Oficina na UFG discute digitalização de acervos

Três pesquisadores premiados na última edição do edital Preservação e acesso aos bens do patrimônio Afro-Brasileiro, lançado pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2014, participaram, entre os dias 24 e 26 de agosto, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, de encontro de trabalho e oficina sobre digitalização de acervos.

Post originalmente publicado aqui
Por Zonda Bez

Três pesquisadores premiados na última edição do edital Preservação e acesso aos bens do patrimônio Afro-Brasileiro, lançado pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2014, participaram, entre os dias 24 e 26 de agosto, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, de encontro de trabalho e oficina sobre digitalização de acervos.

No encontro, que contou com participação e acompanhamento da Coordenação-Geral de Cultura Digital do MinC, os pesquisadores – que estão entre os quatro primeiros classificados na seleção pública – puderam conhecer e experimentar a primeira versão do método de construção de acervos em rede batizado de Tainacan, desenvolvido pela UFG com apoio do MinC.

“Estamos fazendo uma primeira experimentação e construindo, juntos, as formas de apropriação desse método, com iniciativas que já vivenciam a produção de acervos. O que trabalhamos nos últimos oito meses foi posto à prova”, conta o professor associado da UFG e pesquisador à frente do projeto, Dalton Martins.

Diálogo e cooperação

Segundo colocado no edital Preservação e acesso aos bens do patrimônio Afro-Brasileiro 2014, que selecionou 24 projetos de coleta, resgate, recuperação, conservação e disponibilização de acervos para o acesso público em meio digital, o projeto Conflitos e negociações no Pós-Abolição em Sergipe, desenvolvido pela pesquisadora Ane Luise Silva Mecenas, em parceria com a Arquidiocese de Aracaju e a Universidade Tiradentes, começa a ganhar forma na web.

O projeto se propõe a digitalizar os registros de batismos, casamentos e óbitos, entre 1850 e 1950, da cidade de São Cristóvão, primeira capital do estado de Sergipe, com o intuito de analisar as redes de sociabilidade constituídas a partir da escravidão – tecidas especialmente em relações de apadrinhamento.

“O projeto traz vários desafios, mas conquistas também: propor a digitalização de um conteúdo de difícil acesso, exatamente por adentrar em acervos paroquiais, propiciou o envolvimento de vários pesquisadores e toda uma nova produção científica”, conta Ane Luise.

A pesquisadora encara a formação na UFG como um espaço de diálogo com outras áreas de conhecimento, o que tem sido importante para “humanizar os acervos”: “ao nos aproximarmos de projetos diferentes, criamos outras conexões para nossos próprios projetos”, acredita.

Política nacional de acervos digitais da cultura

Além do trabalho com os projetos selecionados, que são parte de mais uma etapa para a formulação de política nacional que contemple acervos digitais da cultura, a ação do MinC induz ainda o estreitamento das relações entre a UFG e a UFPE.

Durante o encontro, ocorreu a assinatura de um termo de cooperação, nas áreas de pesquisa, ensino e extensão, entre os laboratórios envolvidos diretamente nos projetos: Laboratório de Tecnologia do Conhecimento (Liber), da UFPE, e Laboratório de Políticas Públicas Participativas, da UFG.

Os próximos encontros de formação, nesta primeira etapa da parceria entre os projetos, devem ocorrer entre os meses de outubro e novembro.

Geyzon Dantas
Secretaria de Políticas Culturais (SPC)
Ministério da Cultura

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