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Nossas ações no Fórum Cultura Digital

terça-feira, dezembro 1st, 2009

A inserção das ações e dos questionamentos sobre o uso alternativo de materiais, bem como seu aproveitamento sustentável, saúde e segurança dos trabalhadores, valorização da produção local e comunitária e envolvimento dessas redes no processo do evento/instituição, chegou, como metodologia e reflexão estruturada, quase atrasada ao Seminário do Fórum Cultura Digital. Porém, como nossa expectativa é de construção contínua, colaborativa, podemos afirmar que é só um primeiro tímido passo. Isso quanto a práticas, pois como debate, embora ainda com poucos adeptos, já tem registradas discussões profundas, que deram origem à primeira versão do documento.

Seguindo a intenção de listar e avaliar as práticas adotadas em cada evento, começamos, a partir deste Seminário, a disponibilizar relatórios nesta plataforma.

Esperamos continuar e aprimorar a proposta.

Produção de conteúdo em redes

segunda-feira, novembro 30th, 2009

O  artigo “Produção também é política”: Táticas para produção de pequenos encontros, autoria de Alexandre Freire e Fabiane Borges do Des).(centro, vem de encontro com a proposta de BioDigital da necessidade de articular conteúdos objetivando agregar as redes colaborativas em eventos.

” A “curadoria” cuida do universo imaginário, das conexões políticas, dos discursos que irão permear os espaços, interfere nas disposições dos quadros subjetivos e profissionais. A “moderação” conduz o processo, cria a possibilidade de diálogo, oferece técnicas que permitem o desenvolvimento de certos conceitos, instalação de alguns consensos e criação de uma plataforma comum de ação. Na maioria dos casos porém, as produções sofrem uma forte hierarquia interna dessas três instâncias: os “organizadores” são tidos como operários, os “curadores” como a inteligência que detém o poder de escolher o que serve ou não para o encontro e os “moderadores” como aparelhos de contenção de fluxos, para que não saiam dos limites estabelecidos pela própria produção. Esse tipo de produção demonstra que a estrutura política do evento é por princípio permeada de verticalidade, de formatos que impedem um real espaço de participação e crítica tanto da própria produção do evento quanto do evento em si. Isto culmina na promoção de acordos
velados, conduz a uma participação egoísta onde cada um só se interessa em fazer sua própria exposição logo se desinteressando pelo evento, permite que idiossincrasias muito comuns retornem, como o chato que não foi convidado para estar na mesa e não tem nenhum outro espaço para
exercer sua própria singularidade se aproveite dos momentos coletivos para monopolizar discussões e criar discórdia, ou que a estrela atrasada para o compromisso seja esperada por um público passivo, que não tem domínio nenhum sobre a construção do evento e sirva só de base para
sustentação do grande nome, ou ainda o surgimento do bambambam que não se interessa por nenhum trabalho coletivo e toma na mão o poder de levar a diante o processo, pisando sobre as pequenas insurgências locais. Esse tipo de estrutura se baseia na burocracia e na institucionalidade.
Apesar de ser comum dividir em categorias distintas as (no mínimo) três instâncias da produção é fundamental que passemos a compreendê-las como interdependentes, pois sua disposição e atribuição determina a estrutura política de qualquer evento. Se a estrutura proponente for
verticalizada é muito difícil que o encontro/evento não a reproduza.”

o pdf pode ser baixado aqui