Crônicas

Ditadura, a Bandeira e Lava Jato

Eu nasci um ano antes do golpe militar de 64. Da ditadura, na infância, lembro que na escola tínhamos que hastear a bandeira do Brasil cantado o hino Nacional; e no caderno tínhamos que desenhar a bandeira. Neste excesso de “patriotismo”, ficou a memória de uma espécie de medo, de quem governava, de quem tinha o poder.

Hoje com essa onda atual de incerteza e avalanche de denúncias de corrupção, só resta uma certeza: essa fase vai passar. E eu como otimista incorrigível, confio em nossas instituições.

O mundo sempre caminhou com “guerra e paz”, nestes altos e baixos.

O que continua é o céu e a terra, dizendo que tudo nesta vida passará: governos, nações… E o Brasil espera que a “lava jato” continue, punindo quem verdadeiramente merece, não mais com este nome, mas como, por exemplo: “lava-se sempre, dia e noite”.

A vida e as datas

Por que temos a sensação que no ano novo tudo se inicia? Talvez um novo período de tempo?

O fato que no decorrer do ano ficamos cheios de datas que marcam ou não. E esse incessante continuar, nos dá a ideia de que um novo ciclo se inicia. Mas a realidade é que os dias continuam um após o outro. E o futuro é o que confeccionamos no presente.

O fato que comemorar a vida é licito e puro. E o fruto maduro que plantamos no presente é uma dadiva de Deus.

O tempo continua inexorável.

Pegando melancias

     Bons momentos aqueles, na minha estadia no nordeste. Meu primo e eu costumávamos pegar melancias maduras das roças da vizinhança.

     Era um tempo em que a fauna e a flora ainda se mostravam exuberantes, no inverno do nordeste. E o sistema de plantação era de cortar a mata e depois queimar (período das queimadas). Eu não tinha muita consciência ecológica, mas me mostrava tremulo, sem muita alegria, por ter caçado um pássaro que se mostrava belo, mesmo depois de morto.

     Hoje na cidade grande, ficamos horrorizados pelo preço das frutas, dos legumes que vem das plantações das zonas agrícolas.

     As coisas mudam e a nossa consciência se amplia depois de adulto.

     Meu Deus foi a algumas décadas!

Containers

     É incrível como os políticos fazem mágicas antes das eleições.

     Na minha pequena rua apareceram pequenos containers de deposito de lixo, um dia antes das eleições para prefeito e vereador. E as calçadas ficaram cheias de panfletos de candidatos por uma vaga. Os garis vão ter trabalho extra no dia seguinte.

     Tudo isso se resume a uma coisa: falta de educação, tanto política quanto ambiental.

Mas os políticos só se preocupam em fazer obras visíveis para as pessoas. Porque saltam aos olhos.

     Os debates sobre a necessidade de educação não se esgotam. Mas solução, nada feito!

     A política e a educação são coisas do nosso dia a dia. Que a maioria das vezes, não são levadas a sério.

Era meia noite

       Era meia noite, Juca andava por uma rua do centro de São Paulo, no inverno de junho de 2016. Viu uma coisa se mexendo em um cobertor todo remendado. Chegou mais perto para ver o que era. Um menino, que tremia de frio naquela noite gélida de menos de 10 graus.

       Tirou o seu casaco e tentou agasalha-lo melhor.

Não adiantou, o menino estava gelado.

     – O que você faz aqui, menino?

O menino nada respondia, apenas tremia.

       Juca comovido resolveu tirar aquele menino da rua, naquele inverno frio.

       Enrolou o garoto com o lençol e colocou-o nos braços. Levou para sua casa que não ficava muito distante daquele local.

       Colocou três cobertores de moletom cobrindo o garoto em um sofá da sala.

       Juca morava em uma quitinete em uma rua do centro de São Paulo. É funcionário publico aposentado e divorciado. Morava só.

A situação daquele garoto o comoveu.

       Preparou uma sopa de legumes e ofereceu ao garoto faminto.

O garoto parou de tremer. Juca o serviu, dando-lhe a sopa quente.

Aquele garoto de rua o fez lembrar da sua infância difícil, sem recursos e muito pobre.

       Juca assumiu o papel de pai para aquele menino. Seu curador.

Comprou roupas, alimentou, levou para uma escola de tempo integral. Juca o adotou.

       Agora aquele menino de sete anos que jazia nas ruas, tem agora um futuro. Pode escolher o seu destino. Deixou de ser invisível para os olhos dos outros.

Conto Infantil

       Zé Game acordou, de um pulo. Quando ouviu algumas vozes estranhas, enquanto tirava seu pijama. Escovou os dentes, quando bateram na porta do banheiro. Era sua mãe dizendo frases incompreensíveis. Abriu a porta e deu de cara com sua mãe, aparentemente lhe perguntando algo numa língua que ele não entedia.

Zumplingfunk up!

Era assim que Zé Game entendia.

O que houve com a família? Será que ficaram loucos?

Lembrou que ficou até tarde da noite, jogando game. Era sua mania. Seu hábito incontrolável.

       Era um jogador solitário. E maníaco. Às vezes jogava com um amiguinho, como sempre, se saia vencedor. Isto lhe dava orgulho, e aumentava mais e mais sua paixão pelos games.

Não entendia o que as pessoas falavam, nem da família, nem os vizinhos, ninguém.

Não podia ir à escola, sem entender nada do que falavam.

       Foi levado ao médico que o examinou. Nem ele nem o médico entendiam o que um e o outro diziam. O médico resolveu encaminha-lo a um médico de cabeça. Um psiquiatra.

Levaram-no ao psiquiatra. O psiquiatra dizia: “Zumplingfink on”. Segundo Zé Game entendia. E ele dizia: Linklinkon, linklinkon. Segundo o que o psiquiatra ouvia.

O psiquiatra encaminhou uns exames de eletroencefalograma, exames de sangue, etc…

Levaram os exames ao psiquiatra.

Não deu nada muito grave. Só uma anemia, por alimentação inadequada.

       O psiquiatra o encaminhou a uma junta médica, junto com os pais.

Os médicos ao interrogar os pais, recomendaram uma boa alimentação e exercícios físicos. Afinal ele só tinha onze anos!

Recomendaram mais: ausência de todo tipo de game, videogame e computadores.

       Zé Game, ao chegar em casa e entrar no seu quarto, teve uma surpresa. Nada de aparelhos eletrônicos!

Ele chorou, chorou… Tentou falar com os pais “sneef sneef link”, mas os pais não entenderam nada. Só entenderam quando ele no seu quarto apontara para o lugar dos eletrônicos.

Os pais disseram:”snak e snak”. Segundo entendera Zé Game, eles disseram “não e não”!

Os médicos também recomendaram mudar a rotina de Zé Game. Recomendaram boa alimentação, muito lazer, um animal de estimação e livros para sua idade. Afinal de contas, não são umas coisas difíceis!

       Ao passar de uns dias, Zé Game acordou entendendo tudo. Brincava com seu cachorro, ia à escola normalmente, e, até, lia livros de historia, poesia, etc… Conseguiu melhorar até suas notas na escola.

       Hoje, Zé Game não se chama mais Zé Game. Chama-se: “Zezinho Sonhador”.

Um sopro de otimismo

     Quando andamos e andamos com tanta esperança no amanhã? Eu te digo com toda sinceridade: O amanhã começa agora! As coisas são formadas dia a dia, e sempre haverá algo para se acabar. Por isso, não espere um lampejo para fazer as coisas, em cada palavra dita ou não dita requer o principal, fazer: escrever o livro de sua vida.

     Escreva um poema, escreva seu pensamento e edifique o castelo dos seus sonhos. Se errar reconsidere, peça perdão e perdoe. É, eu sei que é difícil. Viver não é tão simples assim, estamos sempre resolvendo problemas. Mas tudo isso faz parte de nosso crescimento como ser humano, como cidadão. E o legado que deixamos será tanto melhor quanto o tamanho de nossa fé. Tenha fé! Acredite! Mesmo que tudo aparente que Deus nos abandonou.

Os fatos

Os fatos que ocorrem em nossos tempos nos obriga a ter muita resiliência e perseverança para não desanimarmos em busca de nossos sonhos.

Sonhar é necessário e imprescindível para vivermos uma vida, digamos, animadora frente aos obstáculos que surgem na nossa frente.

Nosso maior inimigo é a opressão dos fatos. Fatos esses que parecem muitas vezes um gigante que surge na nossa frente, caçoando e jogando impropérios na nossa cara.

Mas esse gigante se transforma em um anão, quando nossa fé e decisão para a vitória é maior , principalmente sobre nós mesmos.

Nossa fé tem que ser maior do que o fantasma que surge em nossos olhos.

A história de Davi e Golias é uma boa alegoria para estas questões que tanto nos oprime.

 

Fazer da existência o direito de criar 

 

Acreditar em si mesmo é crer no próprio homem

 

Ungido para orar a prece de andar 

 

Com suas próprias pernas em passos que somem

 

Ao sabor do vento indeciso 

 

Mais é preciso persistir no sorriso

 

Na flagrância do cheiro dos arvoredos

 

Despejar do próprio peito aquilo que nos faz viver

 

Olhar acima dos rochedos  

 

E em cada manhã encarar a vida

 

Não como uma despedida

 

Mas como um novo amanhecer

 

 

Pare de lucrar!

E a noite rompeu lá fora como não poderá mais. Por trás dos labirintos dos pensamentos que circulam, há uma certeza: o mundo tem que mudar. E mudar o mais rápido possível. Por que? O mundo não aguenta mais a fúria do consumo e o descaso com a vida, em todos os seus sentidos. Mas como mudar se as pessoas pedem dinheiro (o lucro extra) para sustentar suas vidas num furação que não para jamais?

Querem acabar com os combustíveis fosseis, mas como? Se as reservas ainda existem e as empresas que estão montadas no poder não abrem mão do seu lucro, a despeito de tudo.

Seria como simplesmente dizer ao ladrão rico e gordo: pare de lucrar!

E como deter este furacão sem passar pelas consequências das inundações contrárias?

A lei rigorosa

A lei rigorosa de muitos Países muçulmanos se baseia na união do Estado e da Religião. Leis que impedem a liberdade do individuo e o torna prisioneiro do Estado. Temos o exemplo da Avaaz que precisou de assinaturas de milhares de pessoas pelo mundo para tentar libertar um pai de família que só por expor sua opinião em um Blog ficou prisioneiro do Estado Árabe com risco de ser executado à morte. Há ainda regiões de nosso planeta que estão ainda no tempo da “Santa Inquisição”. Temos que dar graças a Deus por nos encontrar em um País que governa com liberdade de expressão embora com distorções que privilegiam os mais favorecidos.