Travessia da Amazônia

Livros de viagens sempre fizeram muito sucesso e normalmente são bem, digamos, vendáveis afinal eles trabalham com aquilo que há em praticamente em todos: a curiosidade pelo desconhecido ou exótico, seja qual definição você possa pensar para exótico. O livro Travessia da Amazônia, do Pacífico ao Atlântico pelos rios amazônicos, do Jornalista Airton Ortiz de 2004 pela editora Record, atiça nossa imaginação sobre o local de maior biodiversidade do planeta bem como os povos que nestes locais aí residem. Coloquei no plural pois quem aqui mora na Amazônia sabe que não existe uma só floresta e nem, lógico, um povo nativo aqui a riqueza não está limitada aos recursos naturais essa variedade fica explícita logo na introdução do livro.

Ainda estou no início do livro, página 43, no capítulo: “Barca Marquito III, para Iquitos – Cinco noites. O presente livro está inserido na série viagens radicais da editora Record. O enredo tem uma fluidez muito boa, não quero puxar a sardinha mas geralmente livros de viagens escritos por jornalista são agradáveis de se ler até porque saber contar uma(s) boa(s) história(s) é que se espera no mínimo de um bom jornalista, bom deixando esse “puxa-saquismo” de lado e voltemos ao livro, nele o autor deixa claro que prefere as rotas alternativas e por isso bem mais baratas. Airton Ortiz é das bandas do Rio Grande do Sul salvo engano de Cachoeira do Sul e é macaco velho no que diz respeito a viajar/perambular. Do que li até agora o que mais me chamou atenção foi a descrição da viagem subindo e descendo a Cordilheira dos Andes para quem tem pavor de altura, eu incluso, chega a ser angustiante a narração de quem viaja a beira, literalmente, de um precipício ainda mais de noite.

Assim que eu terminar de ler esse livro volto aqui para completar a minha resenha sobre essas andanças do Airton Ortiz.

Mas para quem já se interessou pelo livro o e-book custa R$ 28,00 no site da editora.

Bom como prometido retorno para comentar o restante do livro, de fato é um livro muito agradável de se ler assim como é navegar pelos rios da Amazônia, simpatizei com o fato dele sempre buscar economia deve ter sido mais difícil regatear pois a, lata, cara dele o denúncia que ele não é desta paragens mas como perambulador experiente já manja dos paranauês da barganha, mas nem tudo é calmaria neste navegar senti falta de mais fotos são tantas as descrições que nossa imaginação voa mas talvez era essa a intenção mesmo outro fato é o de ele mencionar pouco o Pará e como paraense isso conta mas por outro o fato de ele se deter mais em Manaus e nas cidades que acompanham o rio Amazonas nos permite conhecer um pouco mais de nossa região, ao terminar de ler o livro fica uma sensação estranha pois é preciso vir alguém de longe para falar de algo próximo. No fundo os estrangeiros somos nós.

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