser doutor

Com diploma

Na parede

É preciso ter

Um legado

De tudo de bom

Que na vida

Foi realizado.

Tesouro

Há pessoas que tem

O privilegio de angariar

Ouro

E põem

O seu tesouro

Nas riquezas

Mas há aquelas

Que compram

Um campo de valor

Infinito

Pois põem no que é

De mais rico

A vida eterna

Pela fé.

 

Servir

   A mão que afaga um sedento e, nisso dando alento ao próximo, ser humano cheio de planos e duvidas em relação ao futuro. O mais puro amor da existência se define em doar-se em vários modos de ser. O viver necessita do servir e isso é a essência do existir.

   Por mais que tentamos acumular bens e demonstrar atitudes de benevolência, nunca será o bastante para a verdadeira felicidade, necessidade humana que tanto procuramos mas, não está distante de nós. É preciso colocarmos no lugar dos mais desprotegidos no mundo.

   O ‘vento tufão’ que aparentemente parece voraz, não é nada mais que uma brisa para a verdadeira caridade de agir para tornar este mundo menos nefasto.

O seu contexto

As páginas

De um livro

Tem no texto

O seu contexto

O livro em

Si

Pois mais do que

Ler

É entender

 

E se diz a verdade

Sem qualquer

Vaidade

Como o evangelho

Que

Li

Tudo é composto

E novo

Não há nada de

Velho.

 

A voz do amor

A voz do amor

Lançou

Sobre o abismo

Todo ressentimento

Que torna

Vossa vida em laços

Incontidos

Mas o que deveras é

Perdoar?

Que rima com

Amar

Sentimento difícil

Que nossa alma

Resiste

Em tornar

Atitude

Todo ressentimento

Que perdoa

Mas quase não

Esquece

Pois isso é

Virtude

Do próprio

Eterno

O perdoar

Com proposito.

Telúrica paz

Telúrica paz

Do céu

Anjos nas nuvens

Não são pintados

Por um pincel

Mais que a imaginação

Humana

A fé

Inflama

O coração

E assim tudo se resume

No alto celestial

Como um sonho

Que a alma

Se glorificará.

Um navio em alto mar

Um navio em alto mar

Meu papel no rabiscar

Nessas ondas

Movidas

Pelo vento

 

O tempo

Em movimento

Total desejo

De estar

Mais perto

Do céu

 

Como um albatroz

Eu só estou a sós

Com Deus

 

E é apenas

Ele e eu.