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	<title>Cultura Digital &#187; andredeak</title>
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	<description>Fórum da Cultura Digial Brasileira</description>
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		<title>Entrevista: Jamie King, Steal this Film e VODO.NET</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 11:43:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Labblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Original: http://www.andredeak.com.br/2010/03/09/entrevista-jamie-king-steal-this-film-e-vodo-net/ O idealizador do documentário “Steal this Film” (”Roube este Filme”, em português) e criador da rede Vodo.net, Jamie King, defende a liberdade de compartilhamento livre na rede e ajuda produtores a usarem sistemas P2P para a distribuição de suas criações. Em “Steal this Film” ele descreve como funciona a cultura de distribuição de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;">
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			</a>
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<p>Original: http://www.andredeak.com.br/2010/03/09/entrevista-jamie-king-steal-this-film-e-vodo-net/</p>
<p>O idealizador do documentário “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Steal_This_Film">Steal this Film</a>” (”Roube este Filme”, em português) e criador da rede <a href="http://vodo.net/" target="_blank">Vodo.net</a>, Jamie King, defende a liberdade de compartilhamento livre na rede e ajuda produtores a usarem sistemas P2P para a distribuição de suas criações. Em “Steal this Film” ele descreve como funciona a cultura de distribuição de conteúdo peer-to-peer e mostra as consequências disso para os criadores de conteúdo, para cineastas e artistas em geral.</p>
<p>Convidado a contar a sua experiência na mesa de discussão sobre comunicação no Seminário Internacional do <a href="http://CULTURADIGITAL.BR" target="_blank">Fórum da Cultura Digital</a>, em novembro de 2009, Jamie falou um pouco mais sobre o seu trabalho nesta entrevista.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; Depois do Steal This Film, o que está fazendo agora?</strong><br />
Recentemente, estive envolvido em um projeto para ajudar produtores de conteúdo a usar o compartilhamento de arquivos, usar grandes serviços de distribuição pirata para espalhar seu trabalho pelo mundo todo. Enfim, mostra como o peer-to-peer pode ser útil para todos os tipos de artistas a cineastas principiantes.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; O projeto “Steal this Film” levou dois anos para ser realizado, certo?</strong><br />
Ele começou em 2006. Nós fizemos a Parte Um em 2006 e um outro grupo fez a Parte Dois em 2007. E a parte 2.5 foi lançada este ano (2009).</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; O que emergiu deste projeto?</strong><br />
Uma das coisas excitantes sobre “Steal this Film” para nós foi que, <strong>sem ter uma infraestrutura tradicional de distribuição, fomos capazes de engajar uma audiência mundial</strong> e realmente fazer parte do debate crescente sobre o compartilhamento de arquivos e P2P. Este é um momento importante para apresentar um retrato do que significa o compartilhar arquivos, fazer download, compartilhar mídia. Especialmente fazer isso a partir do nosso ponto de vista, do produtor, pra quem isso é absolutamente normal. Eu queria fazer parte desta conversa, ter o direito de dizer como construir esse futuro em potencial.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; Você disse que se se tivesse apelado para o processo tradicional de distribuição, não teria dinheiro para pagar pelo documentário. O modelo tradicional está falido?</strong><br />
Bem, não está quebrado para todo mundo. Quero dizer, as pessoas ainda vão ao cinema e, de fato, mais pessoas vão ao cinema no Reino Unido do que nunca.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; Mas não para ver documentários…</strong><br />
Certo, mas só recentemente é que se vêem documentários nos cinemas. É muito raro um documentário estar nos cinema. Foi <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Harvey_Weinstein" target="_blank">Harvey Weinstein </a>quem inicialmente promoveu a ideia de que documentários deveriam também atrair grandes públicos [N.E – vale ler <a href="http://www.oesquema.com.br/urbe/2010/03/01/a-carta-de-harvey-weinstein-para-errol-morris.htm" target="_blank">a carta que Weinstein escreveu a Errol Morris</a>, documentarista que ajudou a popularizar o gênero]. Isso é muito recente, de todo modo. <strong>A pergunta é “seríamos capazes de fazer “Steal this Film” pelo sistema tradicional? Bem, diferentes filmes poderiam ser feitos. Há coisas que fizemos em “Steal this Film 1” que você não poderia fazer nesse sistema</strong>. Existem limites suaves, ou pouco visíveis, impostos aos cineastas, e depende do quão distante você está do modelo para notar se esses limites são mais ou menos importantes. Por exemplo: você não é livre para pegar partes de filmes de outras pessoas e adicionar um <em>voice over</em>, ou criar um ensaio usando imagens alheias sem a permissão explícita delas. E algumas pessoas vão dizer que esse é o jeito que deve ser. Nossa visão é outra: que somos cercados por imagens em todos os lugares onde vamos. Inclusive, acho que não vi outdoors em São Paulo…</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;Há um ano já que não temos isso… É lei.</strong><br />
É bem perceptível. Mas em Londres ou em Berlim, ou em outros lugares, você é cercado constantemente por imagens concebidas para determinar o que você deve sentir, o que você deve desejar, como definir seu sucesso, como você deve ser. E você continua exposto, mesmo que não existam outdoors, pois elas estão no cinema, na TV, em todo lugar. Apesar delas estarem presentes em todos os momentos de nossas vidas, não temos permissão para usá-las. É como se elas fossem significativas para você de todas as maneiras, mas não são suas. E mantenha suas mãos longe! <strong>Então, fazer remix, reutilizar sem permissão, parece ser uma maneira de quebrar, ou melhor, alterar a lógica dessas imagens, temporariamente pelo menos</strong>. Enfim, essa é uma coisa que você definitivamente não poderia fazer na televisão, mas você pode fazer quando produz um filme desse jeito.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;Nós falamos sobre propriedade, então vamos falar sobre direitos autorais. O filme é registrado em copyright. Por quê? Se você pretende uma distribuição para todos, por que tem um copyright?</strong><br />
É uma piada. Porque o filme se chama “Steal this Film” e se tivéssemos colocado uma licença livre, creative commons ou algo assim, as pessoas, tecnicamente, não poderiam mais roubá-lo, então o filme não poderia mais se chamar “Steal this Film”. Foi necessário ter um copyright, para que as pessoas pudessem quebrá-lo. Além disso, somos geeks, nos divertimos com o paradoxo de dizer para alguém roubar algo, mas não de verdade. Então foi por isso que não fizemos os projetos em licenças creative commons.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;E você prefere creative commons ou copyleft?</strong><br />
Nós não usamos licença copyleft para conteúdo. Porque é mais difícil de reproduzi-lo. Os artistas [no Vodo.net] basicamente dizem que tipo de condições querem colocar no trabalho – e então geramos uma licença para cada um.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;Mas há uma crítica que diz que o creative commons ainda está sob o guarda-chuva do copyright…</strong><br />
Sem dúvida.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;Você não está desafiando o sistema, está se adaptando…</strong><br />
Bem, eu sou uma das pessoas que fazem essa crítica a favor de modificar o sistema de copyright. Mas nós o sustentamos. <strong>Nós vivemos em um tempo de contradições (risos). Com o Vodo.net, acho que provamos algo muito importante, sobre como usar as redes P2P nesses trabalhos, mostrando que a rede pode distribuir valor para os produtores. </strong>Isso indica para mim um certo tipo de pragmatismo. Você não pode fazer o que quiser, nem forçar seus pontos de vista sobre ninguém. No nosso caso isso significa que nós vivemos abertos para o “film maker”. Se um cineasta quiser restringir certos usos, tudo bem. Se você quiser colocar seu filme em domínio público, mais ou menos como “Steal this Film”, você também pode.</p>
<p>Nós tivemos uma discussão interna sobre o “Steal this Film” uma vez porque nós encontramos no blog de alguém do Festival Internacional de Cinema de Cingapura uma chamada para “Steal this Film 2”, eles iam exibir e não nos contaram. E ninguém tinha dito pra eles que podia. E eu disse para um dos caras envolvidos no filme “O que você acha disso?” e ele disse “é claro que alguém ia fazer isso”. É que eu pensei que eles, sendo um festival de filmes, deveriam conhecer melhor as regras. Eu iria legalmente impedí-los de exibir o “Steal This Film 2”? Talvez não, mas eles poderiam ter nos consultado, nos contado pelo menos, estaria tudo ok. <strong>Acho que mesmo tendo as posições mais radicais, deveriam existir maneiras de sinalizar para as outras pessoas que usos você permite para o seu material.</strong></p>
<p>Mas eu gosto de ficar fora do sistema de copyright. E gostaria de apenas sugerir usos para meu trabalho, pois eu acho que essa é a realidade da situação. Eu confio em fronteiras éticas e eu não quero restrições legais. E quanto mais a lei do copyright parece representar interesses que eu realmente discordo, menos quero me envolver com copyright.</p>
<p>Existem outros exemplos desse paradoxo. É realmente complicado responder a essa pergunta, não é porque estou tentando ser político, mas porque é uma pergunta muito complicada. Pegue Richard Stallman e o sistema GPL [N.E. Licença Pública Gnu], que sempre se apoiou no copyright, e agora está numa posição de apoiar o copyright e argumentar contra políticas do Partido Pirata porque ele precisa do copyright para dar suporte ao GPL. As pessoas pensam que ele é anti-copyright, mas na verdade ele defende. Então há vários paradoxos emergindo desta situação tecnológica. Eu acho que temos que olhar caso a caso.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt;Você acha que vai haver uma mudança radical?</strong><br />
Sem dúvida! Novas leis terão que ser feitas. Estamos radicalmente repensando as coisas. Eu posso te contar sobre as conversas que tenho tido, eu tenho certeza que você tem as mesmas. Na Europa ou nos EUA. Eu comecei o projeto Vodo.net, há um mês atrás veio à público. Eu tive, provavelmente, 250 e-mails de cineastas e nenhum deles disse “Essa é uma ideia estúpida. Você não faz ideia de como ganhar dinheiro”. E também não foi apenas uma pessoa que disse “Isso é maravilhoso. Gostaria de me envolver. Isso vai ajudar os cineastas”.</p>
<p>As pessoas sabem que este mundo que emergiu é imperfeito, o mundo da reprodução mecânica, da televisão, do rádio.<strong> E este mundo que está emergindo tem imensamente mais possibilidades para todos nós. E esta é questão: como realizar uma contribuição construtiva para este novo paradigma.</strong> Se eu fizer contribuições sólidas o bastante, práticas o bastante, nós não deveríamos ter nenhum problema em criar um novo regime legal, porque vamos descobrir novas maneiras de os cineastas ganharem dinheiro. Mas se fizermos apenas downloads dos filmes de Hollywood, sem criar nada novo, sem dúvida eles tentarão nos destruir. Mas se contribuirmos, construirmos algo novo… Acho que há muito mais pelo que lutar, e muito a ganhar.</p>
<p><img style="width: 0px;height: 0px" src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyNjgxNzQzOTI2NzYmcHQ9MTI2ODE3NDM5Njg4MSZwPTE5ODY4MSZkPTZsdDYyMnAzNXYmZz*yJm89NDRlN2VkNTE2/NjJhNDcxNGI4NTk3YjAzYzYzNGIxMzUmb2Y9MA==.gif" border="0" alt="" width="0" height="0" /><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="410" height="364"><embed type="application/x-shockwave-flash" width="410" height="364"></embed></object></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2010%2F03%2F09%2Fentrevista-jamie-king-steal-this-film-e-vodo-net%2F&amp;title=Entrevista%3A%20Jamie%20King%2C%20Steal%20this%20Film%20e%20VODO.NET" id="wpa2a_2"><img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>CONVITE – FÓRUM DA CULTURA DIGITAL BRASILEIRA</title>
		<link>http://culturadigital.br/blog/2009/11/13/convite-%e2%80%93-forum-da-cultura-digital-brasileira/</link>
		<comments>http://culturadigital.br/blog/2009/11/13/convite-%e2%80%93-forum-da-cultura-digital-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 06:51:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Labblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Original: http://www.andredeak.com.br/2009/11/13/convite-forum-da-cultura-digital-brasileira/ Como coordenador do eixo de comunicação digital do Fórum, faço aqui o convite a todos os interessados: na semana que vem, de 18 a 21, acontece em São Paulo, na Cinemateca, um seminário internacional para discutir in loco as políticas públicas propostas durante os últimos meses na plataforma www.culturadigital.br . Reproduzo, abaixo, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;">
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				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F11%2F13%2Fconvite-%25e2%2580%2593-forum-da-cultura-digital-brasileira%2F&amp;style=compact&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>Original: http://www.andredeak.com.br/2009/11/13/convite-forum-da-cultura-digital-brasileira/</p>
<p>Como coordenador do eixo de comunicação digital do Fórum, faço aqui o convite a todos os interessados: na semana que vem, de 18 a 21, acontece em São Paulo, na Cinemateca, um seminário internacional para discutir<em> in loco</em> as políticas públicas propostas durante os últimos meses na plataforma <a href="http://culturadigital.br" target="_blank">www.culturadigital.br</a> .</p>
<p>Reproduzo, abaixo, o release que está sendo distribuído para os veículos de comunicação em geral. Qualquer dúvida, os contatos estão no final do post.</p>
<p>Espero você lá.</p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } --></p>
<p style="text-decoration: none"><strong>Fórum colaborativo inova para criar política pública de cultura digital</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><em>Evento <span style="color: #000000">internacional</span> em São Paulo, entre os dias 18 e 21 de novembro, vai apresentar e discutir o acúmulo de debates abertos via internet para produzir as diretrizes de uma política pública de cultura digital para o Brasil</em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">As novas tecnologias transformam a cultura e a democracia. Então, é necessário que os realizadores de cultura e os agentes políticos debatam o que fazer com esses novos meios de criar, informar e conversar, que expandem e potencializam as relações entre as pessoas. Foi para ocupar esse espaço que o Fórum da Cultura Digital Brasileira foi criado. Trata-se de um processo que reúne, em uma rede social pública e livre, gente que atua no governo, na sociedade, no mercado, na academia, para pensar o país.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Essa iniciativa pioneira, resultado de uma aliança entre o Ministério da Cultura, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a sociedade civil organizada, destaca-se <span style="font-weight: normal">por</span> usar as novas tecnologias para ampliar a participação da sociedade na construção de políticas públicas democráticas, valorizando os processos, complexos, do mundo contemporâneo. O Fórum Digital, como vem sendo chamado por alguns de seus participantes, foi lançado extra-oficialmente no fim de junho, durante o Festival Internacional de Software Livre, em Porto Alegre, pela ministra Dilma Roussef.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">No final de julho, em uma coletiva inédita apenas para blogueiros e gestores de Mídias Sociais, realizada durante o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), a coordenação executiva do projeto, capitaneada pelo Ministro da Cultura, Juca Ferreira, lançou o processo oficialmente. Desde então, cerca de <span style="font-weight: normal">2.300</span> internautas aderiram a uma rede social que discute novas regras e formas de incentivar o conteúdo digital brasileiro.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Para consolidar o que foi produzido até agora e colocar as pessoas em contato presencial, será realizado entre os dias 18 e 21 de novembro o <strong>Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital</strong>, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Os participantes vão acompanhar mesas de debate com pesquisadores, ativistas, representantes do governo, convidados internacionais, além de atividades culturais e oficinas – a programação completa do evento estará em breve no endereço <a href="http://www.culturadigital.br/" target="_blank"><span style="color: #000080"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline">www.culturadigital.br</span></span></span></a>. Além disso, os integrantes da rede social também poderão propor atividades auto-gestionadas, em espaços abertos para isso. Uma lona de circo está sendo levantada para ser ocupada pelo futuro.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">O seminário também será transmitido pela internet no endereço <a href="http://www.culturadigital.br/" target="_blank"><span style="color: #000080"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline">www.culturadigital.br</span></span></span></a>.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Os debates do Fórum de Cultura Digital Brasileira estão divididos em cinco eixos temáticos: memória, comunicação, arte, infraestrutura e economia. Cada um deles conta com um curador, responsável por estimular os debates e sistematizar as contribuições e diretrizes apontadas pelos participantes.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><span style="font-weight: normal">Na rede <a href="http://culturadigital.br/" target="_blank">culturadigital.br</a>, o cidadão pode se cadastrar, criar o seu perfil e articular grupos, postar conteúdos, além de interagir com pessoas que pensam a cultura digital. Em três meses de funcionamento, o fórum já conta com mais de 2.300 participantes, 143 grupos de debate, 233 blogs, 711 posts, 649 seguidores no twitter e mais de 45 mil visitantes.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">
<p style="margin-bottom: 0cm"><em><span style="text-decoration: underline"><strong>PROGRAMAÇÃO:</strong></span></em><span style="font-weight: normal"></p>
<p></span><span style="color: #ff0000"><strong>1ª Dia &#8211; 18/11 &#8211; 4ª feira<br />
</strong></span><span style="text-decoration: underline"><strong>9h/17h<br />
</strong></span><strong>Credenciamento/ inscrição<br />
</strong><span style="font-weight: normal"><br />
</span><span style="text-decoration: underline"><strong>13h/14h<br />
</strong></span><strong>Intervenção artística &#8211; tendas do hall<br />
</strong><span style="font-weight: normal"><br />
</span><span style="text-decoration: underline"><strong>14h/17h<br />
</strong></span><strong>Plenária de Memória – Sala Petrobrás<br />
Seminário de Infraestrutura – Sala BNDES<br />
Palestrantes:<br />
</strong><strong><span style="font-weight: normal">José Luiz Ribeiro Filho (Diretor de Serviços e Soluções da RNP)<br />
<a href="http://culturadigital.br/members/samadeu">Sérgio Amadeu da Silveira</a> (Sociólogo e professor da Faculdade Casper Libero)<br />
Franklin Coelho (Universidade Federal Fluminense e <a href="http://www.piraidigital.com.br/">Projeto Piraí Digital</a>) Antônio Carlos dos Santos Silva, o TC (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_de_Cultura_Tain%C3%A3">Casa de Cultura Tainã</a>)<br />
Convidado do Governo (a confirmar)<br />
Moderador: <a href="http://culturadigital.br/members/diogomoyses/">Diogo Moyses</a> (Curador do eixo infraestrutura do Fórum da Cultura Digital Brasileira)</span></strong><strong><br />
Ações auto-gestionadas &#8211; tendas do hall</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong><span style="text-decoration: underline">19h/21h<br />
</span>Ato Inaugural e coquetel com Ministro da Cultura, Juca Ferreira, e outros ministros</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><span style="font-weight: normal"><br />
</span><span style="color: #ff0000"><strong>2ª Dia &#8211; 19/11 &#8211; 5ª feira</strong></span><span style="font-weight: normal"><br />
</span><span style="text-decoration: underline"><strong>9h/12h</strong></span><strong><br />
Plenária de Comunicação – Sala Petrobrás<br />
Seminário de Memória – Sala BNDES<br />
Palestrantes:<br />
</strong><strong><span style="font-weight: normal">Angela Bettencourt (Fundação Biblioteca Nacional)<br />
Pedro Puntoni ou Edson Gomi (<a href="http://www.brasiliana.usp.br/">Brasiliana</a>- projeto de acervo digital da USP)<br />
Dalton Martins (Coordenador de tecnologia social do <a href="http://weblab.tk/">Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária Weblab</a>)<br />
Geber Ramalho (Games, interfaces e acervos – UFPE)<br />
Jomar Silva (Padrões e protocolos – ODF Alliance)<br />
Moderador: <a href="http://culturadigital.br/members/josemurilo/">José Murilo Jr.</a> (Gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura)</span></strong><span style="font-weight: normal"><br />
</span><strong>Ações auto gestionadas &#8211; tendas do hall</p>
<p></strong><span style="text-decoration: underline"><strong>13h/14h</strong></span><strong><br />
Intervenção artística &#8211; tendas do hall</p>
<p></strong><span style="text-decoration: underline"><strong>14h/17h</strong></span><strong><br />
Plenária de Economia da Cultura Digital – Sala Petrobrás<br />
Seminário de Arte – Sala BNDES<br />
</strong><strong>Palestrantes:<br />
</strong><strong><span style="font-weight: normal"><a href="http://culturadigital.br/members/patriciacanetti/">Patrícia Canetti </a>(Artista digital, criadora do <a href="http://www.canalcontemporaneo.art.br/">Canal Contemporâneo</a>)<br />
Bia Medeiros (Professora de arte digital da UnB, coordenadora do Grupo de Pesquisa <a href="http://www.corpos.org/">Corpos Informáticos</a>)<br />
Pau Alsina (pesquisadora da Universidade Aberta da Catalunã, na Espanha)<br />
Laymert Garcia dos Santos (Sociólogo da UNICAMP)<br />
<a href="http://www.andrevallias.com/">André Vallias</a> (Poeta e produtor de mídia interativa)<br />
Moderador:<a href="http://culturadigital.br/members/cicerosilva/"> Cicero Inácio da Silva</a> (curador de arte digital do Fórum da Cultura Digital Brasileira)</span></strong><span style="font-weight: normal"><br />
</span><strong>Ações auto gestionadas &#8211; tendas do hall</strong><span style="font-weight: normal"></p>
<p></span><span style="text-decoration: underline"><strong>a partir das 18h<br />
</strong></span><strong>Ação musical/ cinema – lona de circo externa</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><span style="color: #ff0000"><strong>3º Dia – 20/11 – 6ª feira<br />
</strong></span><span style="text-decoration: underline"><strong>9h/12h</strong></span><strong><br />
Plenária de Infraestrutura – Sala Petrobrás<br />
Seminário de Comunicação – Sala BNDES<br />
Palestrantes:</strong><span style="font-weight: normal"><br />
</span><strong><span style="font-weight: normal">Jean Burgess (pesquisadora da <a href="http://www.qut.edu.au/">Universidade de Queensland</a>, na Austrália, e co-autora do livro <a href="http://www.editoraaleph.com.br/site/autores/jean-burgess/youtube-e-a-revoluc-o-digital.html">“Youtube a Revolução Digital</a>)<br />
<a href="http://culturadigital.br/members/ivanabentes/">Ivana Bentes</a> (professora da UFRJ)<br />
<a href="http://culturadigital.br/members/alexprimo/">Alex Primo</a> (professor da UFRGS)<br />
<a href="http://culturadigital.br/members/anapuakamuniz/">Anápuaká Muniz </a>(<a href="http://www.webbrasilindigena.org/">Web Brasil Indígena</a>)<br />
Jamie King (<a href="http://www.stealthisfilm.com/Part2/support.php">Steal This Film</a>)</span></strong><span style="font-weight: normal"><br />
Moderador: André Deak (</span><strong><span style="font-weight: normal">curador do eixo comunicação do Fórum da Cultura Digital Brasileira)</span></strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Ações auto gestionadas &#8211; tendas do hall</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">
<p style="margin-bottom: 0cm"><span style="text-decoration: underline"><strong>13h/14h<br />
</strong></span><strong>Intervenção artística &#8211; tendas do hall</p>
<p></strong><span style="text-decoration: underline"><strong>14h/17h</strong></span><strong><br />
Plenária de Arte – Sala Petrobrás<br />
Seminário de Economia da Cultura Digital – Sala BNDES<br />
Palestrantes:</strong><span style="font-weight: normal"><br />
Daniel Granados</span><strong> </strong><span style="font-weight: normal">(<a href="http://www.produccionesdoradas.com/">Producciones Doradas</a>, de Barcelona)</span><span style="font-weight: normal"><br />
Pablo Capilé (<a href="http://www.foradoeixo.org.br/index.php">Circuito Fora do Eixo</a>)<br />
</span><strong><span style="font-weight: normal"><a href="http://dowbor.org/">Ladislaw Dowbor </a>(Economista e professor da PUC-SP)<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronaldo_Lemos"><br />
Ronaldo Lemos </a>(Professor de direito da FGV-Rio)<br />
Juliana Nolasco (Coordenação de Economia da Cultura – MinC)</span></strong><span style="font-weight: normal"><br />
Moderador: </span><strong><span style="font-weight: normal"><a href="http://culturadigital.br/members/oonacastro/">Oona Castro</a> (curadora do eixo economia do Fórum da Cultura Digital Brasileira)</span></strong><span style="font-weight: normal"><br />
</span><strong>Ações auto gestionadas &#8211; tendas do hall<br />
</strong><span style="font-weight: normal"><br />
</span><span style="text-decoration: underline"><strong>a partir das 21h<br />
</strong></span><strong>Ação musical – lona de circo externa</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;font-weight: normal">
<span style="color: #ff0000"><strong>4º Dia – 21/11 – Sábado<br />
</strong></span><span style="text-decoration: underline"><strong>9h/12h</strong></span><br />
<strong>Transmissão da sala BNDES na Sala Petrobrás<br />
Contexto Internacional da Cultura Digital – Sala BNDES<br />
Palestrantes:</strong><br />
Raquel Rennó (<strong><span style="font-weight: normal">pesquisadora de arte digital e integrante da Associaçao Cultural de Projetos em Cultura Digital <a href="http://zzzinc.net/">ZZZinc</a>, de Barcelona)<br />
David Sasaki (diretor do <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">Rising Voices</a>)</span></strong><br />
Ivo Corrêa (<strong><span style="font-weight: normal">Responsável pelas políticas públicas e governamentais da Google Brasil</span></strong>)<br />
Alfredo Manevy (Secretário executivo do Ministério da Cultura)<br />
Amelia Andersdotter (membro do Partido Pirata Sueco)<br />
Moderador: Álvaro Malaguti <strong><span style="font-weight: normal">(Gerente de projetos da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa- RNP)</span></strong><br />
<strong>Transmissão da sala BNDES nas tendas do hall</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;font-weight: normal"><span style="text-decoration: underline"><strong>12h/14h</strong></span><strong><br />
Encerramento</strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline"><strong>14h/17h<br />
</strong></span><strong>Cerimônia de encerramento – Sala BNDES<br />
</strong>Entrega do resultado do trabalho realizado ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira<br />
<strong>Atividades culturais – lona de circo externa</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">
<p><strong>SERVIÇO:</strong><br />
<strong>Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital<br />
Data: </strong>18/11 a 21/11<strong><br />
Local: </strong>Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207 &#8211; Vila Clementino)<strong><br />
</strong><br />
<strong>Credenciamento de imprensa será feito previamente pelo e-mail </strong><a href="mailto:forumculturadigital@gmail.com" target="_blank"><span style="color: #3366ff"><strong>forumculturadigital@gmail.com</strong></span></a><strong>. Quem não conseguir mandar os dados antes, poderá se credenciar nos dias do evento. Mande seu nome, e-mail, contato telefônico e veículo.</strong></p>
<p><strong>Contato:<br />
</strong>Christiane Peres (Fórum da Cultura Digital) &#8211; 11 7547-0289 &#8211; <a href="mailto:forumculturadigital@gmail.com" target="_blank">forumculturadigital@gmail.com</a> / <a href="mailto:melo.christiane@gmail.com" target="_blank">melo.christiane@gmail.com</a><br />
Marcelo Lucena (Ministério da Cultura) &#8211; 61 2024-2401 &#8211; <a href="mailto:marcelo.silva@cultura.gov.br" target="_blank">marcelo.silva@cultura.gov.br</a><strong></strong></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F11%2F13%2Fconvite-%25e2%2580%2593-forum-da-cultura-digital-brasileira%2F&amp;title=CONVITE%20%E2%80%93%20F%C3%93RUM%20DA%20CULTURA%20DIGITAL%20BRASILEIRA" id="wpa2a_4"><img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM EDUARDO TESSLER</title>
		<link>http://culturadigital.br/blog/2009/10/31/comunicacao-digital-entrevista-com-eduardo-tessler/</link>
		<comments>http://culturadigital.br/blog/2009/10/31/comunicacao-digital-entrevista-com-eduardo-tessler/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 11:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Labblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Original: http://www.andredeak.com.br/2009/10/31/comunicacao-digital-entrevista-com-eduardo-tessler/ Esta entrevista faz parte da série que investiga o campo da comunicação digital, para o Fórum da Cultura Digital Brasileira. As mesmas questões foram enviadas para várias pessoas e o resultado serve de base para as discussões no grupo de comunicação digital, dentro da plataforma do fórum. Também serão compiladas no documento final [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Original: http://www.andredeak.com.br/2009/10/31/comunicacao-digital-entrevista-com-eduardo-tessler/</p>
<p>Esta entrevista faz parte da série que investiga o campo da comunicação digital, para o <a href="http://culturadigital.br/" target="_blank">Fórum da Cultura Digital Brasileira</a>. As mesmas questões foram enviadas para várias pessoas e o resultado serve de base para as discussões no <a href="http://culturadigital.br/groups/curador-de-comunicacao-digital" target="_blank">grupo de comunicação digital</a>, dentro da plataforma do fórum.</p>
<p>Também serão compiladas no documento final do Fórum, e serão discutidas durante o <a href="http://culturadigital.br/blog/2009/10/26/seminario-internacional-do-forum-da-cultura-digital-brasileira/" target="_blank">encontro presencial que ocorrerá na Cinemateca</a>, em São Paulo, entre 18 e 21 de novembro.</p>
<p>O debate é aberto, portanto, todos os que quiserem participar, seja respondendo as questões, seja discutindo as respostas, estão convidados. A caixa de comentários está aberta, assim como o site do Fórum e o grupo de comunicação. E sinta-se convidado para comparecer pessoalmente ao debate, na Cinemateca. Quem não puder ir poderá acompanhar via transmissão online e participar pelo chat.</p>
<p>Abaixo, o consultor para integração de redações Eduardo Tessler (que foi <a href="http://www.andredeak.com.br/2007/08/21/entrevista-eduardo-tessler/" target="_blank">o primeiro entrevistado deste blog, em 2007</a>) responde algumas questões.</p>
<p><strong>Qual seria o campo da comunicação digital?</strong><br />
Hoje nenhum novo negócio pode ser pensado sem comunicação digital. Com o avanço das redes sociais, tudo está passando pelos meios digitais, como o lugar mais fácil onde encontrar pessoas. A necessidade de alguém se informar, receber &#8211; e produzir &#8211; comunicação é mais do que tudo para estar em dia dentro de sua sociedade. Não é possível alguém chegar em uma reunião de amigos na noite de domingo sem saber quanto foi o futebol, por exemplo. Pois a digitalização permite que a informação acompanhe o cidadão, um cara caminhando com seu i-phone (ou Nokia N95 ou qualquer celular smartphone) é uma estação móvel. Ele produz conteúdo e disponibiliza para o coletivo.  Bem, então o campo é total, multiáreas. As empresas que investem em assesoria de comunicação precisam se modernizar e apostar em comunicação digital. Livre e solta.</p>
<p><strong>Quais são os principais atores deste campo ?</strong> <strong>Quais te vêm à mente primeiro?</strong><br />
Puxa, essa eu não sei. Acho que é preciso prestar atenção em projetos como o Urbanias, de SP (o Gilberto Dimenstein é associado), o Peabirus, do Rodrigo Lara Mesquita, coisas assim. Não acho que as grandes novidades sairão da academia. O Google não veio da academia, nem a Amazon.</p>
<p><strong>Quais os principais problemas?</strong><br />
Dinheiro é o principal, claro. Hoje mesmo [N.E. na data em que Tessler respondeu o email] um órgão de imprensa puramente digital da Espanha anunciou o fechamento, o <a href="www.soitu.es" target="_blank">www.soitu.es</a>, do Gumersindo Lafuente. O banco BBVA, que segurava a barra, cansou de perder dinheiro. Mas acho que o grande problema é que quem monta negócio digital não pode pensar como papel. E esse é o erro mais comum. Aí os caras quebram. Acho que dá pra imaginar no futuro próximo jornais unicamente em formato digital de segunda a sexta, e uma edição papel de fim de semana. Isso é bem possível, não se deve estranhar. Mas o business plan é outro, não pode ser apenas publicidade.</p>
<p><strong>E que políticas públicas poderiam existir para melhorar o cenário?</strong><br />
A idéia de um centro de pesquisa e aplicação, como o Poynter, seria nota mil. Imagine que ainda há jornais que não estão na web por acharem que é concorrente, que vai tirar leitores, essas coisas. Pô, estamos em 2009 e os caras ainda reagem assim aos meios digitais.</p>
<p>Se eu fosse diretor de um jornal hoje não contrataria uma só pessoa que não tivesse um blog. É preciso ver as empresas de comunicação como centrais de conteúdo, que podem passar esse conteúdo por várias formas para o cidadão. Não mais pacotes fechados, mas várias opções.<br />
Acho que acessibilidade deveria ser ampliada (e acho que no Brasil ela é boa, em relação à grande maioria dos países). As escolas, centros de saúde, locais públicos, todos deveriam ser uma espécie de &#8220;lan house&#8221; grátis, ou quase. Quanto mais gente estiver conectada, mais rápido avançam as iniciativas digitais.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F10%2F31%2Fcomunicacao-digital-entrevista-com-eduardo-tessler%2F&amp;title=COMUNICA%C3%87%C3%83O%20DIGITAL%3A%20ENTREVISTA%20COM%20EDUARDO%20TESSLER" id="wpa2a_6"><img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Hipertexto começa quinta em BH, com discussões sobre o Fórum da Cultura Digital</title>
		<link>http://culturadigital.br/blog/2009/10/26/hipertexto-comeca-quinta-em-bh-com-discussoes-sobre-o-forum-da-cultura-digital/</link>
		<comments>http://culturadigital.br/blog/2009/10/26/hipertexto-comeca-quinta-em-bh-com-discussoes-sobre-o-forum-da-cultura-digital/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 22:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Labblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Começa na quinta-feira (29) em Belo Horizonte o encontro Hipertexto, no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET). O Fórum da Cultura Digital Brasileira terá participação em uma das mesas, na sexta-feira (9h), e também no sábado (13h). O 3º Encontro Nacional sobre Hipertexto vem consolidando sua importância na agenda dos pesquisadores de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F10%2F26%2Fhipertexto-comeca-quinta-em-bh-com-discussoes-sobre-o-forum-da-cultura-digital%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F10%2F26%2Fhipertexto-comeca-quinta-em-bh-com-discussoes-sobre-o-forum-da-cultura-digital%2F&amp;style=compact&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>Começa na quinta-feira (29) em Belo Horizonte o encontro <strong><a href="http://www.hipertexto2009.com.br" target="_blank">Hipertexto</a></strong>, no <a href="http://www.hipertexto2009.com.br/cefet.html">Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET)</a>. O <strong>Fórum da Cultura Digital Brasileira</strong> terá participação em uma das mesas, na sexta-feira (9h), e também no sábado (13h).</p>
<p>O <a href="http://www.hipertexto2009.com.br/historico.html">3º Encontro Nacional sobre Hipertexto</a> vem consolidando sua importância na agenda dos pesquisadores de linguagens e tecnologias do Brasil. Em 2009 discutirá as interfaces entre diversas áreas, além de, pela primeira vez, trazer convidados estrangeiros para o diálogo com os pesquisadores brasileiros.</p>
<p>As inscrições para ouvintes estão encerradas, mas <a href="http://www.hipertexto2009.com.br/minicurso.html">ainda é possivel participar dos minicursos</a>.</p>
<p><strong>Intersecções</strong></p>
<p><strong>Sexta-feira (dia 30), 9 horas</strong></p>
<p><strong>Desconectados:                             desarticulados e desligados?</strong></p>
<p><span>Auditório do prédio principal</span></p>
<p>Marcelo                             Buzato (IEL/UNICAMP)</p>
<p>Sérgio                                 Amadeu (Comunicação/Cásper Líbero)</p>
<p>André Deak<br />
(Fórum da Cultura Digital Brasileira / eixo de Comunicação Digital)</p>
<p><strong>Sábado (dia 31), 13 horas</strong></p>
<p>Debate sobre o Fórum da Cultura Digital Brasileira</p>
<p>Rodrigo Savazoni<br />
(Fórum da Cultura Digital Brasileira)</p>
<p>André Deak<br />
(Fórum da Cultura Digital Brasileira / eixo de Comunicação Digital)</p>
<p>Álvaro Malaguti<br />
(RNP)</p>
<p>Jorge Rocha<br />
(escritor, jornalista e professor universitário)</p>
<p>Pedro Markun<br />
(Diretor do Jornal de Debates e estrategista de social media)</p>
<p>E todos os que puderem comparecer.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F10%2F26%2Fhipertexto-comeca-quinta-em-bh-com-discussoes-sobre-o-forum-da-cultura-digital%2F&amp;title=Hipertexto%20come%C3%A7a%20quinta%20em%20BH%2C%20com%20discuss%C3%B5es%20sobre%20o%20F%C3%B3rum%20da%20Cultura%20Digital" id="wpa2a_8"><img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>COMUNICAÇÃO DIGITAL: ENTREVISTA COM BETH SAAD</title>
		<link>http://culturadigital.br/blog/2009/09/28/comunicacao-digital-entrevista-com-beth-saad/</link>
		<comments>http://culturadigital.br/blog/2009/09/28/comunicacao-digital-entrevista-com-beth-saad/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 15:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Labblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://culturadigital.br/blog/2009/09/28/comunicacao-digital-entrevista-com-beth-saad/</guid>
		<description><![CDATA[Original: http://www.andredeak.com.br/2009/09/28/comunicacao-digital-entrevista-com-beth-saad/ A entrevista é parte do processo de construção do eixo de Comunicação Digital do Fórum de Cultura Digital.Br Andre Deak: Essa é uma conversa sobre a delimitação do campo da comunicação digital. No livro Cultura Digital.Br (baixe aqui), a primeira pergunta para todos os entervistados é “o que é a cultura digital?”. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Original: http://www.andredeak.com.br/2009/09/28/comunicacao-digital-entrevista-com-beth-saad/</p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } --></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">A entrevista é parte do processo de construção do <a href="http://culturadigital.br/groups/curador-de-comunicacao-digital" target="_blank">eixo de Comunicação Digital</a> do Fórum de Cultura Digital.Br</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Andre Deak: Essa é uma conversa sobre a delimitação do campo da comunicação digital. No livro Cultura Digital.Br (<a href="http://culturadigital.br/blog/2009/09/26/baixe-o-livro-culturadigital-br/" target="_blank">baixe aqui</a>), a primeira pergunta para todos os entervistados é “o que é a cultura digital?”. E há inlusive uma disputa semântica de termos: cibercultura, cultura digital. Mas todos entendem que a cultura digital não é simplesmente a digitalização – o analógico tornado digital. Dizem que muda muito mais, que é uma mudança estruturante da sociedade.</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Beth Saad: </strong>Concordo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Na comunicação é possível o mesmo paralelo?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Tem um complicador. Não dá para negar que vamos continuar tendo os meios tradicionais. Mas maioria tende a limitar comunicação digital às ações de relacionamento no ciberespaço. E não acham que isso vai envolver todos os demais suportes.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Mas a comunicação digital vai envolover tudo simplesmente porque o ciberespaço será onipresente, ou mais que isso?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Mais que isso. Algumas coisas vão acontecer no ciberespaço, mas várias outras coisas estarão digitalizadas e vão envolver a lógica digital, de trocas, de bits. Um jornal impresso, hoje, se faz com meios digitais. A lógica digital é o grande chapéu do processo de comunicação. Uma parte do processo é o meio digital puro. Relacionamento com o público, o que vai fazer a diferença é se a relação é unilateral, bilateral, multilateral. O que vejo hoje é que se delimita o relacionamento no mundo virtual como se ele não se misturasse com os demais. Não acredito nisso. Tem que se misturar. Se você propõe entrar nas redes sociais, abre conta no twitter, no facebook. Esse processo vai desembocar em outros processos não tão virtuais assim. Existe toda uma integração que ainda não está clara. As pessoas acham que o que está no virtual ficará no virtual. Mas não é assim.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Cada vez mais estamos tirando o intermediário do processo, falando diretamente – o gestor, produtor com o consumidor. Isso vai afetar todo o resto. Sinto uma grande dificuldade, especialmente nas corporações privadas. Esse povo tem dificuldade em aceitar essa proximidade. Isso ainda assusta.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>O Marcelo Tas diz no livro que o digital, do termo cultura digital, uma hora desaparece, porque tudo será digital. Na comunicação também?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Eu diria que sim. A gente fala em comunicação digital hoje porque existe uma necessidade didática de organizar as coisas em caixinhas. Mas cada vez mais as coisas da comunicação vão ocorrer num pacote único. E sempre haverá um processo, ou parte dele, que ocorre em bits. Vamos colocar um tempo aí ainda, mas será.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>O campo da comunicação digital, portanto, será o campo da comunicação?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Será. Hoje ainda está restrito ao ambientel virtual.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>O livro Cultura Digital.Br talvez seja um exemplo interessante. Ele inverte a lógica com a qual estamos acostumados. O livro, impresso, não é resultado final do processo, mas ao contrário: é o início do processo, um caderno de provocações. Que depois é discutido no virtual – a plataforma <a href="http://www.culturadigital.br/">www.culturadigital.br</a> .</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">E as pessoas ainda estão na lógica do linear em que sempre haverá algo palpável no final. Teremos aí um tempo de convivência, entre comunicação digital e tradicional. Hoje o digital é um subcampo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>E quanto aos atores? São os mesmos do campo e do subcampo?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Enquanto competências e habilidades, todos precisam pensar no digital. Mas há uma questão de geração que causa alguns impedimentos&#8230; (risos). Para ter um conjunto de atores com este pensamento, é preciso formação destes atores. Hoje a gente mantém a formação do comunicador de forma compartimentada. Ou é jornalista, ou publicitário, ou RP. Enquanto não inverter esse processo de formação básica, sempre haverá no final do processo alguém querendo fazer só livro em papel.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Vejo a formação como algo que irá modificar a mudança do campo. É muito diferente eu ensinar de modo compartimentado do que ensinar a trabalhar com grandes temas. Uma coisa é ensinar a fazer um anúncio para o impresso, outra é pedir para o aluno conceber uma campanha crossmedia, cross-suporte. Se ensinar a pensar sistemicamente, o digital entra naturalmente no processo todo. É preciso mudar o início.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Pense como seria a ECA como um pacote único, e não mais compartimentada. Essa é a proposta mais extrema. E isso não é só no Brasil. Veja a discussão do Protocolo de Bolonha.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Como é isso?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">O <a href="http://www.proec.ufg.br/revista_ufg/45anos/K-internacionaliza.html" target="_blank">Protocolo de Bolonha</a> propõe que o aluno europeu possa frequentar o seu curso em vários países. Para isso, houve um prazo de cinco anos para que as universidades da Europa se adaptassem, currículo similar, número de créditos. Para que quem quiser faça um pouco na Inglaterra, um pouco na Espanha, e saia comunicador. Poderíamos, com essa nova proposta, acrescentar umas aulas na história.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">E conversei com Ramon Salaverría, que atualmente é chefe do depto de jornalismo em Navarra, perguntei para ele: vocês reformaram o curso e incluíram todo o curso de comunicação no pacote? Não. Continua jornalismo, apenas. Não abriram mão. Isso reflete um certo patamar da sociedade que não aceita o fim do cartesianismo, na Europa mais que tudo. Ainda demora um pouco, apesar do público final já ver que a coisa é outra, as estruturas sociais continuam fechadas.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Aproveito para abrir para sua análise do campo. Falou dos empresários e da universidade&#8230;</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">E tem a comunicação pública. Tem um lado muito adiantado, que é a comunicação de serviços: governo eletrônico, imposto de renda, agenda o INSS pelo computador. Eleição. Tem um avanço bom. Mas não é comunicação, apenas meios facilitadores para reduzir o tempo. Não significa espaço para relacionamento.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Para as empresas também. Você compra uma passagem de avião, usa o home banking, mas se tiver algum problema&#8230;.</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Pois é. Teve o caso do sujeito da United Airlines.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">A United perde o violão dele, ele reclama e ninguém faz nada. O cara é músico, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5YGc4zOqozo" target="_blank">fez uma música sobre a história</a>, o vídeo estoura (5,6 milhões de views), a empresa fica em crise. A música dele vai pras primeiras paradas do Itunes, ele ainda ganha dinheiro. Aí a empresa corre atrás. Isso é um processo típico do mundo digital. As empresas tem um medo do cão. O cara fala mal no YouTube. O que a empresa faz? Em geral, usa respostas do mundo tradicional para dialogar com o digital. Processa o cara. As pessoas não querem buscar a solução – responder no mesmo formato, conversar.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>A última parte: que políticas públicas poderiam ser feitas para avançar esse processo?</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">De novo, agir na base. Política pública de comunicação digital tem que ensinar isso para as crianças, muito mais do que oferecer facilidades. Mudar o modo de pensar. Se tiver que pensar em política pública, eu diria no ensino, nas escolas, no campo comunicacional.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><strong>Daí é um problema oferecer o instrumento, mas bloquear orkut, msn&#8230;</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Nem mostrar que existe. A gente tem políticas já, como o computador para todos, isso não resolve se você não entender que o processo de relacionamento é outro na rede. Ensino à distância. E-learning. O cara acha que é só colocar o teste na rede, depois fazer uma prova&#8230; E tudo bem. É a mediação que vai fazer o processo de aprendizagem ocorrer. E hoje o mercado não tem mediadores. Na educação, nos serviços. As pessoas não entenderam ainda este papel: alguém que vai promover os grupos, alimentar a conversa. Isso não tem. E isso será o papel do comunicador.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Estive num congresso agora, em que a maioria das pessoas era jornalista ou publicitário. E eu disse que haveria uma transformação, no sentido de começar a mediação. E houve uma reação assim: mas eu não vou mais escrever? O que eu vou fazer? Está muito difícil das pessoas entenderem&#8230;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F09%2F28%2Fcomunicacao-digital-entrevista-com-beth-saad%2F&amp;title=COMUNICA%C3%87%C3%83O%20DIGITAL%3A%20ENTREVISTA%20COM%20BETH%20SAAD" id="wpa2a_10"><img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>TODOS A POSTOS: SENADO PREPARA ATAQUE À INTERNET</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 15:03:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Labblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Original: http://www.andredeak.com.br/2009/09/03/todos-a-postos-senado-prepara-ataque-a-internet/ É difícil crer que ainda possamos nos surpreender com as lambanças do Congresso, especialmente do Senado, que talvez pudesse simplesmente deixar de existir sem causar nenhum prejuízo (muito pelo contrário). Mas as recentes declarações sobre o Projeto de Lei Eleitoral que será votado são de dar arrepios. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Original: http://www.andredeak.com.br/2009/09/03/todos-a-postos-senado-prepara-ataque-a-internet/</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-442" src="http://www.andredeak.com.br/wp-content/uploads/2009/09/munchmini.jpg" alt="munchmini" /></p>
<p>É difícil crer que ainda possamos nos surpreender com as lambanças do Congresso, especialmente do Senado, que talvez pudesse simplesmente deixar de existir sem causar nenhum prejuízo (<a href="http://www.sintrafesc.org.br/view_noticia.php?id=19216">muito pelo contrário</a>). Mas as recentes declarações sobre o Projeto de Lei Eleitoral que será votado são de dar arrepios.</p>
<p>O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor do projeto de censura à internet que ficou conhecido como<a href="http://ecodigital.blogspot.com/2006/11/lei-azeredo-pior-do-que-na-china.html" target="_blank"> Lei Azeredo</a>, demonstra o total desconhecimento da rede. Segundo o entendimento dele, a internet é ao mesmo tempo televisão e rádio, e por isso deveria obedecer as regras destes meios &#8211; leia-se: espaço idêntico para todos os políticos em época de campanha.</p>
<blockquote><p>&#8220;Na hora em que a internet se assemelha a um jornal, foi colocada a mesma regra. Quando se assemelha a rádio e televisão, como é o caso de debates ao vivo, aí o entendimento foi o de que deve ter as mesmas regras da TV. A internet é uma confluência de vários meios de comunicação&#8221;. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u618489.shtml" target="_blank">FSP, 2/9/09</a></p>
</blockquote>
<p>O senador tem a mesma visão distorcida da realidade que <a href="http://www.savazoni.com.br/?p=150" target="_blank">o juiz Hermann, que tornou pública sua opinião neste debate no Terra Magazine</a>. Na ocasião escrevi uma resposta ao juiz, que cabe perfeitamente ao senador:</p>
<blockquote><p>O primeiro erro da argumentação é que rádios e televisões são concessões públicas, portanto, espaços públicos que são cedidos para grupos de comunicação. Sendo um espaço público, não pode ser usado para beneficiar candidato A ou B, obviamente. Mesmo assim, ninguém se lembra da Justiça entrar em ação na famosa edição do debate entre Lula e Collor, na rede Globo.</p>
<p>A limitação do espaço foi ampliada para os jornais, veículos de comunicação privados, de empresas privadas, que por vezes anunciam claramente a intenção e o apoio dos donos a determinados candidatos – o que é bastante salutar, diga-se, para neutralizar um possível noticiário enviesado. Dá até para entender que o Estado sinta-se obrigado a controlar o que dizem veículos de comunicação privados, já que há uma histórica importância do jornal impresso, um peso político que carregam, e a dificuldade de pessoas comuns em lançarem seus próprios veículos impressos com alcance nacional apoiando seus candidatos. Dá para entender, mas acho errado mesmo assim.</p>
<p>O que não faz nenhum sentido é ampliar para a internet essa limitação. A internet não é uma concessão pública. Todas as pessoas podem, gratuitamente, lançarem veículos de alcance mundial. O argumento de que o poder econômico levaria a desvantagens entre candidatos é equivocado; aliás, é justamente o contrário: candidatos com baixo poder econômico, com apoio da população, poderiam ter até maior exposição do que os que comprassem espaço na rede. Dinheiro não compra simpatia. Pelo menos na internet há disposição para manifestações se espalharem como fogo em rastilho de pólvora. Vide que já são mais de 100 mil <a href="http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html" target="_blank">assinaturas na rede contra o projeto de lei do senador Azeredo</a>. [152 mil hoje]</p>
</blockquote>
<p>Mas políticos não entendem a rede. E, <a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=25423" target="_blank">como diz Marco Chiaretti</a>, o pouco que entendem, não gostam. Não dá para controlar, não dá para evitar que a rede fale mal. Não dá para censurar, como <a href="http://www.estadao.com.br/pages/especiais/sobcensura/" target="_blank">o filho do Sarney faz com o Estadão, </a>como a Justiça brasileira permite, endossa, apoia. Justiça que chegou a tirar o YouTube do ar, <a href="http://br-linux.org/linux/bloqueio-do-youtube-video-cicarelli" target="_blank">se alguém não lembra</a>.</p>
<blockquote><p>Não é TV, nem rádio. Não é uma concessão. São milhões de usuários (no Brasil serão mais de 70 milhões ano que vem, no atual ritmo de crescimento) enviando mensagens a milhões de usuários. Quase todos, diga-se, eleitores.</p>
<p>&#8220;É proibido isso e aquilo na web em época eleitoral.&#8221; Ok, e aí? Vamos colocar um sargento da Rota no ombro de cada usuário do Twitter, de cada blogueiro, de cada autor de comentário, de cada emitente de uma mensagem, um e-mail, um sms? Multar todo mundo? Fingir que não viu? Nos EUA, a turma de Obama usou a web a seu favor. Deu no que deu.</p>
</blockquote>
<p>Mas nem é só isso. A proposta que o Congresso irá votar e muitos políticos querem ver aprovada tenta impedir o remix. <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2837" target="_blank">Como diz Sérgio Amadeu</a>:</p>
<blockquote><p>Internet é um arranjo comunicacional distribuído. Nela, qualquer pessoa que esteja conectada e que tenha o mínimo de formação pode criar um blog e integrar uma rede social. Infelizmente, é exatamente esta qualidade que alguns Deputados e Senadores querem bloquear nas eleições de 2010.</p>
<p>O pior é tentar impedir que a blogosfera exerça seu direito político de criticar os candidatos e de usar da arte e do humor para comunicar uma mensagem contrária a algum político. Numa das versões desse projeto de reforma eleitoral estava proibido “a trucagem”, “montagem” e “qualquer efeito realizado em áudio e vídeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido ou coligação”.</p>
<p>O que é ridicularizar? O que é “trucagem”, um termo usado nos anos 1940 e 1950 para falar das técnicas de fotográficas analógicas? Eles estão querendo dizer que está proibida a “remixagem”, a recombinação?</p>
<p>Sinto muito, ridícula é a tentativa inconstitucional de impedir a crítica, restringir formatos e estilos de narrativas. Uma coisa é a calúnia, a injúria e a difamação. Isto já é proibido. Outra coisa é uma sátira, uma crítica teatralizada e bem humorada, isto não pode ser impedido.</p>
</blockquote>
<p>Isso proibiria, muito provavelmente, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xw6STwh85KE" target="_blank">este remix que eu fiz com o Lula cantando Raul Seixas</a> &#8211; se o Lula fosse candidato, claro. Mas já circulam pela rede dezenas de remixes com possíveis candidatos. Serão tirados do ar? Ou vão desligar a internet no Brasil?</p>
<p>Às armas, meus amigos. Às nossas armas. A rede já se mostrou capaz de reverter processos. Poderá novamente ser um instrumento de organização em nome da liberdade. Ou o ano de 2010 poderá se mostrar um retrocesso no desenvolvimento da comunicação digital brasileira.</p>
<p>#comfaz?</p>
<p>1.As pessoas precisam saber que o Congresso pode aprovar um golpe contra a liberdade de expressão na rede. Avise uma pessoa, que avisará outra, e outra. O poder das multidões não pode ser desprezado.</p>
<p>2. Vamos levar esta discussão para dentro do governo. O <a href="http://culturadigital.br/" target="_blank">Fórum de Cultura Digital Brasileira</a> é um espaço livre criado recentemente para gerar políticas públicas a partir da rede. O eixo de<a href="http://culturadigital.br/groups/curador-de-comunicacao-digital" target="_blank"> Comunicação Digital</a> (o qual coordeno) já debate uma carta de liberdade na rede. Certamente teremos aí um documento de pressão para apresentar ao governo, mais adiante.</p>
<p>3. Você usa o Twitter? <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/link/?title=lista_dos_politicos_no_twitter&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1" target="_blank">Alguns políticos também</a> Por que não manda uns @s? De repente até é possível reverter algumas opiniões irreversíveis.</p>
<p>4. Pratica alguma religião?</p>
<p>Boa noite e boa sorte.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F09%2F04%2Ftodos-a-postos-senado-prepara-ataque-a-internet%2F&amp;title=TODOS%20A%20POSTOS%3A%20SENADO%20PREPARA%20ATAQUE%20%C3%80%20INTERNET" id="wpa2a_12"><img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O QUE É COMUNICAÇÃO DIGITAL?</title>
		<link>http://culturadigital.br/blog/2009/08/14/o-que-e-comunicacao-digital/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 14:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Labblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Original: http://www.andredeak.com.br/2009/08/14/o-que-e-comunicacao-digital/ Lançado o Fórum da Cultura Digital Brasileira, fizemos uma primeira reunião com alguns dos curadores dos grupos e definimos algumas metas. Para quem não acompanhou, o fórum foi lançado oficialmente há pouco tempo, e é um espaço &#8220;público e aberto voltado para a formulação e a construção democrática de uma política pública de [...]]]></description>
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			</a>
		</div>
<p>Original: http://www.andredeak.com.br/2009/08/14/o-que-e-comunicacao-digital/</p>
<p>Lançado o <a href="http://www.culturadigital.br" target="_blank">Fórum da Cultura Digital Brasileira</a>, fizemos uma primeira reunião com alguns dos curadores dos grupos e definimos algumas metas.</p>
<p>Para quem não acompanhou, o fórum foi lançado oficialmente há pouco tempo, e é um espaço &#8220;público e aberto voltado para a formulação e a construção democrática de uma política pública de cultura digital, integrando cidadãos e insituições governamentais, estatais, da sociedade civil e do mercado.&#8221;</p>
<p>A proposta do grupo de Comunicação Digital, do qual sou o curador, é trabalharmos em três grandes eixos até novembro, quando ocorrerá o Fórum da Cultura Digital Brasileira na Cinemateca, em São Paulo (ainda sem data definida, provavelmente na segunda quinzena). São eles:</p>
<p>- delimitação do campo: o que é comunicação digital?<br />
- diagnósticos: quais são os problemas? quais as perguntas que precisamos fazer?<br />
- formulações e propostas: quais políticas públicas devem existir? que ações este grupo deveria tomar? quais pressões deveríamos fazer?</p>
<p>Criamos um blog, o ComDigital, para publicar textos referentes ao grupo e discutir essas questões para além do fórum nesta página.</p>
<p>Anote: <a rel="nofollow" href="../../comdigital">http://www.culturadigital.br/comdigital</a></p>
<p>Antes de começarmos a debater os problemas e as possíveis soluções relacionadas à comunicação digital é interessante definirmos sobre o que exatamente estamos falando. Comunicação digital é simplesmente a comunicação que se realiza através de bits e bytes? É uma outra comunicação ou é a mesma comunicação mais rápida, mais poderosa? Qual é o campo da comunicação digital e seus aspectos mais relevantes?</p>
<p>O Ministério da Cultura, no documento que fundamente a criação deste Fórum, sustenta que fazem parte da discussão deste eixo:</p>
<blockquote><p>- Preservação da língua portuguesa e o incentivo à produção de conteúdos no ambiente da cibercultura;<br />
- Processos midiáticos e as implicações comunicacionais e culturais da convergência;<br />
- Transformações nos processos educacionais e o impacto das novas tecnologias de informação e comunicação nos espaços formais e informais de ensino;<br />
- Acesso ao conhecimento científico;<br />
- Padrões de disponibilização de bases de dados públicas, para permitir a sua apropriação e recombinação pela cidadania</p>
<p><strong>Língua </strong></p>
<p>O Fórum da Cultura Digital Brasileira pretende debater a produção, difusão e fruição de conteúdos digitais em língua portuguesa. Sem dúvida, o país necessita de uma política cultural que torne nossa sociedade não apenas consumidora, mas também produtora de conteúdo na Internet, partindo do princípio de que o upload é tão importante quanto o download.</p>
<p>De acordo com uma pesquisa desenvolvida por Edward T. O´Neill, Brian F. Lavoie e Rick Benett, do Web Characterization Project13, e citada no texto Programa de Conteúdos Digitais em Cultura e Língua Brasileira, assinado por Nelson Simões (Rede Nacional de Pesquisa) e Hélio Kuramoto (IBICT), a participação brasileira em sites na web era de 2%, em 1999, e, em 2002, o país já não aparecia nas estatísticas. O inglês dominava 55% da participação em 2002.</p>
<p>A mesma pesquisa, citada novamente no relatório apresentado por Simões e Kuramoto, aponta que os conteúdos em língua portuguesa representavam 2% em 1999, e  1% em 2002, tendo sido ultrapassados por conteúdos digitais em outras línguas como o  coreano, o chinês e o holandês.</p>
<p>A pesquisa pode ser obtida no endereço: <a href="http://www.oclc.org/research/projects/archive/wcp/default.htm" target="_blank">http://www.oclc.org/research/projects/archive/wcp/default.htm </a></p>
<p>É preciso considerar que de 2002 para cá o Brasil sofreu uma explosão de uso e assistiu ao processo de popularização do acesso à rede mundial de computadores. Porém, no mesmo período, a rede atingiu a marca de mais de 1,5 bilhão de usuários em todo o planeta., Portanto, é razoável considerar que, na ausência de uma política pública, a desproporção de conteúdos em língua portuguesa disponíveis na rede pode ter se mantido ao longo do tempo, ou até se aprofundado.</p>
<p>Dois seminários, com participação de vários setores governamentais e da sociedade, foram realizados pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI-Br) para debater esse problema, e algumas diretrizes já foram delineadas. Essa dimensão do debate sobre conteúdos em língua<br />
portuguesa ganha ainda mais importância se considerarmos o anúncio do projeto do governo Lula de conectar todas as escolas públicas brasileiras até 2010.</p>
<p>Há, por outro lado, a necessidade de discutir a relação da cultura digital como o processo de globalização, onde os conteúdos convergem em trocas transnacionais, e são majoritariamente produzidos em língua inglesa. Uma verdadeira experiência de cultura digital envolve trocas transnacionais e o dialogo entre diferentes povos. O território do ciberespaço reunifica a humanidade e exige uma língua destinada à troca e ao intercâmbio.</p>
<p>Mídia</p>
<p>Os tradicionais meios de comunicação de massa têm sido profundamente atingidos pelo processo de digitalização. No Brasil, no entanto, diferentemente da maioria do mundo ocidental, o mercado de comunicação descreve trajetória ascendente. Ainda assim, a  “competição” promovida pela digitalização e pela rede mundial de computadores demonstra que o modelo industrial estruturado na oferta de informação de um para<br />
muitos não se sustentará a médio prazo.</p>
<p>Nesse contexto, uma nova mídia, forjada na participação dos cidadãos, está<br />
surgindo. Do ponto de vista da cultura, é preciso recuperar o exemplo do Overmundo  (http://www.overmundo.com.br), revista virtual colaborativa que reúne produções culturais e jornalísticas a qual se configura como um banco vivo da diversidade brasileira.<br />
Também vale observar a explosão da blogosfera cultural, que se constitui em um novo e importante ator cultural.</p>
<p>Mapear esse novo circuito midiático, sua capilaridade e extensão, é um dos papéis do Fórum da Cultura Digital Brasileira. Também é necessário formular políticas públicas voltadas para o fomento dessa nova atividade midiática, como já vem ocorrendo com o Prêmio de Mìdia Livre, atividade da Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura.</p>
<p>Convergência</p>
<p>A convergência tecnológica é um fenômeno cultural. Para Henri Jenkins (2008. p. 2728), professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology):</p>
<p>A circulação de conteúdos -por meio de diferentes sistemas midiáticos, sistemas administrativos de mídias concorrentes e fronteiras nacionais -depende fortemente da participação ativa dos consumidores. Meu argumento aqui será contra a idéia de que a convergência deve ser compreendida principalmente como um processo tecnológico que une múltiplas funções dentro dos mesmos aparelhos. Em vez disso a convergência representa uma transformação cultural, à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos. Este livro é sobre o trabalho -e as brincadeiras -que os espectadores realizam no novo sistema de mídia.</p>
<p>As pessoas anteriormente conhecidas como público (The People Formerly Known as The Audience), os novos produtores ativos de conhecimento e cultura, definem essa nova etapa da evolução dos meios de comunicação. São os cidadãos, antigamente sem acesso à voz no espaço público, que estão construindo uma nova cultura midiática na era digital, baseada na convergência tecnológica, mas principalmente de idéias.</p>
<p>A web é um meio de comunicação que permite o diálogo de muitos para muitos. O que estamos vivendo não é um processo de substituição de mídias, mas sim de complementariedade melhorada.</p>
<p>Uma vez que um meio se estabelece, ao satisfazer alguma demanda humana<br />
essencial, ele continua a funcionar dentro de um sistema maior de opções de<br />
comunicação. Desde que o som gravado se tornou uma possibilidade, continuamos a desenvolver novos e aprimorados meios de gravação e reprodução do som. Palavras impressas não eliminaram as palavras faladas. O cinema não eliminou o teatro. A televisão não eliminou o rádio. Cada antigo meio foi forçado a conviver com osmeios emergentes. É por isso que a convergência parece mais plausível como uma forma de entender os últimos dez anos de transformações dos meios de comunicação<br />
do que o velho paradigma da revolução digital. (JENKINS, 2008, p. 39)</p>
<p>Neste campo, pretendemos debater a emergência de novas formas de cultura, como games, softwares, a produção para aparelhos móveis, fanfics, entre tantas outras expressões da cultura contemporânea que emergem com o processo de digitalização.</p>
</blockquote>
<p>Mas e aí? É isso?</p>
<p>Estou fazendo um levantamento bibliográfico sobre o tema. Quem puder ajudar, manda.</p>
<p>Curadoria de Comunicação Digital<br />
<a rel="nofollow" href="../../comdigital">http://www.culturadigital.br/comdigital</a><br />
Andre Deak<br />
<a href="mailto:andredeak@gmail.com">andredeak@gmail.com</a><br />
@andredeak<br />
<a rel="nofollow" href="http://www.andredeak.com.br/">http://www.andredeak.com.br</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F08%2F14%2Fo-que-e-comunicacao-digital%2F&amp;title=O%20QUE%20%C3%89%20COMUNICA%C3%87%C3%83O%20DIGITAL%3F" id="wpa2a_14"><img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Juca Ferreira no FILE</title>
		<link>http://culturadigital.br/blog/2009/07/31/juca-ferreira-no-file/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 17:21:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Labblog]]></category>

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		<description><![CDATA[E na sexta-feira (31) de tarde, o ministro lança o Fórum da Cultura Digital e conversa com blogueiros. Mais fotos aqui: http://www.flickr.com/photos/pontodeak/tags/file/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/pontodeak/tags/file/"><img class="alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3548/3774684187_515dce594c.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>E na sexta-feira (31) de tarde, o ministro lança o Fórum da Cultura Digital e conversa com blogueiros.</p>
<p>Mais fotos aqui: <a href="http://www.flickr.com/photos/pontodeak/tags/file/">http://www.flickr.com/photos/pontodeak/tags/file/</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F07%2F31%2Fjuca-ferreira-no-file%2F&amp;title=Juca%20Ferreira%20no%20FILE" id="wpa2a_16"><img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Lula canta Raul &#8211; cultura do remix</title>
		<link>http://culturadigital.br/blog/2009/07/29/lula-canta-raul-cultura-do-remix/</link>
		<comments>http://culturadigital.br/blog/2009/07/29/lula-canta-raul-cultura-do-remix/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 13:11:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Labblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiz este pequeno manifesto em nome da cultura livre &#8211; um remix do Lula cantando Sociedade Alternativa, do Raul Seixas. Foi feito com os áudios &#8211; públicos &#8211; liberados para o programa de rádio Café com o Presidente, e com imagens do You Tube. Virá o ECAD me procurar? LINK: Lula canta Raul [não rolou [...]]]></description>
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			</a>
		</div>
<p>Fiz este pequeno manifesto em nome da cultura livre &#8211; um remix do Lula cantando Sociedade Alternativa, do Raul Seixas. Foi feito com os áudios &#8211; públicos &#8211; liberados para o programa de rádio Café com o Presidente, e com imagens do You Tube.</p>
<p>Virá o ECAD me procurar?</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xw6STwh85KE">LINK: Lula canta Raul [não rolou embedar o vídeo]<br />
</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F07%2F29%2Flula-canta-raul-cultura-do-remix%2F&amp;title=Lula%20canta%20Raul%20%26%238211%3B%20cultura%20do%20remix" id="wpa2a_18"><img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Casa da Cultura Digital: Utopias reunidas</title>
		<link>http://culturadigital.br/blog/2009/07/05/casa-da-cultura-digital-utopias-reunidas/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 10:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andredeak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Original: http://www.andredeak.com.br/2009/07/05/casa-da-cultura-digital-utopias-reunidas/ Levou pelo menos seis meses para acontecer. Levou quase 10 anos. Pensando bem, a Casa de Cultura Digital é resultado de algumas décadas, um projeto que começa com a contracultura dos anos 60-70 e vem parar aqui, na cibercultura do século 21, na Barra Funda, em São Paulo. Mas o que é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Original: http://www.andredeak.com.br/2009/07/05/casa-da-cultura-digital-utopias-reunidas/</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2644/3690675153_c679d401ba.jpg?v=0" alt="" width="600" /></p>
<p>Levou pelo menos seis meses para acontecer. Levou quase 10 anos. Pensando bem, a Casa de Cultura Digital é resultado de algumas décadas, um projeto que começa com a contracultura dos anos 60-70 e vem parar aqui, na cibercultura do século 21, na Barra Funda, em São Paulo.</p>
<p>Mas o que é a Casa da Cultura Digital? Cada um dos quase 30 utópicos que estão por ali terá sua explicação. Cada um que escuta certamente entende de um jeito diferente. Daria pra dizer que são cerca de 10 organizações ligadas de alguma forma à cultura digital que resolveram se juntar num mesmo espaço físico para trabalhar melhor &#8211; o que chamam de cluster por aí. Mas isso seria demasiado simplista. É muito mais.</p>
<p>A CCD é um espaço de troca, por onde circulam idéias, projetos, pessoas. São pessoas e organizações tentando encontrar um modo de convivência e de convergência que respeite as individualidades, as diferenças, as diversidades.  Pra quem acredita que o digital é algo mais do que uma mudança estética.</p>
<p>Ainda estamos construindo &#8211; <em>el camino se hace al caminar</em>. Sempre estivemos construindo, aliás. Ali faremos pesquisa, desenvolvimento, articulação de idéias e formação. Jornalismo multimídia. Redes. Plataformas. Sites. Utopias.</p>
<p>Fica o convite aos visitantes desta página para que nos conheçam, que passem ali para uma visita, um chope, uma idéia, um café, um projeto. E vamos que vamos.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/pontodeak/sets/72157621003539620/" target="_blank">Veja as fotos da Casa da Ccultura Digital</a></p>
<p><strong>Outros relatos, outras definições:</strong></p>
<p><a href="http://www.garapa.org/2009/06/casa-da-cultura-digital/" target="_blank">Garapa: Casa da Cultura Digital</a></p>
<p><a href="http://www.estudiolivre.org/el-gallery_view.php?arquivoId=6689" target="_blank">Estúdio Livre: O que é a Casa da Cultura Digital? (áudio) </a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fculturadigital.br%2Fblog%2F2009%2F07%2F05%2Fcasa-da-cultura-digital-utopias-reunidas%2F&amp;title=Casa%20da%20Cultura%20Digital%3A%20Utopias%20reunidas" id="wpa2a_20"><img src="http://culturadigital.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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