Os vídeos assistidos nos tablets e smartphones influenciam o modo de falar, brincar e, principalmente, consumir das crianças que nasceram na última década. É comum os pais ouvirem bordões como “Olá, galerinha” e “Oi, peeeessoal” e verem uma série de trejeitos que são marcas registradas de famosos criadores mirins da internet, como Julia SilvaFelipe Calixto e Lelê, entre outros, no vocabulário e nas brincadeiras dos filhos pequenos.

Bianca, de 5 anos, por exemplo, não quer viajar para a praia nem sonha com a Disney nas férias. Ela pede para ir para Curitiba — onde mora um de seus YouTubers preferidos. Foi também por vídeos da plataforma de compartilhamentos que Nicole, de 6 anos, descobriu que Papai Noel não existe e aprendeu a falar espanhol.  Estevão, de 7 anos, aos 4 já sabia digitar palavras como “brinquedo” na busca do aplicativo.

Mas todos eles não se contentam apenas em assistir repetidas vezes os canais de seus ídolos. Eles desejam fazem igual. “O Estevão quer ser Youtuber, me pediu uma câmera profissional que filma até embaixo d’água e quer fazer um curso. Os primos já têm os próprios canais”, conta a mãe, Elane Martins Schoenfeld.

Nicole grava vídeos de DIY (bricolagem) com o pai, amante de marcenaria. “Ela pega tesoura, fita adesiva, papéis e grava tutoriais de artesanato”, conta a mãe, Bianca Bacci.