Cibercultura 10+10: um balanço

Cibercultura 10 + 10Compartilhamento, redes sociais, conhecimento livre. As transformações sociais provocadas pelos meios digitais estiveram presentes não apenas nas palavras dos pensadores que estavam reunidos em Santos, na última semana. O próprio evento, que contou com a participação de Pierre Lévy, André Lemos, Laymert Garcia dos Santos, Gilberto Gil, Sérgio Amadeu, José Murilo, Claudio Prado e as 70 pessoas presentes em cada um dos dias na plateia do Teatro Guarany, tornou visível a capacidade de mobilização e o potencial de troca de informações da rede.

  • Assista a trechos do Cibercultura 10+10
  • Veja as fotos do evento
  • Apresentação em slides do Pierre Lévy
  • Bate-papo transmissão online (1º dia)
    Bate-papo transmissão online (2º dia)

    O destaque para a interação dos participantes pela web vai além dos números. Pela transmissão online, 2.727 visitantes assistiram a roda de conversas e a oficina de remix com o Gil, ao mesmo tempo em que 2.371 comentário  foram trocadas no canal de bate-papo do streaming e 1.161 mensagens no Twitter espalhados com as tags #10mais10 e #10+10. Além da quantidade de participações, o que comprovou a eficiência da ação foi a qualidade dessas intervenções.

    Enquanto Gil, Lévy e os demais citavam conceitos, livros, pesquisadores, os participantes do chat trocavam links explicativos sobre as referências mencionadas. Até as letras das músicas de Gil foram compartilhadas ao longo do “show-remix-debate”, que fez o público online “cantar junto”. E as questões levantadas geraram uma série de perguntas aos palestrantes pertinentes para a discussão sobre a cultura digital brasileira.

    O público presente no Teatro também teve voz.  O debate sobre as transformações na produção e na indústria musical causadas pelo compartilhamento de arquivos motivou a pessoas presentes na plateia a pedirem o microfone para debater o que estava sendo dito no palco.

    E o que exatamente foi discutido pelos pensadores?  Cultura do remix, propriedade intelectual, Creative Commons, inteligência coletiva computacional, apropriação social das novas mídias, controle da internet, comunicação na rede, cultura hacker, produção coletiva, aceleração tecnológica, quebra de modelos estabelecidos na indústria fonográfica entre outras tantas coisas.

    Aos que participaram do evento presencial ou virtualmente, fica aqui o convite a darmos continuidade às discussões levantadas na quinta e na sexta-feira passadas no grupo Cibercultura 10 10 do Fórum da Cultura Digital Brasileira.

    Pois como disse Gil “A construção, a apropriação e a reprodução do que é tecnologia é acima de tudo humana […] A máquina nunca vai saber o que é suingue”.

    O Cibercultura 10 + 10 é um evento promovido pela CPFL Cultura, produzido pelo Laboratório da Cultura Digital  e pela Casa da Cultura Digital em parceria com o Fórum da Cultura Digital Brasileira.

    Cibercultura 10+10 pela rede:

    Foto: Damião Francisco

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