Francisco Dito Filho

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Um fazedor de versos. Escritor e poeta radicado no Rio de Janeiro, natural do Ceará. Meu objetivo é instruir o leitor de forma sincera e honesta que possa levar alguma luz aos olhos de quem lê.

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Artigos por Francisco Dito Filho

Barco apontando pro sol

Barco apontando pro

Sol

Céu azul

Velas ao vento

Cata-vento

É anzol

Mar que brilha

A luz

E tudo se reduz

No azul

E

O céu do mar

Então eu penso

No meu

Lar

Ancora de ficar

Veloz

Vento a correr

Entardecer

E esperar a noite

Pra outro

Dia nascer.

Por mais insignificante

Por mais insignificante

que for a

flor

é uma flor

 

Por mais insignificante

que seja o amanhecer

é manhã

não entardecer

 

Por mais insignificante

que seja a fé

é fé

não o evanescer.

Pra que serve a poesia?

A poesia ora

serve de acalanto

outras vezes

pranto

A poesia pode

ser

alegria

outras vezes

padecer

A poesia pode ser

um grito

outras vezes

espírito

De todas essas

coisas

a poesia é maior

quando for

amor.

A verdade nojenta

 

Escopo burburinho posto

manipulação

da ditadura

cruel remendo

afastando a verdade

como um corisco

aceso

e nojento

variedades

de mentiras

colocam em risco

suas próprias vidas

ocas

nessa vida louca

indisposição

alçapão

calamidades

expostas nas ilhas

como o Japão

incessante

borbulhante

estiva

loucura retida

pela garganta

que não se cansa

da sua própria

dança

e

não sossegam

do seu próprio

ego

nojento

ou nojenta

 

A poesia

se algum dia

ela foi lida

por mentes

esclarecidas

e pressuponho

como um sonho

sujeira

exposta

mão que não abriu

a porta

antes a fechou

e manipulou

toda verdade

não me invade

pois sou limpo

deuses

do olimpo

que se requebram

o seu próprio

ego

como um ladrão

que rouba o tempo

roda moinho

ao vento

faz-se silente

memorias ao relento

por quanto

tempo eu escreverei

mais

alcatraz

que perde tempo

mas

não o pensamento

e tudo se faz

canção

mulata que se pinta

depois dos

trinta

oxigenada

pra se fazer loira

 

Que seu nome não

engane

presidente

que não se lembre

do seu próprio

pente.

 

Letras que se desprendem

Manhã tão clara
da claridade
que nos separa
do paraíso
escrevo
com nervosismo
letras que se
desprendem
da tela banca
que desbanca
o meu otimismo
Dominar
sobre todos os
pessimistas
embora tudo pareça
contrario.

Confiança

Quem é que tem

confiança?

Mesmo sem

esperança?

Ninguém!

Pois a esperança

é a ultima que

morre

pois a esperança

sem confiança

chama

a lama

de um dia chuvoso

continuando

o ciclo da vida

desmedida

que

não é perdida

quando apesar

dos erros

seus

tem a mão

de

Deus.

Nunca mais volúvel

Despontando o

( velcron)

das montanhas

e artimanhas

em pleno sol

Nunca mais volúvel

como anzol

que desponta

entre os pescadores

doutores

em suas ações

que fazem

canções

dia e noite

recebendo

os açoites

dos dias

em vão.

 

A sabedoria clama

A sabedoria clama por

justiça

Onde fazer

o bem sem deter

a cobiça?

Que fez reter

por muito pouco

sem abrir

a porta

que é a própria

Vida?

Quanto vale os sonhos de um homem

Quanto vale os sonhos

de um homem?

Entre pesamentos

e ações

nem tudo se

atrela

Seria que tentar medir

uma estrela

da terra

Seria como ponderar

o imponderável

Os pensamentos

do homem

são vis

aos olhos

de Deus

E quem julga

medir

o que não tem

medida

ocorre no erro

como jogar

em um aterro

o que poderia

ser mais do

que a própria

vida

retrato

dos sonhos

de Deus.

 

 

 

 

Não obstante

Não obstante eu

acreditei

que estava

em um instante

estive sendo

examinado

por muitos motivos

aparentes

como um raio

mas acreditei

que não era eu

mas os motivos

que ensaio

em minhas letras

confusas

Quando vi

os montes

anunciarem

que foi Deus

com todos falarem

em um quarto

que não era meu

mas do mundo

se fez vago

até

dilacerarem

os versos meus.