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E por que não disser esperança?
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 22 de fevereiro de 2012
E por que não disser esperança?
Como dança de criança,
nuvem que passa prateada,
o brilho ofuscou os meus olhos,
surge uma lágrima,
a luz é intensa quando olho,
invade choupanas e prédios,
floresta e desertos,
não quero crer no meu tédio
que o vento leva incerto,
por caminhos já andei,
solitários e escuros,
eu sei!
O que procuro
é a felicidade
que de repente por pouco me invade,
acima dos quintais e dos muros
onde possa existir o amor,
do que há mais puro
sem resistência e dissabor,
porque, por mais que a injustiça
leva e faz,
o olhar sem malícia
revela numa criança
o puro brilho da paz.
Os versos se seguem
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 20 de fevereiro de 2012
Um sonho contido
E agora revelado
O que estava escondido
Muito mais amado
Batendo no coração
Mesmo que me neguem
E me digam um não
Os versos se seguem
No desejo de ser poeta
Pra quem lê meus versos
Que em tons diversos
E se abram portas
No peito das pessoas
Ou em mim mesmo
Que não fique a esmo
E assim ressoam.
O tempo todo eu me ouço
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 18 de fevereiro de 2012
O tempo todo eu me ouço,
me viro ao avesso.
Conversa mental com os outros.
Planejo o seguir.
Tenho sempre a opção “b”.
Eu quero vencer e ir,
onde não haja muita algazarra
e tudo seja simples de ser.
Na exatidão dos relógios
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 16 de fevereiro de 2012
Na exatidão dos relógios,
na exatidão de um pulsar
no universo
revela que não há
sentimento mais denso
que o corpo humano sente.
Tudo é uma questão de densidade;
há densidade no aglomerado das cidades,
no interior harmônico de uma floresta,
numa partida de futebol, no carnaval,
a flor das idades
na força da juventude
tornando mais denso os momentos,
que com o tempo se esvai
se aquietando e tornando mais brando
nas atitudes,
os conhecimentos,
e vai e vai…
A densidade dos anos se aquietando,
como na correnteza de rio estreito
que vai aos poucos se alargando
se tornando manso e profundo.
Desfiladeiro
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 16 de fevereiro de 2012
Desfiladeiro, precipício
onde não há fundo
como se a dor fosse à maior do mundo
caindo, caindo, que aperto no peito…
Pra se desvencilhar não há astúcia
vivo agora a naufragar em ti
angústia.
Um vácuo na vida
remoída e sofrida
que agora me subtrai
aperto da existência
a mente ardendo por urgência.
Olho pro quarto perplexo
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 15 de fevereiro de 2012
Olho pro quarto perplexo
Minhas roupas, o computador,
o que eu tenho de maior valor,
e tudo parece sem nexo.
A vida passa com seu sorriso.
É preciso conversar com ela,
porque ela não espera,
ela simplesmente não quer compromisso
de quem não se aproveitou,
sou eu um mero ator
que não cumpriu seu papel direito,
fiz-me mero e simples sujeito
do tempo que não reconheceu os meus feitos.
Tenho transtornos no tempo que não me aprisiona,
como pude esconder meus sentimentos em baixo da cama,
pois não há o que esconder, sou tosco e direito.
O sol encandeou os meus olhos
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 14 de fevereiro de 2012
O sol encandeou os meus olhos
a se pôr às sete horas neste verão.
Sinto-me contemplativo no meu coração,
os carros passam e as pessoas não olham
o espetáculo simples da natureza,
sinto em mim não certezas
como o sol se põe, eu também me ponho
a lembrar do sertão num sonho
da vida simples que outrora tinham,
onde as casas simples a luz do lampião,
nos confins da mata do sertão
os pássaros vinham toda manhã cantar, vinham
disser que a natureza advinha
à hora certa do sertanejo acordar.
Hoje na cidade grande não tenho um lar,
vivo de casa em casa a mudar,
pois a cidade grande não é minha,
é do comércio, das pessoas que se apinham.
Na calada noite
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 13 de fevereiro de 2012
Na calada noite, aqui estou
como agora me procuro
como a mim mesmo sou.
Nada mais que uma alma que vagueia.
Eu sou assim mesmo, me procuro sempre
olhando pra dentro- tudo é o presente.
Na quietude minha mente procura uma semente
pra plantar na terra devagar, adubada com os sentimentos,
terra como agora o meu peito se abre e se sente.
Há tantos sonhos represados
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 9 de fevereiro de 2012
Há tantos sonhos represados,
Sonhos de um passado não muito distante,
Se deixar, vira uma avalanche
De feitos inacabados.
Regozijar-me por que há um dia lá fora
E ele espera por mim.
Façamos assim:
-Um dia de cada vez na estrada.
Eu ando, ando e ela nunca se acaba,
Vou transformar o caminho num livro,
Onde posso deixar marcas.
Nas palavras qualquer coisa do infinito,
Lá posso deixar o meu grito
Onde nas páginas os meus passos serão livres.
A marcha dos tempos não para
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 8 de fevereiro de 2012
A marcha dos tempos não para
a tomar decisões tardias
e lá se vão nossos dias
cuja incompetência está na cara.
Tomam decisões depois que o ovo quebrou,
o caldo da panela entornou
e vidas são ceifadas no maremoto
depois do constante terremoto.
O pior da tragédia anunciada
é que só colhem as migalhas,
não fazem uma simples prevenção,
convém o acordar da população.
Botar mais investimento no ensino
para que dobrem os sinos,
por o dedo na ferida,
antecipar-se ao flagelo em nossas vidas.