Secel-MT e MT Criativo concluem capacitações de maio

_MG_9023Neusa Baptista – Comunicação/ MT Criativo

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), por meio do MT Criativo, concluiu nesta quarta-feira (20) a agenda de capacitações gratuitas oferecidas aos empreendedores criativos durante o mês de maio.

O encerramento aconteceu com o mini curso “Introdução à Produção Cultural: Eventos Culturais e Artísticos”, ministrado na última terça-feira (19) e quarta-feira (20) pela produtora cultural Paula Naves. No dia 14 de maio, foi oferecido o bate-papo “Design Thinking: Pensando como um designer”, com os consultores Joana Resende e Luis Pita. Ao todo, 54 pessoas participaram das capacitações.

Paula Naves, que ofertou o curso em parceria com o MT Criativo, avaliou positivamente a experiência. “Participei de várias capacitações ofertadas pelo MT Criativo e, graças a isso, pude estabelecer contatos, relações com outros produtores culturais e firmar parcerias como, por exemplo, com o Museu Histórico de Mato Grosso. O MT Criativo tem este potencial de conectar e fomentar o intercâmbio entre os empreendedores do setor criativo”, comentou.
O curso foi focado nas fases de produção de eventos culturais, das ações iniciais (pré-produção), passando pela execução (produção) até a finalização da ação (pós-produção). Além de apresentar conceitos e falar sobre os trâmites necessários em cada caso, Paula Naves também trouxe um pouco de sua experiência à frente da produção de projetos culturais como o Cinema BR em Movimento, o Festival Tudo Sobre Mulheres e o projeto Tim Música nas Escolas, demonstrando aos presentes as soluções encontras por ela para driblar problemas e concluir as ações com êxito.
A sensibilidade e a disposição para entender o mundo do artista foram algumas das características necessárias para um bom produtor cultural, segundo Paula. Para os participantes, esta foi uma oportunidade de se qualificar para novas empreitadas. “Trabalhei no setor de eventos sociais do Hospital de Câncer e acompanho há algum tempo as ações do MT Criativo. Esta é uma chance de adquirir novos conhecimentos”, disse a participante Larissa Rodrigues. Para o produtor de eventos sociais Carlos Cesar da Conceição, o curso ajudou em seu objetivo de focar mais em eventos culturais. “Já produzimos festas, casamentos e outros eventos sociais, mas agora queremos ampliar nossos serviços, pois este mercado está crescendo muito”, explicou.
O músico e jornalista Márcio Camilo, vocalista da banda de rock alternativo Orpheus, procurou a formação em busca de melhorar sua atuação como empreendedor. “Foi bom, pois levantou muitos questionamentos, curiosidades e apontou caminhos para melhorar o marketing da banda, entre outras coisas. Nossa meta é nos inserir nos diferentes espaços dedicados à música alternativa, enfim, crescer musicalmente”, disse ele.
Para saber mais sobre o MT Criativo acesse www.matogrossocriativo.wordpress.com.

Foto: Amilton Martins

Economia Criativa é tema de reunião e bate-papo com Minc em Cuiabá

11168029_776032539178996_3264216752479773086_nNeusa Baptista – Comunicação/MT Criativo

O desenvolvimento da economia criativa em Mato Grosso foi tema de uma agenda dos representantes da Coordenação de Empreendedorismo e Inovação da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (Minc), Gustavo Vidigal e Tiago Canha, durante esta segunda-feira (18).

Pela manhã, ele se reuniu com o secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, Leandro Carvalho, e a Secretária Adjunta da pasta, Regiane Berchieli. À tarde, Gustavo Vidigal participou de um bate-papo com produtores culturais e artistas de Cuiabá e Várzea Grande, tendo como tema principal a Economia Criativa.

Ele apresentou uma retrospectiva da construção do conceito de economia criativa, bem como sobre o contexto deste segmento econômico no Brasil e no mundo. Entre outras coisas, Vidigal ressaltou a importância de que o Brasil deixe de ser apenas alvo de políticas compensatórias e passe a pensar ações a partir dos ativos locais, adotando modelos baseados em itens como o poder lateral, em contraposição ao modelo centralizador; a ênfase em talentos coletivos e não somente nos individuais; e a lógica da colaboração, em vez da competição.

Atualmente, existem no país 110 territórios criativos mapeados, 14 incubadoras, 27 APLs (Arranjos Produtivos Locais), 100 bancos comunitários, 70 cooperativas de crédito e mais de 60 Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs).

Como exemplo, Vigidal apontou em Mato Grosso algumas iniciativas que demonstram que a economia criativa já tem um caminho trilhado localmente, entre elas a presença da incubadora Mato Grosso Criativo; a existência de bancos comunitários nas cidades de Alta Floresta, Cuiabá e Rondonópolis; os CEUs em Cuiabá, Sorriso e Rondonópolis e o Núcleo de Produção Digital, no campus da UFMT do Araguaia, entre outras.

Bate papo

O encontro com produtores culturais serviu para tirar dúvidas, avaliaram as produtoras culturais Antonina Cajango de Oliveira, e Carmem Maria Pereira, de Várzea Grande. “Coordeno um projeto que atende a 200 crianças com atividades de dança, música e esporte e agora estamos montando um grupo de mulheres para trabalhar com economia solidária. Esta reunião serviu para dar um norte sobre o que fazer e onde buscar informações”, comentou Antonina, que é coordenadora da Associação Caminhando para Mais um Sonho.

Carmem pertence à Associação Folclórica de Mato Grosso, que oferece oficinas de siriri e chorado para mulheres e compareceu à reunião em busca de informações sobre como acessar mais recursos para a manutenção do grupo.

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Gustavo Vidigal avaliou positivamente o encontro. “O que ficou cada vez mais evidente, desde o primeiro contato que tivemos com a nova secretaria de Cultura, Esporte e Lazer é que o Estado de Mato Grosso efetivamente decidiu elencar a economia criativa como uma plataforma de desenvolvimento sustentável, de longo prazo, endógeno partindo dos ativos que o Estado já possui”, disse ele. “Esta escolha é muito poderosa, pois exige uma grande concertação entre as secretarias, como já vem acontecendo. Agora é necessário ampliar esta relação também com a sociedade civil. Foi uma reunião muito proveitosa”.

MT Criativo se reúne com comunidade de Mata Cavalo

 

A coordenadora de Articulação e Redes do MT Criativo, Terezinha Quilombola (de vermelho) em conversa com a comunidade

A coordenadora de Articulação e Redes do MT Criativo, Terezinha Quilombola (de vermelho) em conversa com a comunidade

Neusa Baptista – Comunicação/MT Criativo

Representantes do MT Criativo estiveram reunidos na última sexta (17) com cerca de 50 lideranças de quatro comunidades do quilombo de Mata Cavalo para dar início ao levantamento de demandas da comunidade quanto ao incentivo à economia criativa no local, um dos primeiros passos do projeto que visa construir uma rota turístico-cultural no local.

O encontro aconteceu na escola estadual quilombola Tereza Conceição Arruda, na comunidade de Mata Cavalo de Baixo, com a presença de cerca de 50 quilombolas das comunidades de Mata Cavalo de Cima, Mata Cavalo de Baixo, Aguassu e Ponte da Estiva, além da coordenadora de Articulação Regional e Redes do MT Criativo, Terezinha Quilombola, da articuladora regional da instituição, Lúcia Picanço, e da coordenadora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Marina Lacerda.

Elas falaram aos quilombolas sobre as ações desenvolvidas e serviços prestados pelo MT Criativo no Estado e detalharam o objetivo da construção da rota turístico-cultural no local. “Somos muito ricos e muito pobres ao mesmo tempo, porque temos nas mãos a nossa riqueza cultural, mas não sabemos como mostrá-la ao turista, gerando renda para as famílias. Nossos costumes, rezas, saberes tradicionais, comidas precisam ser revalorizados. O turismo cultural é uma grande fonte de riqueza e temos que explorar este potencial”, comentou Terezinha Quilombola.

Entre as principais demandas apontadas pela comunidade está o investimento na melhoria de infraestrutura para o desenvolvimento da dança e da capoeira. A representante da comunidade de Mata Cavalo de Baixo, Arlete Pereira Leite, falou de seu desejo de resgatar o grupo de siriri do local. “Tem muita gente já querendo ter aulas de siriri, a procura está grande. Precisamos resgatar, ressignificar essas práticas. Uma comunidade quilombola sem cultura não existe”, disse ela, citando também a necessidade de fomento à produção de doces artesanais e ao artesanato em argila e palha de milho.

Outra liderança do local, Maria Pinto de Morais, conhecida como “Maria do chá”, ressaltou a importância do investimento em capoeira. “Meu filho é professor de capoeira e está parado por falta de verba. As crianças querem muito que ele volte a dar aula, é uma apresentação bonita, que tira as crianças das ruas, é educativa. Não é só para defesa, é uma tradição quilombola que precisa ser preservada”, opinou ela.

O artesanato também foi apontado como um dos carros chefe da produção cultural pela líder Berenice Lemes do Espírito Santo, da comunidade de Aguassu, onde as cerca de 60 famílias têm como tradição o crochê, a fabricação de chinelos e a pintura.
Para Manoel Domingos Lúcio, liderança da comunidade de Mata Cavalo de Cima, as manifestações religiosas de matriz africana, como a umbanda, merecem mais atenção. “Nós queremos o fortalecimento desta cultura que já existe, por exemplo, do terreiro de umbanda da nossa comunidade, que faz festas tão lindas, tem muita gente, da Festa de São Benedito. Queremos o tombamento dos cemitérios históricos e a revitalização da nossa culinária tradicional. Temos pessoas que são mestres na fabricação de pão, doces, bolos, mas que precisam de qualificação para pôr este produto no mercado”.

A líder Ivone Conceição de Arruda Abreu, da comunidade Ponte da Estiva, pediu apoio à Festa de São Benedito, realizada por sua família desde 1982 no terceiro sábado do mês de setembro, que reúne anualmente cerca de 500 moradores de todas as comunidades do quilombo. “Queremos montar um projeto e angariar recursos para reformar a casa onde vivia minha falecida mãe, criadora da festa. Ela pediu que quando morresse, a família continuasse realizando esta festa, e assim temos feito”, explicou ela.
O projeto da rota turístico-cultural de Mata Cavalo está sendo discutido por um grupo de trabalho formado pelo MT Criativo, pelo Iphan e pela UFMT.

Teatro Experimental de Alta Floresta, um exemplo de grupo apoiado pelo MT Criativo

331734_185770864848205_1554140479_oNeusa Baptista – Comunicação/MT Criativo

Com 27 anos de estrada, o grupo Teatro Experimental de Alta Floresta (TEAF) – um dos principais representantes da arte teatral no Estado – enfrenta seu mais novo desafio: a construção de um plano de negócios que irá nortear as ações do grupo daqui para a frente. O plano de negócio é uma ferramenta que orienta a gestão, partindo de um diagnóstico da realidade do mercado onde se atua ou pretende atuar, para o planejamento detalhado das ações necessárias para alcançar as metas estabelecidas.

Uma tarefa nada fácil, que está sendo conduzida pelo grupo com a consultoria do Mato Grosso Criativo, órgão da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) que tem entre as suas atribuições a oferta de capacitação para produtores culturais, artistas e outros profissionais da cadeia produtiva da economia criativa no Estado. O trabalho começou no ano passado, quando o TEAF participou de capacitações oferecidas pelo MT Criativo aos artistas de Alta Floresta. Há algumas semanas, o grupo recebeu consultoria do MT Criativo, com o consultor em gestão empresarial Roni Eberson, quando finalizaram a primeira fase de elaboração do plano de negócios: um diagnóstico onde foram levantados itens como possíveis parceiros e fontes de financiamento.

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De acordo com Eberson, “de cara” já foram levantados 9 produtos que podem ser comercializados pelo grupo, gerando renda, entre eles espetáculos, oficinas, palestras, consultorias, cursos e a locação do espaço da sede própria. Segundo ele, o trabalho maior foi o de mudança de mentalidade, ajudando os artistas a se perceberem como empreendedores e enxergar a real possibilidade de viverem de arte. “É um grupo bastante maduro, mas que não tinha esta visão de seu trabalho artístico como negócio, estando focado mais na produção que na comercialização. Nossa discussão toda foi em torno de como construir metodologias e políticas de trabalho que vão permitir a eles viver de teatro”, comentou ele, concordando que esta visão é comum a muitos artistas, cujo foco permanece sobre a produção artística em detrimento da gestão do negócio, o que prejudica sua subsistência. Planejamento Feito o diagnóstico, agora é hora de planejar os anos de 2015 e 2016.

O resultado do planejamento será debatido novamente com o consultor no final do mês de março. Uma das metas é a efetivação dos 11 integrantes do grupo, que hoje se dividem entre a paixão pelo teatro e outras atividades profissionais. “Alguns de nós são professores, funcionários públicos, bombeiros. A renda maior vem deste nosso outro emprego, mas queremos sobreviver do trabalho artístico. O crescimento técnico que tivemos com esta consultoria foi muito grande, ajudou a pensar em nossa profissionalização, no crescimento do grupo como instituição para alcançar a missão, que é ser reconhecido pelo nosso trabalho”, avaliou a atriz e tesoureira do TEAF, Angélica Muller.

Além dela, integram o TEAF os profissionais Anderson Flores (produtor e ator); Ronaldo Adriano Freitas Lima (diretor de teatro e ator); Gean Nunes (presidente do grupo e ator); Wesley Ramos (músico e ator ); Aline Nava (relações públicas); João Vitor (ator); Welington dos Santos (músico e ator) o produtor Elenor Cecon Jr., residente em São Paulo e as atrizes Cassiane Leite e Patrícia Emanoela.

 

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A ampliação das ações do grupo é uma das metas. Com a sede própria em processo de ampliação há cerca de cinco anos, eles iniciaram este mês a expansão das ações, passando a abrigar ações culturais freqüentes em sua sede com o projeto Terça SIM – terça não, cursos livres de teatro aos sábados, além do que já é oferecido: biblioteca comunitária e ações em parceria com o coletivo Rock da Floresta, entre outras. Outra meta é ampliar a sala de espetáculos, que hoje abriga 80 pessoas, construir sala de reserva técnica (para armazenamento de materiais) e camarim. O projeto terça SIM – terça não consiste no oferecimento de atividades culturais de teatro e audiovisual.

MT Criativo dá início a curso de Fotografia Básica

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Neusa Baptista – Comunicação/MT Criativo

O curso de Fotografia Básica, oferecido gratuitamente pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) por meio do MT Criativo atraiu tanto iniciantes quanto profissionais mais experientes em busca de reciclagem.

A abertura aconteceu nesta terça (10), com a presença do coordenador de ações artístico-culturais da Secel-MT, Anderson Flores, que abriu o evento agradecendo a participação de todos e convidando-os a participarem também das consultorias gratuitas para produtores culturais e artistas que são oferecidas periodicamente pelo MT Criativo.

O curso segue até esta quinta (12), na galeria de artes do antigo prédio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), na avenida Getúlio Vargas, Centro de Cuiabá. E foi este o espaço utilizado para primeira atividade prática do curso, quando todos os participantes foram convidados a tirarem fotos aleatoriamente, a fim de avaliarem-nas posteriormente, junto com o olhar técnico do fotógrafo Bruno Sampaio, palestrante da noite. “O objetivo é que eles fotografem livremente, sem ter acesso às informações que serão repassadas no curso, e, depois, refaçam a foto, já com este conhecimento, para comparar as duas versões da imagem”. No primeiro dia, foram abordados alguns assuntos básicos referentes à fotografia, tais como o papel do fotógrafo, e técnicos, como os principais tipos de câmeras fotográficas e seus diferentes usos.

O coordenador de ações artístico-culturais da Secel-MT, Anderson Flores, fala ao público

O coordenador de ações artístico-culturais da Secel-MT, Anderson Flores, fala ao público

 

Entre os profissionais mais “escolados” estava o fotógrafo e jornalista Régis Oliveira, que se especializou em fotografias de políticos, e buscou o curso para obter novos conhecimentos. “Os estudos iniciais são fontes ricas de novas influências, a gente precisa se renovar sempre”. A técnica em câmeras fotográficas Célia Soares, que há 14 anos atua na área, valorizou o intercâmbio proporcionado pelo curso, que pode ser uma fonte de crescimento profissional. “A gente nunca sabe tudo da profissão, tem muita novidade sempre, esta troca de informações ajuda a melhorar o conceito que a gente tem em relação à fotografia”. Mas há também quem esteja começando na carreira de fotógrafo, apostando em novas oportunidades de trabalho, como é o caso da bióloga Augislaine Fechtner Coenga, que tem na fotografia um hobby desde 2011. “A fotografia me encanta porque por meio dela, podemos enxergar momentos que talvez ninguém mais veja, nunca me identifiquei com a profissão de bióloga, então quero investir nesta carreira para que deixe de ser apenas um passatempo”.

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Sem saber ao certo como se definir profissionalmente, Rafael Fontenelle se reconhece apenas como fotógrafo amador. A influência vem de casa: o avô é fotógrafo e repassou a toda a família a paixão pela câmera. “Já fiz muitos cursos sobre este tema, mas é sempre hora de aprender algo a mais, adquirir mais experiência. E não é sempre que podemos ter este tipo de curso de graça”.

O curso de Fotografia Básica é resultado de uma parceria entre o MT Criativo e os fotógrafos Bruno Sampaio, Bruno Cidade e Bruno Oliveira e tem como objetivo oferecer capacitação gratuita a agentes culturais do Estado. Além das aulas práticas, será realizado também um passeio fotográfico no centro de Cuiabá.

Secel-MT e MT Criativo concluem primeira semana de atendimentos

Roda de conversa com criativos e a consultora Aline Wendpap

Roda de conversa com criativos e a consultora Aline Wendpap

Neusa Baptista

Comunicação/MT Criativo

A maioria dos criativos atendidos pelas consultorias sobre “Prestação de Contas” e “Elaboração e gestão de projetos culturais”, oferecidos entre os dias 23 e 27 de fevereiro pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), por meio da Incubadora Mato Grosso Criativo (MT Criativo) são pessoas que nunca escreveram projetos ou que, mesmo os tendo produzido, não obtiveram aprovação em editais culturais locais ou nacionais devido a falhas técnicas na elaboração.

As consultorias fazem parte de um calendário de ações de capacitação que está sendo desenvolvido pela Secel-MT/MT Criativo ao longo dos meses de fevereiro março, voltado a produtores culturais e artistas. A consultora Aline Wendpap, responsável pelo tema “Elaboração e gestão de projetos culturais” explica que a grande maioria das pessoas que procuraram a consultoria tinha uma ideia de projeto, mas não sabia como desenvolvê-lo, o que já desenvolve projetos sem apoio institucional e nunca se inscreveu em editais. “Atendemos desde pessoas que estão no início da carreira, e vieram em busca de uma orientação, a outras que já têm um longo histórico de ações culturais interessantes e de grande valor, mas que nunca conseguiram seguir adiante em financiamentos pela falta de detalhes nos projetos, que inviabilizaram a sua aprovação”. Para ela, a consultoria mostrou a urgência da capacitação em itens básicos da produção cultural em Mato Grosso.

Um dos atendidos foi o professor de dança Robson Brasil, que atua em Várzea Grande há 15 anos ministrando aulas de dança de salão, hip hop e dança do ventre, entre outras, e buscou a ajuda do MT Criativo para expandir sua ação em um projeto voltado para a periferia. “Há cinco editais abertos somente para dança. Se a gente procurar, encontramos fontes de recurso, o difícil é conseguir cumprir com a burocracia exigida para acessar este recurso. Em Várzea Grande, há uma imensa carência de ações voltadas para a dança, não há pólos de dança. Essa consultoria ajudou bastante a definir como será o meu projeto, saber como fazer para correr atrás do recurso”.

Em Elaboração de Projetos, a consultoria atendeu a pessoas em busca de realização de sonhos, como foi o caso da aposentada Vera Lúcia da Silveira, que buscou a incubadora para obter mais informações sobre como promover o seu fazer artístico, que é o das artes plásticas à partir de objetos reciclados, alguns deles inusitados, que poderiam ser considerados lixo por muitos. “Conversamos com ela sobre artistas como Vitória Basaia, por exemplo, que tem a mesma técnica, e que ela não conhecia. Ela saiu daqui mais confiante, se entendendo melhor como artista”, comentou a consultora Aline Wendpap.

Com um sonho de montar uma exposição, o artesão Rovilson de Campos Mendes, apresentou seu projeto, que desenvolve com moradores do bairro 1º de março, oferecendo aulas de esculturas de forma gratuita. Embora já tenha inscrito vários projetos, terceirizando o serviço de elaboração, nunca foi contemplado. “Observamos um dos projetos dele e percebemos que tem algumas coisas a melhorar, falhas técnicas que impediram de ser aprovado. Agora ele está muito empenhado, esteve aqui várias vezes nos pedindo auxílio, quer realizar seu projeto e tirar a exposição do papel”, comentou Aline.

Para o produtor cultural Daniel Couto Valle, a consultoria sobre elaboração de projetos “deu uma boa orientada” nas ações futuras, o e animou à voltar a produzir ações culturais, algo que não fazia há algum tempo. “Eu tinha parado de fazer projeto cultural estava meio desatualizado, achei interessante, deu uma animada”, disse ele, que atua na área da cultura e sustentabilidade e é um dos responsáveis pelo projeto Kizomba. Para o futuro, planeja uma gincana voltada para a história regional.

Mais experientes

Artistas mais experientes e com mais bagagem também procuraram o MT Criativo em busca de novas idéias para ampliar seu empreendimento cultural. Foi o caso do coordenador da Associação Quintal Artístico, Edney Santana, que planeja lançar um DVD sobre o grupo de Siriri Passo Miudinho, cujas atividades acontecem no bairro Jardim Glória Ii (VG). Apesar de contar 10 anos de estrada e ter ações premiadas por órgãos como a Unicef e o Itaú Cultural, ele não descartou um “dedo de prosa” com a equipe do MT Criativo em busca de novas inspirações para sua arte. “Foi muito bom, as explicações o orientações foram ótimas, vim aqui para conversar com pessoas criativas, quanto mais a gente circular melhor. Hoje atendemos a 80 crianças, mas temos capacidade para beneficiar 160, a proposta é aumentar. Temos pessoas, temos espaço, precisamos de recurso”.

Com longa história em trabalhos com cenografia, o produtor cultural Augusto Procoro visitou o MT Criativo para receber orientações sobre editais para a realização de projeto voltado às artes visuais.

Jurídico e Contábil

Na consultoria voltada a questões jurídicas e contábeis, realizada pela consultora Irene Palácio, a maioria dos atendidos foram pessoas jurídicas e as principais dúvidas referentes a prestação de contas, tendo havido também demanda de criativos que estão inadimplentes com referência à prestação de contas do PROAC. Também foram atendidas pessoas com dúvidas gerais sobre assuntos como constituição jurídica das entidades, impostos, registros de marca e de logomarcas, cronograma de desembolso, entre outros. “Existe uma grande dificuldade, por parte deste público, em entender as questões jurídicas e contábeis como parte integrante do projeto desde o início, que devem constar no planejamento e ter acompanhamento constante. A maioria dos problemas apresentados foram meramente técnicos, o que mostra o desconhecimento do público sobre o assunto. Mas os atendimentos foram bastante positivos, ajudamos a resolver situações das mais diversas e contribuímos para este conhecimento também”, comentou Irene Palacio.
Um dos atendidos foi o coordenador da Festa do Divino Espírito Santo de Mimoso, Antônio Alencastro Corrêa, que aprovou a iniciativa da consultoria. Ele foi buscar esclarecimentos quanto aos recolhimentos de impostos no pagamento de pessoas físicas. “Nosso projeto já é aprovado há vários anos no PROAC, mas no último ano, recebemos diversas notificações tratando de recolhimento de impostos para pagamento de pessoa física, algo que eu não tinha nenhum conhecimento, então foi muito difícil resolver. Desde 2006, somos contemplados pelo PROAC, e agora eu sei que tem um lugar onde eu posso buscar informações mais precisas em qualquer caso de dúvida.

Além dos atendimentos individuais, também foram realizadas rodas de bate-papo com criativos que tinham dúvidas em comum, favorecendo a troca de experiências.

Comunicação e Marketing/Plano de negócios

A consultorias continuam na próxima semana, entre os dias 2 e 6 de março,desta vez com os temas “Comunicação e Marketing” e “Plano de Negócios”, com os consultores Fernanda Arantes e Daniel Silva, que irão fazer atendimentos em nível iniciante e avançado.

Iniciantes são aquelas pessoas que têm uma ideia e precisam de uma orientação para o pontapé inicial do empreendimento criativo. Nesse caso, é necessário que cada interessado traga a idéia escrita de forma clara. O nível avançado é para aquelas pessoas que já têm um trabalho em andamento, mas necessitam de uma melhor estruturação no negócio. É preciso apresentar o projeto da iniciativa ou, ainda, um referencial do seu funcionamento mais detalhado.

Para agendar seu horário, entre em contato pelos telefones: (65) 3613 0222 e 3613 0206.

MT Criativo oferece curso e consultorias

Neusa Baptista – Comunicação – MT Criativo

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) por meio da Incubadora Mato Grosso Criativo (MT Criativo) está divulgando seu calendário de capacitações para os meses de fevereiro e março, voltadas aos artistas e produtores culturais de MT.

 

Exemplo de atendimento e consultoria prestada pelo MT Criativo

Exemplo de atendimento e consultoria prestada pelo MT Criativo

Serão oferecidas palestra e consultorias nas áreas de Jurídico e Contábil e Elaboração de Projetos, com as consultoras Irene Palacio e Laura Montes; e consultoria em Plano de Negócios e Comunicação e Marketing, com os consultores Daniel Silva e Fernanda Arantes.​ ​Na programação também tem um curso básico de fotografia. Tudo grátis.

Programação

A programação começa com as capacitações voltadas à gestão e produção cultural, que serão divididas em duas etapas. No dia 23/02, às 14 h., haverá palestra sobre o tema “Prestação de contas para projetos culturais”, com Irene Palacio, no Pavilhão das Artes, no Palácio da Instrução.

Do dia 24 a 06 de março (exceto finais de semana), das 8 h. às 17h30, acontecerão as consultorias individuais com Irene Palacio e Laura Montes sobre Prestação de contas e Elaboração de Projetos, na sede do MT Criativo.

De 09 a 20 de março (exceto aos finais de semana), das 8h. às 17h30, serão oferecidas consultorias em “Plano de Negócios e Comunicação e Marketing”, com Daniel Silva e Fernanda Arantes.

Os fotógrafos Bruno Cidade, Bruno Sampaio e Bruno Oliveira

Os fotógrafos Bruno Cidade, Bruno Sampaio e Bruno Oliveira

Fotografia

Já o Curso de Fotografia Básica acontecerá nos dias 10,11 e 12 de março, das 17 h. às 20 h., no Palácio da Instrução. A ação é uma parceria do MT Criativo com os fotógrafos Bruno Cidade, Bruno Sampaio e Bruno Oliveira, que integram o projeto Rolê Fotográfico. O curso será teórico e prático, voltado a fotógrafos amadores e interessados no tema. A participação é gratuita.

 

Mato Grosso Criativo abre inscrições para curso e consultorias

 

Formação em “Gestão de Empreendimentos Artísticos e Culturais” será ofertada gratuitamenteKarem Lis 1

Neusa Baptista

Comunicação/MT Criativo

Estão abertas as inscrições para a nova rodada de consultorias oferecidas pela Incubadora Mato Grosso Criativo (SEC/MT) através da Opaktan Consultoria, empresa contratada para realizar as ações.

As consultorias, denominadas “Conexões Criativas”, têm como proposta conectar produtores culturais de diferentes regiões do Estado e do país para o fomento, aperfeiçoamento e circulação da produção criativa de Mato Grosso.

Para isso, o MT Criativo traz a Cuiabá a consultora Karem Lis, sócia das empresas Emana Imagem & Cultura e Emana Futura – Gestão Social & Cultural (SP), que ministrará o curso “Gestão de Empreendimentos Artísticos e Culturais” e dará atendimento técnico aos grupos e pessoas inscritos durante esta semana.

Serão oferecidas 30 vagas para o curso, que acontecerá de 19 a 24 de janeiro, das 18h às 21h30 (de segunda a sexta-feira) e das 9h às 18h (no sábado). O público alvo são os empreendedores culturais de Cuiabá e do interior do estado, assim como os interessados no mercado cultural. O curso acontecerá no Salão Nobre do Palácio da Instrução, centro de Cuiabá.

Os inscritos poderão também participar de atendimento personalizado oferecido por Karem Lis na sede do MT Criativo, entre os dias 19 e 23, das 14 às 16h30. Para esse atendimento, será necessário agendamento prévio, no ato da inscrição.

O conteúdo programático envolve a capacidade de realizar uma análise crítica em relação a sua forma de atuação no mercado, proporcionando a concepção e viabilização de empreendimentos artísticos e culturais, com base em aspectos do mercado e o uso de ferramentas de gestão adequadas.

O participante receberá informações nos Eixos Temáticos estabelecidos pelo Mato Grosso Criativo – Jurídico e Contábil, Elaboração de Projetos, Comunicação e Plano de negócios, focando sobre as percepções e interesses do mercado x empreendimentos; aspectos jurídicos, financeiros, administrativos e autorais que envolvem um empreendimento; Planejamento, estratégias e etapas de execução em eventos; Negociação e formalização de eventos; Mecanismos de incentivos fiscais. (Leis de Incentivo à Cultura); Elaboração de Projetos Culturais e Captação de recursos.

Etapas

Dentro do conceito de promover a conexão entre produtores culturais do Estado e do país para a troca de experiências, numa primeira etapa, o MT Criativo e a Opaktan realizaram em 2014 consultorias coletivas em 4 pólos e na sede Cuiabá, reunindo os criativos para debaterem sobre as demandas e dificuldades que envolvem a elaboração, divulgação, elementos jurídicos, contábeis e plano de negócios de um Projeto Cultural.

A palestra e consultoria com Karem Lis faz parte da segunda etapa da formação, um intercâmbio com o Programa Vista-se Cultura, uma iniciativa criada pela empresa Emana de SP, que acredita no poder transformador da cultura através da educação e busca viabilizar o investimento em cultura para empresas, sociedade, governo e a todos que desejam atuar de forma profissional no segmento.

Sobre a Consultora:

Karem Lis é sócia das empresas Emana Imagem & Cultura e Emana Futura – Gestão Social & Cultural, sediadas em São Paulo e que atuam há 13 anos nas áreas de consultoria e assessoria na produção de eventos, arte e cultura, marketing cultural e leis de incentivo à cultura, além de experiência na implantação e gestão de projetos na área de eventos, políticas de patrocínio, procedimentos administrativos em eventos e projetos culturais. A consultora coordena e desenvolve programas de comunicação planejando detalhadamente as ações de seus clientes.

 

MT Criativo apresenta balanço de atendimentos

equipeNeusa Baptista – Comunicação/MT Criativo

Fotos: Divulgação

A Incubadora Mato Grosso Criativo apresentou nesta sexta-feira (19) um balanço dos atendimentos realizados até o momento tanto aos criativos interessados em abrir um negócio criativo como aos demais artistas que procuram diariamente o escritório, em busca dos mais diversos tipos de consultorias e informações.

Entre os meses de maio e dezembro de 2014, foram realizados mais de 1.500 atendimentos entre presenciais, por e-mail, telemarketing ativo e no espaço coworking, onde estão disponibilizadas ilhas de trabalho com acesso livre à Internet.

Formalização jurídica, acesso a editais e outras dúvidas administrativas foram os principais temas dos atendimentos telefônicos. Houve também apoio a divulgação de eventos e oportunidades de trabalho para artistas

Em Cuiabá, foram realizados atendimentos em consultoria para elaboração de planos de negócio e projetos culturais, apoio para exposições, fornecimento de informações sobre temas como editais culturais, entre outros. Ao todo, cerca de 150 artistas e empreendedores culturais foram cadastrados para atendimento, entre eles o grupo Rede de Artesãs Retalhos de Arte, do município de Poconé, que receberam consultoria para elaboração de projeto e recentemente realizou uma exposição durante o lançamento do Arranjo Produtivo Local de Economia Criativa.

Neste período, o MT Criativo realizou também palestras sobre os temas: Microempreendedor Individual; MT Fomento; o edital Conexão Brasil, do Ministério da Cultura; Patrimônio Imaterial, e organizou rodas de conversa com a comunidade quilombola de Mata Cavalo e com produtores culturais negros, atividades que atingiram cerca de 150 criativos da capital de do interior do Estado. Apoiou também a realização de eventos orientativos, como a Capacitação sobre Prestação de Contas para o PROAC, realizada pela Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Controladoria Geral do Estado.

A incubadora ainda colaborou e coordenou a realização de diversos eventos, entre eles a exposição “A’uwe – Araguaia: um olhar sobre as etnias do Araguaia”, em parceria com a Associação dos Artistas Plásticos e Artesãos do Vale do Araguaia (Valearte); o evento de apresentação do APL, o Almoço da Diversidade, entre outros.

Formação

O MT Criativo realizou também consultoria sobre o editais do Banco da Amazônia e de Intercâmbio do Ministério da Cultura, além de cursos com os temas Modelagem de Negócios, Planejamento financeiro no município de Barra do Garças, onde atendeu a cerca de 100 pessoas; Intercâmbio e Marketing pessoal, em Rondonópolis, atendendo a 61 pessoas.

Os criativos de Cáceres receberam consultoria sobre o edital do Basa e palestras sobre Economia Criativa, Oficina de Capacitação com consultores do Ministério da Cultura, curso sobre Organização de Eventos, Espanhol Básico e Recepcionista, palestra sobre Marketing Pessoal, em parceria com o Programas Senac de Gratuidade (PSG) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego,atividades freqüentadas por 181 pessoas, no total.

Incentivo aos novos negócios é um dos serviços prestados

Entre os atendimentos oferecidos estão aqueles voltados aos produtores culturais e artistas interessados em abrir um negócio criativo. Só em 2014, mais de 30 pessoas receberam este tipo de consultoria, que vai da organização da ideia à modelagem do negócio. Nela, o cliente recebe capacitação com as metodologias de Mapa Mental da Idéia do Negócio, Modelagem do Negócio Criativo em Canvas, Aprofundamento em Mercado e Produto (Canvas II), partindo depois para a consultoria em áreas mais específicas, caso seja necessário.
O processo todo pode levar semanas ou até meses, dependendo do caso. Essa ajuda para encontrar o “caminho das pedras” já gera resultados positivos. O fotógrafo Bruno Oliveira, por exemplo, já está na fase de Aprofundamento em Mercado e Produto com sua ideia de uma boutique de fotografia, negócio que irá oferecer atendimento ultraespecializado em fotografia, com itens como fotos artísticas e acompanhamento VIP dos clientes. Uma espécie de gourmet de fotos, serviço ainda indisponível em Cuiabá. “Cheguei aqui com uma ideia e espero estar com ela formatada até o final deste ano”.

Além de auxiliar quem está começando, o MT Criativo também dá uma mão para negócios criativos já estabelecidos, a fim de direcionar os rumos da gestão. Um dos exemplos é o Ponto de Cultura Espaço Vitória, que atualmente oferece o serviço de aproveitamento de lixo orgânico, com o qual sobrevive, mas que procurou o MT Criativo em busca de diversificação de fontes de sustentabilidade para o espaço multiuso gerenciado pelos empreendedores Paulo Wagner Oliveira e Erlon Bispo no bairro Jardim Vitória, onde são oferecidas atividades de inclusão social, geração de renda e cultura. “Estamos buscando apoio para que o Espaço Vitória possa ser reconhecido e potencializado no que ele tem de mais genuíno, como espaço de inclusão social, democrático, que transpira alegria e harmonia ambiental. O contato com o MT Criativo tem sido importante para a consolidação do nosso trabalho”, comentou Erlon.

Outro projeto que está praticamente finalizado é do cineasta Sernon Nonres, que trata da construção de uma start up, plataforma digital para disponibilização de filmes brasileiros raros, com pouca penetração nas grandes salas de cinema comerciais. “Queremos lançá-la em janeiro para testes, esperem!”, disse ele.

Mas nem sempre a consultoria resulta necessariamente em negócio. O processo também é importante. A comerciante Jaqueline Sena foi outra criativa que recebeu auxílio da incubadora para o desenvolvimento da ideia de uma multifeira cultural, cuja modelagem de negócio já está pronta. Porém, ao longo do processo, ela percebeu a necessidade de se capacitar mais para desenvolvê-lo. “Nem sempre o objetivo da consultoria é que se saia daqui com um negócio montado e se parta para o mercado. Esse processo também leva o criativo a se descobrir – ou não – como empreendedor e, a partir daí, decidir que rumo dará à sua ideia e à sua carreira”, comentou a coordenadora de ações artístico-culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Cinthia Mattos.

As consultorias são gratuitas. O agendamento pode ser feito pelo telefone (65) 3613 0222.

APL da Economia Criativa é lançado em Cuiabá

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Neusa Baptista – Comunicação/MT Criativo

Grupos culturais tradicionais, produtores culturais, parceiros e outros integrantes da cadeia produtiva da cultura de Mato Grosso participaram na tarde desta terça (16), na Casa Cuiabana, da apresentação do Arranjo Produtivo Local de Economia Criativa do Vale do Rio Cuiabá, contemplado pelo edital do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). A apresentação foi organizada pela Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC-MT) e pela Incubadora Mato Grosso Criativo (MT Criativo).

O objetivo é fomentar a cadeia produtiva da cultura nas cidades de Acorizal, Barão de Melgaço, Cáceres, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé, Rosário Doeste, Santo Antônio do Leverger e Várzea Grande.
O projeto terá duração de dois anos (2015 a 2017), com recursos da ordem de R$ 10 milhões – via Mdic e captações –, que serão investidos primeiramente no mapeamento das demandas da cadeia produtiva e, posteriormente, na melhoria de itens como a infraestrutura, a capacitação e a circulação comercial dos produtos culturais e turísticos do Estado. Até o final de 2017, a meta é construir uma rota turístico-cultural que demonstre ao turista o que Mato Grosso tem de melhor.
O Secretário de Estado de Cultura, Fabiano Prates, destacou a importância do APL para o fomento e a preservação de manifestações culturais como o cururu e o siriri, cartões de visita do Estado. “O mais importante é fomentar estas manifestações, não deixá-las morrer. Mato Grosso fica muito feliz com este presente. E nós também, ao entregarmos a pasta de Cultura com os recursos necessários para que esse projeto aconteça”.
Estiveram presentes no evento representantes das instituições governamentais e não governamentais que participaram da construção do plano de desenvolvimento do APL: as Secretarias de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (SICME); de Desenvolvimento do Turismo (SEDTUR) e de Meio Ambiente (SEMA), e de Cultura (SEC-MT), além do Instituto Cultural América e do MT Criativo.
A produtora cultural Cybele Bussiki se disse honrada em ter participado do grupo que elaborou o plano de desenvolvimento do APL. “Esta é a oportunidade de ninguém mais mexer com a história de vocês, então eu quero pedir para vocês que participem deste APL”, disse ela, dirigindo-se aos grupos culturais presentes.
A presidente do Comitê Gestor do APL, Cínthia Mattos, salientou não tratar-se de uma ação de governo, mas sim de toda a sociedade, conclamando os atores sociais principais – os artistas e parceiros – para que continuem contribuindo. “Temos uma cultura pujante e belezas naturais riquíssimas, agora só falta mostrá-las. Para isso é preciso contar com a parte mais importante, que são os atores sociais. Com o APL, poderemos dinamizar estes setores e oferecer como produto final um roteiro completo a quem aqui vier.Queremos que o turista tenha condições de usufruir da Maria Izabel, da viola de cocho, dos quintais de siriri, da casa cuiabana, das belezas do Pantanal, enfim, de tudo o que o Estado tem a oferecer em termos de turismo e cultura”. Cínthia é coordenadora de ações artístico-culturais da SEC-MT.

O APL
A construção do modelo do APL contou com a participação de diversos atores sociais governamentais e não governamentais, com o objetivo de buscar a valorização e expansão da cultura mato-grossense.
É fruto de um trabalho de articulação entre estas instituições e outros atores sociais do setor cultural, com o objetivo de buscar sustentabilidade para os empreendimentos e grupos culturais do Estado.
A gestão será feita por meio de uma governança, que conta com representantes da SEC-MT, SEDTUR, MT Criativo e SICME, tendo como presidente Cínthia Mattos.
O APL é composto pelos seguintes empreendimentos e instituições apoiadoras: SICME/PAB (Programa Artesanato Brasileiro), Centro Histórico Cultural Holístico (CCH); Associação Quintal; Associação Flor; Associação Morielo São Gonçalo Beira Rio, Associação de Artesãos São Gonçalo Beira Rio; Associação Cururueiro Coxipó São Francisco; Peixaria Coxipó São Geraldo Beira Rio, AMAV/ABD-MT; Cia das Artes do Brasil; Secretaria de Estado de Cultura; Federação de Cururu e Siriri; TV AL-MT; Unic Gastronomia; Ponto de Cultura; SEDRAF (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf) ), CIDES-URC; Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo (SEDTUR); Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA); Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (SETAS-MT); Nobres Vozes; APPA; Grupo Cururu e Siriri Raízes Cuiabanas; Associação Mato-grossense dos Cegos; Ponto de Cultura Instituto dos Cegos; Trade Turístico; JY Okamura Assessoria e Consultoria, Lamiré Cinema e Vídeo e Instituto Ecoss. A maioria das quais estiveram presentes à apresentação.
Expectativa
A formação de novos cururueiros e a preservação do siriri tradicional é uma das preocupações do mestre cururueiro Benedito Pinto de Moraes, coordenador do Grupo Folclórico de Cururu, Siriri e Reza Cantada do Pantanal. Composto de 19 participantes, o grupo tem faixa etária de cerca de 60 anos, o que demonstra a dificuldade de formar novos artistas. “São precisos pelo menos seis meses para se formar um novo cururueiro, sentimos a dificuldade em ter infraestrutura para repassar aos nossos jovens este conhecimento. Sem investimento, a dança tradicional, os costumes tendem a morrer. Esperamos que com este investimento, possamos crescer cada vez mais no Estado”.
A preservação da cultura também é o ponto chave para o Antônio João Batista Campos de Arruda, o Tote, um dos representantes da dança do Congo. “Esta dança é a manifestação de nossos ancestrais africanos. Lutamos por sua preservação”.