A Rede da Cultura Digital encontra-se no domínio www.culturadigital.br. Não é .com, não é .org, não é .gov. Esse domínio, especial, foi requisitado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e pelo Ministério da Cultura ao Comitê Gestor da Internet Brasileira (CGI-Br), justamente por se tratar de uma experiência pioneira de uso da rede mundial de computadores no processo de deliberação política.

“Os problemas da democracia contemporânea, caracterizada pelos baixos índices de engajamento cívico e pelo distanciamento político entre representantes e representados, têm levado diversos teóricos a pensar na renovação do modelo de democracia vigente: algo capaz de fortalecer os vínculos entre os cidadãos e destes com o Estado, afim de garantir a saúde das democracias de massa”, afirma Sivaldo Pereira da Silva, no artigo Promessas e desafios da deliberação online: traçando o panorama de um debate.

Testar, na prática, hipóteses que vêm sendo formuladas no ambiente acadêmico nacional e internacional, é um dos objetivos da Rede da Cultura Digital. Um bem-sucedido movimento de constituição desse espaço de interlocução pode inaugurar um modelo de gestão em que a tecnologia digital é utilizada pelo gestor público para criar e fortalecer políticas.

Nesse cenário, indivíduos e entidades mobilizam-se em uma assembléia permanente. Poderíamos chamar isso de democracia direta? Ou seria democracia livre?

Sem dúvida, trata-se de um método para aprofundar a transparência, a prestação de contas, o diálogo e a interação entre os cidadãos.

Para ser efetivo, esse novo modelo de construção de políticas públicas não pode ser inicialmente apropriado, nem sequer simbolicamente, por nenhuma das partes envolvidas em sua construção, a saber o estado, o mercado e a sociedade civil. Uma rede .br é justamente o ponto de encontro das forças sociais que se articulam no espaço público.

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