SOPRANDO VELAS

Estou completando 65 anos esta semana. A data mexe comigo e me convida a avaliar o trajeto que fiz até aqui.
Fico feliz em constatar que sempre fui leal aos meus amigos e companheiros, independentemente da manifestação deles.
Pus em prática minha crença em que amizade só tem uma via.
Ou é ou não é. Quando é de duas ou mais, vira negócio, troca etc.
Também sou  fiel aos meus sonhos. Quero sobretudo uma sociedade justa , pacifica e democrática. Por ela enfrentei muitas lutas; mas, aos trancos e barrancos, sobrevivi.
E continuo sonhando, certo de que os sonhos não envelhecem.
Atualmente, estou envolvido em três projetos: ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO MEMORIAL DA ANISTIA POLÍTICA DO BRASIL, ASSOCIAÇÃO CULTURAL JOSÉ MARTI (Solidariedade
a Cuba) e a COMISSÃO DA VERDADE.
Estou muito esperançoso com  vários  movimentos que estão acontecendo no mundo inclusive o  OCUPE WALL STREET. Acredito que esta sociedade individualista, egoísta, consumista, corrupta e
violenta está profundamente abalada e devemos derrotá-la. A UTOPIA da década de 60 continua viva. Nossos companheiros não morreram em vão.
CHE GUEVARA VIVE em nossos corações , mentes e ações.
Compartilho com você essas reflexões nesta semana que me sensibiliza particularmente. Afinal, como ensina Kim Hubbard, AMIGO É AQUELE QUE SABE TUDO A SEU RESPEITO E QUE, MESMO ASSIM, AINDA GOSTA DE VOCÊ. E eu espero
sinceramente poder continuar a bater em sua porta nos meus outros aniversários.
Abraços,
BETINHO DUARTE
“Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram
aqueles em que lutaste.”
Sigmund Freud

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Nando, irmão de Zico, revela detalhes da perseguição que sofreu na ditadura

Nando, irmão de Zico, revela detalhes da perseguição que sofreu na ditadura
Primeiro ex-jogador de futebol anistiado do país teve a carreira interrompida pela repressão e chegou a ser torturado durante o regime militar brasileiro

A casa número sete da Rua Lucinda Barbosa, em Quintino Bocaiúva, na zona norte do Rio de Janeiro já foi retratada em muitas reportagens. Lá nasceu Zico, e viveram também dois outros grandes jogadores do futebol brasileiro, e da família Antunes Coimbra: Antunes e Edu. Mas, além dos três, aquela casa ainda tem um quarto jogador, Nando, que teve a carreira bruscamente interrompida, numa história que ficou guardada por 40 anos e o Esporte Espetacular foi resgatar.
Aluno da Faculdade Nacional de Filosofia, Nando fez parte do PNA, o Plano Nacional de Alfabetização, de Paulo Freire. Por isso, foi considerado subversivo pelo regime militar, e a cada clube que chegava, recebia uma desculpa diferente para não ser escalado. Quando foi para o Belenenses, de Portugal, descobriu que estava sendo vigiado pela polícia de Salazar, e também pelos militares brasileiros. Então, decidiu voltar para o Brasil e encerrar a carreira, tentando preservar os irmãos Antunes e Edu, já consagrados, e a promessa Zico, que despontava no Flamengo.
Anos de chumbo
Em 1964 o Brasil vivia os primeiros momentos de uma ditadura militar que duraria 20 anos. Enquanto João Goulart era deposto e o marechal Humberto Castelo Branco assumia a Presidência da República, o centroavante Antunes já fazia sucesso no Fluminense. Nando, dois anos mais novo, estava dividido entre a bola e os livros. Cursava a Faculdade Nacional de Filosofia, e jogava na base do Tricolor das Laranjeiras.
– Eu e a minha irmã (Zezé) fizemos concurso para o PNA, o Plano Nacional de Alfabetização, do grande Paulo Freire. A Zezé era coordenadora e eu professor, mas foi muito rápido, porque aí entrou a ditadura e o primeiro ato no Rio de Janeiro foi extinguir o PNA e considerar todos subversivos – contou Nando.
Fernando Antunes Coimbra começou na base do Flu, mas se profissionalizou no Santos de Vitória (ES). Depois, passou pelo América e pelo Madureira, até chegar ao Ceará, onde viveu o melhor momento da carreira, em 1968. Zico se lembra da categoria do irmão:
– Ele tinha uma boa habilidade e gostava de driblar, gostava de ir para cima. A gente brincava com ele, porque tinha vezes que jogava e falava que tinha dado um show, mesmo tendo perdido por 6 a 0 – brincou o Galinho.

 No Vozão, Nando recebeu uma proposta para jogar no Belenenses, de Portugal. A transferência para lá expôs o problema que acabaria com a sua carreira. O jogador vinha sendo vigiado pela ditadura militar desde quando estudava na faculdade de filosofia. A relação próxima com sua prima Cecília Coimbra fez dele um inimigo em potencial do regime. Hoje presidente do grupo Tortura Nunca Mais, Cecília foi colaboradora do MR-8, o Movimento Revolucionário Oito de Outubro.
Poucos meses após sua chegada em Portugal, Nando foi dispensado. E não pelo treinador, ou por um dirigente do clube onde jogava, mas pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado, da ditadura de Salazar, que comandava o país.
– Chegaram já demonstrando que o que eles queriam falar comigo não era nada de futebol. Eles disseram que tinham muita informação de outras atividades minhas no Brasil. Aí já veio na cabeça, um filme passou. No dia seguinte um diretor me pressionou, sabia que eles tinham ido. Então eu falei que tinha que vir embora – contou Nando.
Volta para o Brasil, prisão e tortura
De novo no Brasil, Nando acabou preso pelo DOPS, o Departamento de Ordem e Política Social do regime militar. Ficou encarcerado por cinco dias, nos porões da Rua Barão de Mesquita, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.
– Passamos dois dias com a cara na parede, com a mão na cabeça, e o braço começava a descer e eles vinham com aquele mosquetão nas tuas costas, e xingando. Toda hora levavam a gente pra sala de tortura, de interrogatório – revelou Nando.
Seus irmãos Edu e Antunes foram para a porta da Polícia do Exército, pedindo para também serem presos. Tunico, outro irmão, lembra que um fanático por futebol foi o responsável pela liberdade de Nando:
– Coronel Homem de Carvalho foi quem mandou soltar meu irmão. O cara era América doente, e soltou o Nando por causa do Edu – lembrou Tunico.
Zico também se lembra da chegada do irmão em casa quando saiu da prisão:
– Ninguém o reconhecia, estava totalmente desfigurado. Quando ele saltou em casa, meus irmãos avisaram. Tivemos que levar os meus pais para outra casa, para não verem como o Nando estava, muito debilitado – revelou o treinador do Iraque.

Depois desse episódio, Nando ainda tentou voltar ao futebol, no Gil Vicente, de Portugal. Mas logo desistiu da carreira, para preservar os irmãos. Inclusive o caçula Zico, que já despontava na base do Flamengo.
– Eu tinha que desistir, porque o meu pavor era prejudicar a carreira deles. Mas não adiantou, porque o Edu não foi à Copa de 70 com certeza porque eu e a Zezé éramos do PNA. E Zico também foi cortado das Olimpíadas de 72 porque eu fui preso – contou Nando.
A possível interferência do governo militar na Seleção de 70 é um grande ponto de interrogação na história do futebol nacional. Três meses antes da Copa, o treinador João Saldanha foi substituído por Zagallo. Em 1969, Edu foi o artilheiro do torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Campeonato Brasileiro da época. Mesmo eleito pela imprensa esportiva o melhor jogador da América Latina, ele não foi convocado para a Copa do Mundo.
Já Zico, apesar de ter feito o gol da classificação para as Olimpíadas de 1972, não foi convocado para os jogos de Munique.
– Eu sempre botei na minha cabeça que fui sacado por causa do futebol, não por causa desses problemas políticos. Realmente todo mundo que comandava era do exército. Era o que mandava na época – disse o Galinho.
Quarenta anos depois, a verdade sobre as duas convocações permanece incerta. Hoje coordenador da escolinha de futebol do irmão Zico, Nando conseguiu recuperar uma parte de sua história. Em 2003 entrou com um processo na comissão de anistia do Ministério da Justiça, e em dezembro de 2010 foi oficialmente considerado um perseguido político da ditadura brasileira. Fernando Antunes Coimbra é o primeiro ex-jogador de futebol anistiado no país.
– Essa garotada vive numa plena democracia. Foi uma luta se conseguir, muitos se foram, mas isso é o que ficou de melhor. Eles entenderem o que se passou e saberem dar valor a viver numa democracia – finalizou Nando.

http://youtu.be/g5NR2Mi45F0

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TROCAR ELEVADO CASTELO BRANCO POR DONA HELENA GRECO

Caro  companheiro
Iniciamos um movimento a nível nacional de trocar nomes de ruas , prédios públicos , praças , viadutos etc , de torturadores ou ditadores para militantes políticos , já falecidos , que lutaram contra a ditadura militar.
No caso de Belo Horizonte a sugestão é mudar o nome do ELEVADO CASTELO BRANCO para  DONA HELENA GRECO .
Em relação a Dona Helena Greco torna-se desnecessário  fazer qualquer apresentação. 
No dia 03/10,tomou posse  a nova diretoria da ASSOCIAÇÃO JOSÉ MARTI  ,da qual eu faço parte . O primeiro ano do  nosso mandato será dedicado a Dona Helena Greco fundadora da ASSOCIAÇÃO JOSÉ MARTI.
Precisamos da participação de outras entidades porque nossa pretensão é ocupar o elevado até que esta  sugestão seja acatada. Já conversei com vários companheiros que aderiram a idéia e já estão mobilizados. Sabemos quais serão as respostas das autoridades mas é possível modificar a lei .
 É importante salientar que no Relatório Final da 11a. Conferência Nacional dos Direitos Humanos, realizada em 2008 ,em Brasília, no item referente ao Direito à  Verdade e à Memória, está escrito  no capítulo 12: “Proibir que próprios públicos recebam nomes de torturadores e apoiadores de regimes totalitários, bem como promover a substitução de nomes que   já tenham sido atribuídos”.

BETINHO DUARTE

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REPRESENTAÇÃO VISANDO APURAÇÃO DE CRIMES COMETIDOS PELA DITADURA MILITAR

Belo Horizonte, 01 de outubro  de 2011.

 

À Exma. Dra.
SILMARA CRISTINA GOULART
DDª Procuradora Regional do Direito do Cidadão
Ministério Público Federal
Assunto: REPRESENTAÇÃO VISANDO APURAÇÃO DE CRIMES COMETIDOS PELA DITADURA MILTAR
Douta Procuradora,
A par de cumprimentar Vossa Excelência, damos ciência sobre a criação da “Comissão da Verdade e do Memorial da Anistia Política”, da Seccional da OAB em Minas Gerais sendo esta iniciativa inédita e
pioneira no Brasil.

Para dar efetiva aos trabalhos desta Comissão, foram nomeados os
seguintes membros:

– Dr. Márcio Augusto Santiago – Presidente
– Dr. Antônio Ribeiro Romanelli
– Dr. Carlos Augusto de Araújo Cateb
– Dr. Carlos Vitor Alves Delamonica
– Dr. Fahid Tahan Sab
– Dra. Fernanda Pires de Carvalho Pereira
– Dr. Betinho Duarte – Assessor Especial
Esta Comissão tem por objetivo primordial defender a aprovação e
implementação do Projeto de Lei nº 7374/2010, que cria a “Comissão
Nacional da Verdade”, visando promover a apuração e o esclarecimento público das graves violações de direitos humanos praticadas no Brasil no período de 1946 a 1988, como também apoiar a construção do Memorial da Anistia Política do Brasil em Belo
Horizonte.
Tendo em vista que o Ministério Público Federal determinou prioridade na punição civil do agente responsável por morte e tortura durante o regime militar, além da localização dos corpos dos desaparecidos políticos, apresentamos algumas sugestões visando colaborar nas futuras investigações:

I. Que comunique aos procuradores dos outros estados da federação o nome dos militantes políticos mineiros que foram assassinados pela ditadura militar fora do Estado de Minas Gerais (data e local);

 
01. David de Souza Meira 01 de Abril de 1968 – Rio de Janeiro
02. Geraldo Bernardo da Silva – 17 de Julho de 1969 – Rio de Janeiro
03. Abelardo Rausch Alcântara – 12 de Fevereiro 1970 – Brasilia
04. Juarez Guimarães de Brito – 18 de Abril de 1970 – Rio de Janeiro
05. Eduardo Leite – Bacuri – 08 de Dezembro 1970 – São Paulo
06. Raimundo Eduardo da Silva – 05 de Janeiro de 1971 – São Paulo
07. Devanir José de Carvalho – 07 de Abril de 1971 – São Paulo
08. Raimundo Gonçalves Figueiredo – 28 de Abril de 1971 – Pernambuco
09. Eduardo Antônio da Fonseca – 23 de Dezembro de 1971 – São Paulo
10. Jeová Assis Gomes – 09 de Janeiro de 1972 – Goiás
11. Hélcio Pereira Fortes – 28 de Janeiro de 1972 – São Paulo
12. José Júlio de Araújo – 18 de Agosto de 1972 – São Paulo
13. Getúlio de Oliveira Cabral – 29 de Dezembro de 1972 – Rio de
Janeiro

14. Arnaldo Cardoso Rocha – 15 de Março de 1973 – São Paulo
15. Helber José Gomes Goulart – 16 de Julho de 1973 – São Paulo
16. Gildo Macedo Lacerda – 28 de Outubro de 1973 – Recife
17. José Carlos Novaes da Mata Machado – 28 de Outubro de 1973 –
Recife

18. Antônio Carlos Bicalho Lana – 30 Novembro de 1973 – São Paulo
19. Alberto Aleixo – 07 de agosto de 1975 – Rio de Janeiro
20. José Maximino de Andrade Netto – 18 de agosto de 1975 – São Paulo.
21. Zuleika Angel Jones – ZUZU ANGEL – 14 de abril de 1976 – Rio de
Janeiro

22. Maria Auxiliadora Lara Barcelos – 01 de junho de 1976 – Alemanha
23. Feliciano Eugênio Neto – 29 de setembro de 1976 – São Paulo
24. João Bosco Penido Burnier – Padre – 11 de outubro de 1976 –
Goiania

25. João Batista Franco Drummond – 16 de outubro de 1976 – São Paulo
26. Nativo Natividade de Oliveira – 23 de outubro de 1985 – Goiás

 

 

II – Que se tomem providências sobre o desaparecimento de militantes
políticos mineiros:

 
01. Antônio dos Três Reis de Oliveira – 17 de Maio de 1970 – Parana
02. Antônio Joaquim de Souza Machado – 15 de Fevereiro de 1971- Rio de
Janeiro

03. Carlos Alberto Soares de Freitas – 15 de Fevereiro de 1971 – Rio
de Janeiro

04. Ivan Mota Dias – 15 de Maio de 1971 – Rio de Janeiro
05. Hamilton Pereira Damasceno – Fevereiro de 1972 – Rio de Janeiro
06. Paulo Costa Ribeiro Bastos – 11 de Julho de 1972 – Rio de Janeiro
07. Idalísio Soares Aranha Filho – ARAGUAIA – 12 de Julho 1972
08. José Toledo de Oliveira – ARAGUAIA – 21 de Setembro de 1972
09. Ciro Flávio Salazar Oliveira – ARAGUAIA – 30 de Setembro de 1972
10. Adriano Fonseca Filho – ARAGUAIA – 28 de Novembro de 1973
11. Paulo Roberto Pereira Marques – ARAGUAIA – dezembro 1973
12. Rodolfo de Carvalho Troiano – ARAGUAIA – 12 de janeiro 1974
13. Walter de Souza Ribeiro – ARAGUAIA – 03 de abril 1974
14. Osvaldo Orlando da Costa – ARAGUAIA – abril de 1974
15. Áurea Elisa Pereira Valadão – ARAGUAIA – 13 de junho de 1974
16. Daniel José de Carvalho – 13 de julho de 1974 – Paraná
17. Joel José de Carvalho – 13 de julho de 1974
18. Pedro Alexandrino Oliveira Filho – ARAGUAIA – 04 de agosto de 1974
19. Walquíria Afonso Costa – ARAGUAIA – 25 de dezembro de 1974
21. Itair José Veloso – 25 de maio de 1975 – São Paulo
22. Orlando da Silva Rosa Bomfim Júnior – 08 de outubro de 1975 – São
Paulo

23. Elson Costa – 15 de janeiro de 1975 – São Paulo

 

III. Providências para o esclarecimento sobre militantes políticos que foram assassinados em Minas Gerais

01. João Lucas Alves – 06 de Março de 1969 – Belo Horizonte
02 .Aldo de Sá Brito Souza Neto – 27 de Janeiro de 1971 – Belo
Horizonte

03 . Orocílio Martins Gonçalves – 30 de julho de 1979
04 .Benedito Gonçalves – 20 de agosto de 1979
05 . Guido Leão – setembro de 1979 – Betim
06. Carlos Schirmer – 01 de maio de 1964 – Divinopolis
07. Nelson José de Almeida – 11 de Abril de 1969 – Teofilo Otoni
08. Carlos Antunes da Silva – 16 de Janeiro de 1970 – Belo Horizonte
09 . Lucimar Brandão Guimarães – 31 de Julho de 1970 – Belo Horizonte
10. Elson Costa – 15 de janeiro de 1975 ( desaparecido político ) –
11. Therezinha Viana de Assis – fevereiro de 1978
12. Milton Soares de Castro – 12 de abril de 1967
13. Nestor Vera – abril de 1975 – Belo Horizonte
14. Otavio Ferreira da Cunha

15.Augusto Soares da Cunha
15. Paschoal Souza Lima – 30 de Março 19640 – Governador Valadares

 

 

IV – Providência para esclarecer o Massacre de Ipatinga acontecido em 07 de Outubro de 1963 que assassinou :

1. Aides Dias de Carvalho
2. Alvino Ferreira Felipe
3. Antônio José dos Reis
4. Eliane Martins
5. Geraldo da Rocha Gualberto
6. Gilson Miranda
7. José Isabel do Nascimento
8. Sebastião Tomé de Souza

 

 

V – Apurar centros clandestinos de torturas de presos políticos como ;

Colégio Militar de Minas Gerais

 

 

VI – Tomar providências a respeito dos torturadores de presos políticos considerando que tortura é crime  de lesa humanidade ,
inafiançavel e imprescritivel, cuja relação segue anexa;

 

 

VII – Apurar responsabilidades sobre Atentados Terroristas cometidos, pela extrema direita ,
em Belo Horizonte/MG cujo dossiê segue em anexo .

Sendo essas as primeiras sugestões acerca de uma Comissão que busca o
efetivo respeito aos direitos humanos, à memória e à verdade,

Atenciosamente,

 
Dr. Márcio Augusto Santiago
Presidente

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POSSE DA COMISSÃO DA VERDADE E DO MEMORIAL DA OAB/MG

COMISSÃO DA VERDADE E DO MEMORIAL DA OAB/MG
31/08/2011 11:10:05
Comissão da Verdade toma posse prometendo defender o livre acesso à história da ditadura militar

 

Em solenidade realizada na noite de ontem (30/08), no plenário do Conselho Seccional da OAB/MG, tomou posse a Comissão da Verdade e do Memorial da Anistia Política da entidade, que tem na presidência Márcio Augusto Santiago e como membros os advogados Antônio Ribeiro Romanelli, Carlos Augusto de Araújo Cateb, Carlos Vitor Delamonica, Fahid Tahan Sab e Maria Fernanda Pires de Carvalho Pereira e, como assessor especial, Betinho Duarte.

O evento foi aberto com a exibição de dois vídeos. O primeiro, “Os 30 anos da Anistia”, descreve sinteticamente a história do golpe militar que derrubou o presidente João Goulart em 1964, chegando até à promulgação da nova Constituição brasileira, em 1988. O segundo, sobre o “Memorial da Anistia”, mostra o esforço desenvolvido pela sociedade para que fosse decretada a anistia ampla e irrestrita e o projeto de criação, na Capital mineira, do memorial que reunirá milhares de documentos que ficarão disponíveis ao público. A seguir a solenidade foi iniciada com a execução do Hino Nacional, pelo tecladista André Duval e pelo cantor Tadeu Franco.

O diretor tesoureiro da Seccional, Antônio Fabrício de Matos Gonçalves, usou da palavra para homenagear o seu ex-professor Antônio Romanelli, um dos 14 advogados que receberam o “Troféu OAB”, como reconhecimento pelo seu trabalho em defesa da cidadania e do Estado Democrático de Direito. Em seguida, de pé, os membros da Comissão prestaram o compromisso e foram declarados empossados pelo presidente Luis Cláudio. O ex-vereador Betinho Duarte fez uma homenagem a vários advogados   falecidos ou desaparecidos durante a ditadura, pronunciando seus nomes enquanto, a cada um deles, a plateia respondia “presente”:
1-GERALDO MAGELA DE ALMEIDA
2-AFONSO MARIA CRUZ
3-ARIOSVALDO CAMPOS PIRES
4-EDGAR DE GODÓI DA MATA MACHADO
5-JOSÉ CARLOS DA MATA MACHADO
6-ANTONIO JOAQUIM MACHADO
(desaparecido político)
7-JOSÉ ROBERTO GONÇALVES DE REZENDE
8-ORLANDO DA SILVA ROSA BOMFIM JÚNIOR ( desaparecido político)
9-ANTONIO DE OLIVEIRA LINS
10-LOURIVAL VILELA VIANA
11-JOSÉ MATHEUS PINTO FILHO
12-DIMAS DA ANUNCIAÇÃO PERIN
13-RAUL DÉCIO DE BELÉM MIGUEL
14-ADHERBAL TEIXEIRA ROCHA
15-JOSÉ TOLEDO DE OLIVEIRA
16-SAMI SIRIHAL
O cantor e compositor Tadeu Franco cantou a música de Geraldo Vandré, “Para não dizer que não falei de flores”, uma espécie de hino da resistência à ditadura.

 Manifestações

Em seu pronunciamento, o presidente Márcio Santiago destacou a importância do evento que, em sua opinião, significa um ato de afirmação do dever da OAB em seu papel de defensora da cidadania. “Não se faz um Estado Democrático de Direito ocultando cadáveres, história e fatos”, concluiu.

 Por último falou o Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, começando por afirmar que a Seccional mineira demonstra estar alinhada à atuação do Conselho Federal da Ordem, “defendendo os mais nobres ideais de Minas, a democracia, a liberdade e o Estado Democrático de Direito. Passou o tempo em que anistia era sinônimo de esquecimento. Esse é um paradigma superado pela humanidade que, desde os tribunais de Nuremberg, ao final da segunda guerra mundial, apontou para o dever da memória como a arma humana contra a banalização da barbárie. Essa tradição ética precisa contaminar o Estado brasileiro e este é um dos grandes desafios que esta Comissão terá.” Após seu discurso, Paulo Abrão recebeu das mãos da secretária geral adjunta da OAB/MG, Helena Delamonica, uma placa de prata alusiva ao evento.

 O presidente Luis Cláudio encerrou parabenizando o secretário Paulo Abrão pelo seu trabalho que tem desempenhado na Comissão de Anistia e pela sua presença constante nos eventos da OAB de Minas. Lembrou a comemoração a ser feita no próximo ano dos 80 anos de existência da entidade, fundada em 1932, juntamente com mais 22 Subseções em várias regiões do estado.

Acrescentou que, ao comemorar esse aniversário, é importante que a OAB faça uma manifestação pública de apoio irrestrito ao trabalho feito por Paulo Abrão. Finalizou reivindicando que a OAB tenha um espaço a ela destinado no Memorial “para que possa contar a história de advogados abnegados que lutaram para que tivéssemos hoje o Estado Democrático de Direito.”

 Participaram da mesa de honra, além do presidente da Seccional, o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão; a secretária geral adjunta e o tesoureiro, Helena Delamonica e Antônio Fabrício; o presidente da nova Comissão, Márcio Augusto Santiago; o advogado geral do Estado, Marco Antônio Romanelli; a diretora da Faculdade Milton Campos, Lúcia Massara; o secretário municipal de políticas sociais, Jorge Nahas, o procurador geral do município, Marco Antônio Rezende e a vice-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Rocksane de Carvalho Norton.

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COMISSÃO DA VERDADE DA OAB/MG

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais tem a honra de convidar Vossa Excelência e família para a Posse da Comissão da Verdade e do Memorial da Anistia Política, com a presença do Secretário Nacional de Justiça, Dr. Paulo Abrão, a realizar-se no dia 30 de agosto de 2011, terça-feira, às 20 horas, no Auditório da OAB/MG – Rua Albita, 250, Cruzeiro, Belo Horizonte/MG.
 
Luís Cláudio Chaves
Presidente da OAB/MG

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RUA VIVA

Direcionando todo seu trabalho em favor de uma sociedade justa, solidária e democrática, BETINHO DUARTE nele incluiu a preocupação de não deixar que se perdessem no tempo a lembrança e a história de seus companheiros de geração que, nos porões da ditadura, perderam a vida por defenderem seus ideais. Gradativamente desde 1993, cada um deles teve seu nome dado a uma rua de Belo Horizonte, dentro do projeto RUA VIVA, imortalizando no chão da cidade a memória daqueles bravos lutadores e reunindo suas histórias individuais em um livro. A primeira edição foi lançada em 1993 e a segunda, com dois volumes, em 2004. Foram homenageados até agora 164 companheiros. Dando prosseguimento, o vereador Tarcísio Caixeta, PT, da Câmara Municipal de Belo Horizonte apresentou no dia 18 de agosto projetos de leis com os nomes abaixo. Esta iniciativa está inserida nas comemorações dos 32 anos da anistia politica. Depois de aprovados solicitamos ao prefeito de Belo Horizonte , Dr. Márcio Lacerda , sanção conjunta na presença de familiares. Estamos sugerimos mudar do nome do Elevado Castelo Branco para Dona Helena Greco falecida recentemente. Uma das justificativas é que durante o seu mandato como vereadora ela teve a coragem de mudar o nome da rua Dan Mitrione para José Carlos da Mata Machado , em 17/05/1963. Pretendemos publicar a terceira edição do livro, em 2012, no aniversário  da Anistia Politica.


BETINHO DUARTE


Membro da AP – Ação Popular na década de 60.


Diretor das sucursais de Minas Gerais dos jornais Movimento e Em Tempo.


Presidente do Comitê Brasileiro pela Anistia/MG (1978/1979).


Vereador da Câmara Municipal de Belo Horizonte de Belo Horizonte (1993/2004).


Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (2003/2004).


Vice Presidente da Associação dos Amigos do Memorial da Anistia Política do Brasil.


01 – Afonso Vítor Pachola


02 – Aides Dias de Carvalho


03 – Alcides de Oliveira


04 – Álvaro Veveco Hardy


05 – Álvaro Martins Rabêlo


06 – Alvino Ferreira Felipe


07 – Andréia Marques Rodrigues


08 – Antônio José dos Reis


09 – Ary de Souza


10 – Carlos Alberto Scotti


11 – Carmela Pezzuti


12 – Carmem Jânea Lima


13 – Celius Aulicus Jardim


14 – Darcy Ribeiro


15 – Dazinho Gomes Pimenta


16 – Eliane Martins


17 – Euro Luís Arantes


18 – Evelyne Pape Singer


19 – Francisco Nascimento (UTP)


20 – Geraldo Bernardo da Silva


21 – Geraldo Ludovico


22 – Gilson Miranda


23 – Guido Rocha


24 – Guinaldo Nicolaevscky


25 – Guta Carneiro Ribeiro


26 – João Domingos Fassarela


27 – José Isabel do Nascimento (Ipatinga)


28 – José Teubner Ferreira


29 – Lúcia Helena Mellino


30 – Luís Bento


31 – Luiz Lyrio


32 – Lourival Vilela Viana


33 – Marcelo Guimarães


34 – Maria da Penha Lima (MST)


35 – Maria Regina Nabuco


36 – Mariza Afonso


37 – Olavo Brasil Júnior


38 – Olympio Perez Munhoz


39 – Reinaldo Melgaço


40 – Sebastião Tomé da Silva


41 – Stela Mares Rafante


42 – Valmir José de Rezende

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DONA HELENA GRECO . PRESENTE

O corpo de Helena Greco, uma das fundados do PT e a primeira da legenda a ocupar uma vaga na Câmara Municipal de Belo Horizonte, MG, foi enterrado na manhã de hoje , dia 28/07/2011, no cemitério da Colina , em Belo Horizonte . Dona Helena, como era conhecida, morreu nesta quarta-feira aos 95 anos, vítima de uma insuficiência cardíaca.

 

 
Em nota, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte da colega de partido. Segundo Lula, o nome de Helena estará ligado para sempre à causa dos direitos humanos do país. Ele disse ainda que ela foi uma “lutadora incansável contra a ditadura e pela redemocratização do país”.
Veja a íntegra da nota:
“O nome de Helena Greco está ligado para sempre à causa dos direitos humanos no Brasil. Foi lutadora incansável contra a ditadura e pela redemocratização do país. Seu destemor a tornou uma das principais referências da campanha pela anistia irrestrita. Posteriormente, dedicou-se com a mesma coragem e determinação à defesa dos trabalhadores e de todos os oprimidos.
Participou com entusiasmo da criação do PT, tendo integrado a direção nacional do partido, vindo a ser a primeira vereadora da legenda de Belo Horizonte. Mulher admirável, granjeou o respeito e o carinho de todos os que tiveram a felicidade de conhecê-la.
A querida Helena Greco ficará em nossos corações como um exemplo extraordinário de dignidade e espírito de justiça.”

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Olá, mundo!

Bem vindo ao Cultura Digital. Este é o seu primeiro post. Edite ou delete para começar a blogar!

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