Eliane Costa estudou física, tornou-se funcionária da Petrobras atuando no desenvolvimento de sistemas de computação, chegou a cumprir créditos para um mestrado nessa área, mas nos anos 90 deu uma guinada na vida e passou a trabalhar com comunicação e cultura.
Essa formação híbrida foi um dos fatores que a levou a estudar, em seu mestrado no CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, a relação entre cultura e tecnologia (cultura digital) na gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura.
Foi estimulada por perceber nesse momento uma dobra na História, onde o país se posicionou de forma pioneira mundialmente. Seu trabalho comprova justamente essa dimensão inaugural da gestão Gil.
O estudo deu origem à dissertação “Com quantos gigabytes se faz uma jangada, um barco que veleje”: o Ministério da Cultura, na gestão Gilberto Gil, diante do cenário das redes e tecnologias digitais, que temos o prazer de publicar na rede CulturaDigital.br pois se trata da história que nos trouxe até aqui.
Eliane é gerente de patrocínio da Petrobras. Assumiu o posto em 2003, mesmo ano em que Gil chegou ao MinC. Desde então, a frente desse cargo, desenvolveu uma série de ações em consonância com as políticas elaboradas pelo Ministério da Cultura, inclusive no fomento à Cultura Digital.
Baixe o trabalho e faça-o circular:





juvenal pereira 18 de janeiro
eliane recebi o link da sua dissertação via joabe medeiros jornalista do caderno 2 do estadão. somos amigos. vou ler a dissertação. bjs
Angel 19 de janeiro
Salve, Culturas e Culturos!
Meus parabéns antecipados à Eliane. Gostaria muito de ler e repassar a tese mas o tal Slideshare exige que eu ‘seja’ do facebook ou crie uma conta nele. Até poderia fazer, mas sugiro ao blog e/ou a autora que usem um serviço livre, para que qualquer um tenha acesso. Por exemplo, o iteia ou o estudiolivre, frutos/causadores dessa política. Ou o archive.org.
Obrigado!
Edson José de Moraes 1 de fevereiro
Uma história bem contada, uma viagem boa de informação e ao mesmo tempo um ancorada na trajetória do Gil, pelo menos até onde li.
Quis baixar também mas o facebook impede e quer dados
Ricardo Moreno 26 de abril
Adorei o foco dado nesse trabalho. A gestão Gil merece um estudo sistemático que dê conta do papel que ele representou no cenário cultural brasileiro dos últimos anos. Como fez em sua própria obra cancioneira, Gil soube a frente da gestão cultural do país entretecer as pontas representadas pela cultura popular e a cultura digital. Uma revolução!! Parabéns à autora!
Andre Martínez 25 de maio
É impressionante como as coisas convergem dentro da alma humana. Hoje, para todo o lado vejo teses, dissertações e monografias, entre outros trabalhos científicos, de cunho acadêmico ou não, tratando do tema da mudança do comportamento social humano influenciado pelos ambientes digitais. Sou estudante de Direito e logo no começo de meu curso (hoje estou a 50%), já tinha a ideia de centrar o foco de minha TCC no fenômeno das redes sociais, em uma visão específica da Antropologia Jurídica. Pensava isso, sem saber direito do que estava acontecendo à minha volta. Acompanhei a trajetória do Ministro Gilberto Gil e o assisti em uma pronunciação no FISL de 2004, se não me engano. Na época trabalha com uma empresa de desenvolvimento de sistemas online e tudo isso me motivou a escrever e estudar sobre o tema à que chamei de Ciberantropologia, ou o estudo antropológico das comunidades virtuais, porque, diferentes no comportamento no ambiente “fisico”, estas pessoas assumem personalidades diferentes e são, de fato, diferentes, entre outras particularidades. Logo, pode-se concluir que precisamos de sistemas jurídicos que sejam mais consonantes com o modo de vida dessas pessoas, que está caminhando para ser a maioria da população do planeta. Para tanto, o filósofo e professor finlandês Pekka Himanen, quando escreveu sobre a cultura hacker, estava já antevendo, no início da década 2000, todo este cenário. É necessário e urgente um estudo sério e profundo, feito por muitos, sobre que tipo de leis devem julgar casos como o do Weekleak ou do The Pirate Bay, por exemplo e definir, aos moldes da realidade de hoje, quem realmente é criminoso.
Parabéns Eliane! Seu trabalho é inspirador.
Marina Fernanda Veiga dos Santos de Farias 24 de junho
Interessantissimo, o tema da sua tese….Para você ver como os campos de conhecimentos se hibridizam o que os tornam mais envolventes principalmente com a ebulição de informações pelo o qual vivemos. Meus parabéns e continue se empenhando nesse campo!
Renato Fabbri 8 de outubro
bastante interessante. Gostei principalmente do segundo capítulo, parece legal aprofundar + ainda