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Nossas ações no Fórum Cultura Digital

terça-feira, dezembro 1st, 2009

A inserção das ações e dos questionamentos sobre o uso alternativo de materiais, bem como seu aproveitamento sustentável, saúde e segurança dos trabalhadores, valorização da produção local e comunitária e envolvimento dessas redes no processo do evento/instituição, chegou, como metodologia e reflexão estruturada, quase atrasada ao Seminário do Fórum Cultura Digital. Porém, como nossa expectativa é de construção contínua, colaborativa, podemos afirmar que é só um primeiro tímido passo. Isso quanto a práticas, pois como debate, embora ainda com poucos adeptos, já tem registradas discussões profundas, que deram origem à primeira versão do documento.

Seguindo a intenção de listar e avaliar as práticas adotadas em cada evento, começamos, a partir deste Seminário, a disponibilizar relatórios nesta plataforma.

Esperamos continuar e aprimorar a proposta.

Versão 1.0 da Metodologia Aberta e Colaborativa BioDigital

quarta-feira, novembro 18th, 2009

Lançamos hoje, na data de abertura do Fórum de Cultura Digital, a versão 1.0 da Metodologia Aberta e Colaborativa BioDigital, que pode ser baixada aqui.

Com esta primeira documentação (que sim, sabemos que precisa ser aprimorada) queremos muito mais do que propor um modelo “ideal”. Pretendemos questionar os processos e as premissas das certificações ambientais que indicam (ou deveriam) o desempenho de uma empresa, evento, ou produto. Geralmente são contratadas empresas que ditam sob regras de selos (como marcas) o que deve ser feito, dito ou difundido para uma outra empresa parecer “verde” ou “ambientalmente correta”.

BioDigital caminha em outra direção. Propomos algumas das coisas que visualisamos que todos deveriam saber para que suas instituições e eventos tivessem processos socioambientais mais justos.
E, acreditamos que esse tipo de informação e questionamento precisam ser livres – se realmente queremos construir uma via alternativa e mudar os rumos extremos que o Planeta vive hoje.

Não pensamos, em momento algum, em neutralizar carbono, ou dizer que tais práticas visam combater o aquecimento global, desmatamento, ou ainda diminuir a matança de ursos polares, diminuir o buraco da camada de ozônio. Muito menos em fazer “compras sustentáveis” com produtos eco-amigos vindos da Malásia ou da China.

Aqueles que tiverem interesse e ideias para melhorar a próxima versão, prevista para ser lancada em maio de 2010, contate-nos!

Vale ver “Os sete pecados capitais da lavagem verde”

Sinalização e Coleta Seletiva

sábado, novembro 7th, 2009

5. Sinalização – em ecofonte:

nos banheiros: etiquetas “apague a luz ao sair” “água e papel: não desperdice”
Nos bebedouros: “não pegue copos plásticos, use a sua caneca”

nota: canecas plásticas com o logotipo do Fórum, serão dadas aos participantes.

nota: não poderemos adesivar a Cinemateca, pois a mesma não permite tais procedimentos.

6. Coleta Seletiva do evento – realizada em parceria com a Coopamare

BioDigital no Fórum da Cultura Digital Brasileira

sábado, novembro 7th, 2009

Entre os dias  18 a 21 de novembro de 2009, algumas ideias de BioDigital serão implementadas no Fórum da Cultura Digital Brasileira, que acontecerá na Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207. Vila Clementino, em São Paulo.

Como os parâmetros e a metodologia BioDigital ainda não foram finalizados, e também em virtude de BioDigital ter sido agregado na proposta há poucos dias, não houve tempo hábil, nem viabilidade de infraestrutural para mudar fornecedores e processos que já haviam sido contratados pela produção do evento.
Cabe, ainda, explicitar que por se tratar de um evento oficial do governo, existe uma certa dificuldade em negociar com as cooperativas, por exemplo, que nem sempre estao preparadas para atender rapidamente as demandas de orçamento e entrega. Certamente, em eventos como esse, em que há a necessidade de listar três orçamentos [todos fornecidos oficialmente para ser dada a rubrica de contratação] precisaremos pensar em ajustar os fornecedores com antecedência. Além de abrir um diálogo com redes de economia solidária, e com o próprio Ministério da Cultura. para pensarmos em possibilidades alternativas mais flexíveis para tais contratações.

A proposta que articulamos para o Fórum:


1. Buffet – Verificar a forma que os alimentos serão servidos, enfatizando apenas o uso necessário de embalagens, optando por serviço de pratos e copos individuais (louça) em que cada pessoa pode colocar o quanto deseja, evitando a perda de alimentos e embalagens;

2.Cenografia: acompanhamento e estudo de possibilidades para adoção de materiais reaproveitados/reciclados – e o seus descartes adequados ao final do evento – junto com os cenografistas;

nota: A equipe contratada Quadradão foi linkada a duas possibilidades para mixar a proposta de cenografia combinada anteriormente ao BioDigital com novas possibilidades, sendo eles Curadores da Terra, e Nido Campolongo. Entretanto, por valores orçamentários (uma vez que o orçamento já estava determinado, rubricado e aprovado) não puderam arquitetar uma proposta casada.

3. Assessoria de Imprensa: não irá imprimir materiais. Todos os mediakits serão distribuídos em pendrives – ideia que já havia sido orçada e contratada antes de BioDigital. Das próximas vezes sugerimos que os jornalistas e comunicadores sejam estimulados a trazerem seus próprios pendrives e que sejam copiados os mediakits neles, evitando a compra de um material tecnológico confeccionado a partir da extração de recursos minerais, e de grande impacto no seu descarte final.

4. Brindes: Camiseta de tecido orgânico + cooperativa de economia solidária.

nota: os três fornecedores que havíamos listado (na verdade dois, pois um havia sido indicado pelo Paul Singer ao Rodrigo Savazoni) estavam com dificuldades de negociação com a produção do evento para a contratação, por trabalharem de forma menos acelerada e orgânica, não estando preparados para orçar e enviar dados prontamente. A negociação está sendo feita pela produção, e creio que em breve teremos uma definição se conseguimos.

Caso contrário, optaremos por uma alternativa “não ideal”: camisetas feitas com metade de fibra de pet reciclada e metade de algodão. Contudo, não sabemos sob quais condições se encontra todo o processo têxtil, e sabemos que se trata de um setor delicado que envolve trabalho compulsório de imigrantes nas regiões centrais de São Paulo.