El pueblo que hace la Cultura

novembro 27th, 2010 by TT Catalao

Nesta segunda a grande caminhada em Buenos Aires. Pontos de Cultura do Brasil e da América Latina. Governo e Sociedade na construção de uma Cultura como política púiblica realmente transformadora, quando sabemos o quanto e o tanto ainda temos de aperfeiçoar essa tal gestão compartilhada. Se temos hoje uma força nova de Cidadania, ainda nos arrastamos em uma velha máquina de Estado e o lado (a Sociedade) que deve (e VAI) irrigar esse corpo atrasado precisará de muita sabedoria, paciência, criativas estratégias e táticas, para entender, respeitar, aprrender, para transformar. Estamos em processo. E os POntos de Cultura nessa vanguarda de um novo Estado de graça, pelas trocas, pelo reconhecimento das diversidades, pelo respeito ao plural. Mais que liberdades institucionais, um estado de espírito libertário! Na América Latina cresce essa cultura em movimento. Tanto no .GOV (como vimos na ultima reunião do Mercosul Cultural, sabado dia 20, onde ministros da cultura subiram a Rocinha na véspera do que viríamos depois como a Guerra do Rio – tem post especial aqui no braXil)…Segunda a marcha do Pueblo que Hace la Cultura. E a certeza de que quando o Estado chega antes, não se faz preciso mandar UPP, depois! Eis a mensagem nossa ao evento e algumas imagens:

 

 

 

 

 

 

“Caminharemos juntos nessa construção além dos governos; criaremos um Estado que seja o estado do bem-estar, o estado de espírito fraterno; não queremos mais o estado duro, agressor, intervencionista, nem o estado líquido, omisso, que se escoa; não mais nos esconder clandestinos de nosso próprio destino: nós somos os autores das autoridades, nós desatamos os nós, nós reinventamos a Vida toda vez que a Vida for esquecida.
 
Os Pontos de Cultura são pontos de costura e pontes de linguagem entre nossos povos. Cada país manterá sua forma especial de traduzir e recriar uma proposta. Não há fórmulas, não há cartilhas, donos de verdades, manuais ou dogmas. A pele define o apelo. O curso ensina o discurso.
 
Aprendemos nos anos de dor, tortura e morte que essa latinoamerica aconteceria, um dia, diferente, mais próxima do que somos realmente e não do que querem nos fazer acreditar ser; uma latinoamerica dona do seu próprio projeto, altiva sem arrogância, generosa sem fraqueza, aberta sem perder sua essência ( MUITOS EM UM, uma identidade em processo permanente de mudança) – nossos pés, vozes, cantos, imagens e danças caminharão neste dia 30 pelas vias de uma Buenos Aires comum; se antes eram sombras, hoje caminhamos ao sol da solidariedade…todo sucesso, apoio e carinho ao povo que pensa e faz uma Cultura Viva…TUA CULTURA É TUA, TUA CULTURA ATUA…
 
A cada passo, aí nesta marcha, será mais uma batida forte em nossos corações iluminados pelo desejo de fazer a história em arte, beleza, prazer e liberdade…estamos juntos no .GOV ou no .ORG porque nosso pontos se realizam pela conexão primeira da atitude transformadora:  se tem o DOM…reparte COM…
 
Sempre reverter o adverso, sempre desafiar quem nos quer uma pasta narcotizada por consumo, isolamento e idolatrias, sempre celebrar a festa da diversidade e das diferenças em comunhão, sempre celebrar a cultura em movimento, muito mais que um “movimento cultural”: hoje, pela cultura em processo de todos e todas, essa nova America Latina é singular por ser plural…de um coração, longe, mas presente…com muito amor por tudo que vivemos agora e pelo tanto que ainda construiremos…
 

 

 

 

 

 


TT Catalão – Secretário de Cidadania Cultural – Programa Cultura Viva – Ministerio da Cultura – Brasil”


soy loco por ti rocinha

novembro 24th, 2010 by TT Catalao

A XXXI Reunião de Ministros da Cultura do Mercosul, realizada no Rio de Janeiro, no último sábado (20) teve a coordenação do Brasil, atual presidente Pró-tempore do Mercosul Cultural. Brasil, Paraguai, Chile, Peru, Uruguai, Argentina e Bolívia criaram um Fundo Mercosul Cultural.  Importante o salto qualitativo que a Cultura impõe nas relações além-mercado  do Mercosul. E no olho desse bendito furacão que é a nova configuração fraterna dos povos vizinhos estão os Pontos de Cultura na extensa e complexa pauta entretecendo Estado e Sociedade (sem tal diálogo não há a tal Cultura Viva en quanto política pública).

Apresentamos com excelente recepção um resumidissimo (foram só 45 minutos!!!) painel sobre Pontos e alguma coisa da força estética entre linguagens populares e mais urbanas, que é a praia do rupturaCONtradição. Citada a marcha El Pueblo que Hace La cUltura, agora, dia 30 em Buenos Aires e muita força mobilizadora dos ministros nesse caminho que precisa estar fortalecida e mais institucional dentro dos governos e na articulação maior de um Mercosul Cultural. O Fundo Mercosul Cultural (FMC) se destinará ao financiamento de projetos e programas que fomentem a criação, circulação, promoção, proteção e difusão dos bens, serviços e da diversidade das expressões culturais que efetivamente contribuam para o fortalecimento do processo de integração do Mercosul. O FMC fortalecerá o processo de integração regional, em particular nas áreas de Patrimônio, Indústrias Culturais, Diversidade Cultural, Audiovisual e Sistemas de Informações Culturais. É uma nova etapa.

No encontro o reforço e o total apoio a iniciativa paraguaia de realizar o II Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. O primeiro Encontro dos Povos Guarani aconteceu no Brasil, em fevereiro de 2010, na aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste (PR), reunindo mais de 800 guaranis da Bolívia (Chiriguano), do Brasil (Kaiowa, Ñandéva e Mbya), do Paraguai (Ache-Guayaki, Kaiowa, Mbya e Ava-Guarani) e da Argentina (Mbya). O  II Encontro dos Povos Guarani da América do Sul acontecerá entre 24 e 27 de março de 2011, na comunidade Jaguati, Departamento Amambay, no Paraguai. O encontro integrará o calendário de atividades da Comemoração Conjunta do Vigésimo Aniversário do Tratado de Assunção.

Mas, como sempre, o toque dos tambores e o lado VIVO da Cultura manifesta ficou mais uma vez para os Pontos de Cultura do Brasil muito bem representados pela comunidade da Rocinha (no comando de Firmino e Valquiria da representação Minc-Rio). Mostra rica, quem esperava só samba, com carimbó, capoeira, hiphop, techno, frevo, choro, bossa nova e até samba! O encontro foi na entrada do morro, sede da Acadêmicos da Rocinha, pois obras impediram a subida. Exatamente na véspera das manifestações desesperadas do tráfico frente as UPPs estavamos lá para mostrar, primeiro que que tem medo não muda; segundo para comprovar o quanto a arte transforma o meio e reverte o adverso queiram, ou não. A Rocinha deu um belo testemunho de beleza e força. Como o proprio Rio, em Terror e Êxtase, de uma natureza que teima não cair pela brutalidade dos seus agressores. Eis um breve clip dando o clima geral:

 

as meias do ministro sintonizadas com o meio em festa

 

bankoma austria

novembro 13th, 2010 by TT Catalao

Republico esse post ainda de 4 de agosto (perdão), pois só agora verifiquei sua perda entre rascunhos sem edição. Trata-se da atividade desenvolvida há quatro edições pela instituição Associação AfroBrasileira de Dança e Cultura e Arte (ABRASA), criada e dirigina pela bailarina brasileira Queila, que solicitou ao MinC um acordo de cooperação técnica e se fez Ponto de Cultura em Viena sob uma condição especial (sem repasse de recursos) para continuar o trabalho de forte ligação com a cultura brasileira e mediando, na Austria, diversas etnias além do mix Brasil. Um ponto alto das atividades é o anual carnaval de rua que a Abrasa-Viena-Brasil faz. Em agosto, para a solenidade de ser Ponto de Cultura (mesmo simbólico, e talvez, por isso mesmo, mais expressivo se faz) desfilaram o Ponto da Bahia, Bankoma, que se juntou aos austríacos ligados por oficinas e estudos da cultura brasileira. Chegou a hora dessa gente olhos azuis, tambem, mostrar seu valor.  Alguns momentos do cortejo. Acompanhados por Pola Ribeiro, Miguez e TT.

mae lucia mostra que ebó pode virar ebook, numa boa

 

oxossi aponta seu arco sobre as arcadas européias: instala-se o do-in antropofágico

 

enfim, a europa se curva não por submissão, mas pela fraterna reverência do tambor

 

nosso estado não é sólido (machuca), não é líquido (omisso que se escoa):nosso estado é poroso por compartilhar e permitir f(r)estas

 

interações no recife

novembro 11th, 2010 by TT Catalao

O segundo evento do Circuito Interações Estéticas acontece no Recife, dentro do campus da Universidade Federal de Pernambuco, com apoio direto da reitoria e estudantes o que sela e celebra melhor a parceria entre os artistas que fazem residência nos Pontos de Cultura (o mix do urbano com o rural e do popular com o experimental), a SCC-MinC e a Funarte. Na abertura a mostra do grupo Grial com o espetáculo A Barca onde mestres e brincantes do Cavalo Marinho mesclam a tradição com coreografias contemporâneas sob coordenação de Maria Paula Costa Rego. A programação debate redes e territorios e traduz a estética que nasce entre Pontos e artistas na trajetoria da ruptura com a tradição e a contradição que tal movimento gera. Ritos e atritos em arte expressa. Eis alguns momentos de A Barca e o Grial:

o aboio, hoje, tem passagem de som

há sempre uma TEIA no caminho dos Pontos (cúpula da praça circular da UFPE)

a galera do san martin

novembro 5th, 2010 by TT Catalao

cena de ensaio do grupo teatral do presidio san martin

lista de votação para escolha democratica do nome da peça teatral

o campus avançado da universidade san martin dentro do presidio

muitos inscritos em sociologia e em atividades de alfabetização e oficinas de arte

oficina de musica: cumbia reggae hiphop com letrista brasileiro

na fraternidade real entre brasil-argentina, como puntos e pontos libertarios: grades de ferro não matam asas da arte

até breve los pibes nesse caminho comum dos pontos de cultura em latinamerik

 

Mesmo sem a agenda oficial que lançaria um projeto de Puntos de Cultura em Buenos Aires, pela morte de Néstor Kirchner e a solidária dor que nos uniu, Maria Laura Couto do governo local e coordenadora dos futuros Puntos, conseguiu promover um belissimo encontro com os detentos do Presidio San Martin (certamente será um Punto) que atuam no campus avançado da Universidade San Martin (professores Lautaro em musica, a brasileira Gabriela Saidon de teatro e a coordenadora Paloma) ; a maioria frequenta a disciplina de Sociologia (única disponível) e muitos estão nas semanais oficinas de arte, alfabetização e ensino básico. Lautaro já viveu no Brasil e trabalhou com o nosso Tainã de Campinas, admirador de TC e equipe, ela não vê a hora de começar o projeto puntos-pontos e trazer o Tainã para o San Martin. O processo dos Puntos de Cultura na Argentina está no início e certamente, como no Brasil, um longo caminho de convivência, ajustes e trocas entre Estado e Sociedade será percorrido. Importa que como o proprio San Martin histórico, o libertador, a arte com expressão e testemunhos na primeira pessoa cresçam até que a sociedade possa afirmar “somos os autores das autoridade e somos nós que desatamos os nós” e rompemos grades, preconceitos, exclusão, indiferença e caricaturas. Sem essa de Maradona x Pelé e na pele que a maratona se legitima. Saí de lá melhor que entrei. Grato aos pibes do San Marin pela bela tarde e ótimo papo.

pontos, kirchner, pibes

novembro 4th, 2010 by TT Catalao

Em Buenos Aires para o lançamento local do projeto Puntos de Cultura com inspiração no Brasil, mas, óbvio com todas as características daquele país e autonomia total. Só ao chegar recebo a notícia da morte de Néstor Kirchner e sob o impacto de uma cidade deserta pelo Dia do Censo que fez um luto antecipado para “receber” o impacto da perda. Maria Laura Couto, do governo, confirma o natural cancelamento da agenda oficial, mas a vida estava aberta e como Pontos de Cultura são mais que Estado, havia a Sociedade. Cumprimos o lado civil da pauta, inclusive com uma extraordinária visita a um futuro Punto, entre os presos do Complexo Penitenciário San Martin que farei em outro post. A passagem de Kirchner e o drama da presidenta Cristina (temos a nossa, enfim) tomou a apaixonada alma argentina em sua plenitude natural dessa cultura extraordinária onde uma Nova América Latina brota e a cultura une ainda mais o que o comércio e a política formal não conseguem. Em solidária presença com integrantes dos futuros Puntos fui para a rua e mantivemos alguns contatos com membros do governo e organizações sociais que decidiram adiar a marcha El Pueblo que Hace la Cultura de 1 de novembro para 30 de Novembro. O processo de construção coletiva dos Pontos e da Lei Cultura Viva está aberto e não tem propriedade exclusiva nem de governo nem de sociedade: essa árdua luta de mediação, contradições e ajustes também caminha no Brasil (longe de estar perfeito e consolidado) com muito a ser compartilhado e muito chão para amadurecer o diálogo e a tal gestão compartilhada em um novo modelo de Estado. Eis a minha solidaria homenagem aos fraternos dessa nossa luta e, mesmo pela dor, saí um pouco mais argentino de lá. Embora, pela arte e o prazer, saí também mais humano na bela lição de cidadania dos pibes de San Martin, uma galera atrás das grades, mas que aprendeu a voar no espírito da música e do teatro.

  

"Ele nos devolveu a esperança" e "Força Cristina" o que mais se li e ouvia e uma grande presença de cidadania espontanea em cartazes manuscritos ao lado, óbvio, dos grupos mais organizados e sindicais: essa rua autêntica dá a dimensão de uma Argentina pronta para Puntos autônomos e libertários

 

Uma nova configuração latinamerica com grande admiração pelo projeto iniciado por Lula e maior esperança na consolidação de Dilma e as políticas públicas ousadas como as iniciadas pelo MinC

 

A tal "grande mídia" também em confronto aberto com Cristina como se Evita fosse servida na bandeja parabólica: a velha pendenga distorcida entre controle social sobre recursos públicos sem nada a ver com controle, censor, de conteúdos da informação

 

senhoras e senhores eles tem mil olhos sobre mim - caetano

 

uma juventude que antes não acreditava em futuro nem em luta voltou com as aberturas do casal K: como um dia Peron contou com a força dos estudantes para revitalizar o combate obrero

 

 

dezenas de pinguins (apelido de Néstor) em origami na praça de mayo:estética e política com os pOntos sabem fazer

 

antes lutavamos clandestinos, nas sombras, hoje, ao sol da solidariedade com Puntos e Pontos de uma cultura sem fronteiras em que um sonho começa COM UM brota cresce até virar COMUM

noite do jongo

outubro 25th, 2010 by TT Catalao

Vassouras, Rio de Janeiro, o Pontão de Cultura Jongo/Caxambu, um dos Pontões na parceria SCC-Iphan, promoveu a 2a. Noite do Jongo em mais uma etapa das ações de salvaguarda do Jongo (Patrimônio Cultural do Brasil em 2005). Na convocação 16 comunidades jongueiras e a Noite dedicada as jovens lideranças na prova de que as raizes ganham brotos fortes e renascem em uma nova geração que reconhecem a tradição sem perder a ponte com outras linguagens. No encontro teve hiphop, circo, samba de roda (outra importante rede nesse conjunto SCC-Iphan) e muita percussão. Noite de chuva. Feita benção. Água pra lavar as mágoas, pois a Prefeitura de Vassouras destinou o belissimo predio historico do Paço Municipal (em posição de destaque no belo centro histórico da cidade) para sede do Iphan. Recebido pelos jongueiros a solenidade assumiu mais significado pela ocupação em canto e dança de um simbolo de poder e opressão no passado escravagista da região com suas fazendas de café e baronato. Mestre Cacalo lembrou que nos poroes daquele casarão foram presos e mortos seus antepassados. Agora, ao som e canto, a ocupação revertia tanta dor em beleza e consciência. Jongos de Angra dos Reis (RJ), Arrozal de Piraí (RJ), Campinas (SP), Guaratinguetá (SP), Carangola (MG), Pinheiral (RJ), Barra do Piraí, Piquete SP, Sto. Antonio de Pádua (RJ),Porciúncula RJ, Sao Jose dos Campos SP, São Mateus ES, Serrinha RJ, Valença e Vassouras RJ misturam suor com a chuva e fazem da noite magia nos cantos mântras que o jongo sabe embalar: refrão repetido para chamar um transe leve, até soar o “machado” para mudar a toada. Cumpro a emoção e a honra de estar vivo para receber tanta beleza e penso como a Cultura só se legitima quando se dá viva. E o quanto os gabinetes e suas regras, na maioria burras e embrutecidas, não conseguem estar a altura de tanta beleza. Mas estamnos em construção. E não há parto sem dor quando se trata de avanços populares. Saio de lá com um refrão, do Jongo de Vassouras, que me toma como oração e muito significa para que passo esses dias: “EU PASSEI NO ROSEIRAL – MESPINHEI TODO – MAS EU NÃO SAÍ FERIDO – SAÍ FOI MAIS CHEIROSO”…é muita grandeza e sabedoria na guerrilha da resistência amorosa transmutar dor em prazer. Dá licença…

 

A Casa tomada: o antigo Paço Imperial do barão pertence, agora, aos poderes do jongo e outras expressões

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saudação Brasil a plataforma puentes

outubro 16th, 2010 by TT Catalao

Nós, da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura do Brasil, responsáveis pelo Programa Cultura Viva, que tem os Pontos de Cultura como uma das suas principais ações, abraçamos com entusiasmo a todas e todos participantes desse importante encontro para uma nova conjuntura histórica de relação entre Estado e Sociedade nas políticas públicas de Cultura em nosso continente.

Nós, que hoje construímos projetos de democracia com liberdade e autonomia entre nossos povos, sabemos do valor deste processo cultural amplo, em sua expressão mais profunda, além da arte produto, restrita apenas a visões limitadas dos mercados.

Construímos no coletivo e com cada pessoa este processo aberto, vivo, orgânico, na busca de um diálogo permanente entre autoridades administrativas e autores criadores, mestres do saber, pensar e fazer da sociedade.

Esta é a novidade histórica de uma Cultura como base e essência de transformação das adversidades econômicas para anular a opressão que exclui, para diminuir o controle que evita a riqueza plural de outros olhares, opiniões e outros modos de ser e existir em projetos secularmente calados.

Assumimos que este é o momento de indivíduos e comunidades serem sujeitos de sua historia e assim se expressarem como testemunhos autênticos dos seus desejos, interpretações estéticas e vontades políticas na plenitude da cidadania legitimada pela participação.

Vivemos aqui no Brasil essa conquista de estar ao lado de grupos organizados da sociedade, mais que parceiros, mais que aliados: aprendemos, todo dia, com a humildade da escuta, pela troca e o compartilhar por não termos fórmulas prontas. É um longo caminho que apenas começou e nos faz aprendizes no cotidiano para um exercício realmente de busca sincera para servir melhor e honrar a confiança nessa reinvenção do próprio Estado.

É se colocar a serviço como reais servidores do público e reconhecer a sociedade como força estrutural das políticas de governo. Não é fácil pelas práticas enraizadas em muitos anos onde lutávamos nas sombras, sob dor, tortura, perseguição e morte. Lutávamos fraternos nas sombras; mas, hoje, aqui estamos ao sol da solidariedade. De cara, voz e peito abertos em beleza, arte, entrega de corpos que se mostram em gestos, dança, som, cores, formas, imagens, e assim nos refazemos enquanto fazemos esta nova face da nossa America dos sonhos não mais interrompidos.

Criamos redes que rompem paredes. Saltamos os muros e desafiamos os guetos para criar conexões além das fronteiras e das superáveis barreiras da língua, porque há um falar, um cantar, um dizer, um pensar que brota de um sentimento maior, perene, eterno, maior que a simples sensação passageira.  

Pela Cultura Viva revelamos a face mais representativa desta nova América. Com novas tecnologias, ferramentas modernas e suportes livres de programação, hoje, tudo isso está acessível para criarmos realidades que antes, muitos, ou chamavam de utopia ou, violentamente, reprimiam para não existir. Somos a Soma. E é esta cultura libertada a força capaz de desmentir tantos anos de construção negativa sobre nossas relações que alimentou preconceitos e montou caricaturas que não somos, não queremos e nunca desejamos.

Povos silenciados há tantos anos demonstram, agora, o quanto existir é resistir. Mostram que suas tradições foram guardadas como sementes para este novo futuro. E muito mais vão além ao afirmarem que essas tradições, hoje, não temem o contato e o contágio com o chamado moderno, pois quando estamos fortes e seguros podemos tratar nossa essência em muitos formatos sem a perda da essência. Universais e locais sem distinção. Rurais e urbanos sem muros das periferias: cada um é centro quando detém um saber, um fazer, um pensar. Este o princípio da TEIA, o nosso encontro nacional de Pontos. Já fizemos quatro TEIAS no Brasil e, breve, faremos a primeira latinoamericana!

As novas políticas públicas da cultura não desejam apenas possibilitar o acesso a bens e serviços culturais como um oferecimento de cima para baixo. Estas, mesmo generosas, podem apenas alimentar a cadeia do consumo. Temos uma ambição maior na busca de uma Sociedade de Invenção onde o consumo seja crítico, mas muito mais gente possa sair da platéia e ocupar o palco. Haja e são importantes arte e mercado, mas que aconteça como uma economia criativa necessária para mantermos projetos e programas que fortaleçam a autonomia de pessoas e comunidades. Sempre tendo o humano como a escala base de todo e qualquer desenvolvimento.

Essa a busca da construção coletiva dos Pontos de Cultura do Programa Cultura Viva do MinC brasileiro. Essa a diferença dessa construção latinoamericana fundada na fraternidade e no profundo respeito às diferenças. Assim que clamamos e proclamamos a diversidade magnífica de nossas muitas matrizes étnicas, estéticas e políticas. Viramos o destino de baixo pra cima. Não estamos mais clandestinos como párias na própria pátria. 

Aprenderemos uns com os outros como ainda estamos em exercício de aperfeiçoamento no Brasil. Nada está pronto, pois o que está pronto está morto, acabado. Celebramos o processo e não tememos o valor libertário da festa em comunhão.

Antes, lutávamos nas sombras, hoje, aqui estamos ao sol da solidariedade. Caras, vozes, peitos e desejos que anulem os anos de despejo.

Se tem o DOM…reparte COM,

pois um sonho pode começar COM UM,

mas cresce, brota, até, um dia virar COMUM…

graTTo

por chegarmos até aqui e desejarmos tanto ir avante

TT Catalão –

Secretario de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura do Brasil – Programa Cultura Viva dos Pontos de Cultura sem fronteiras.

Brasília -12-10-2010

Nosotros, los que trabajamos en la Secretaria de Ciudadanía Cultural del Ministerio de Cultura del Brasil, responsables por el Programa Cultura Viva, que tenemos los Puntos de Cultura como una de las principales obras, enviamos un abrazo entusiasmado a todas y a todos los participantes de este  importante encuentro que aboga por una nueva coyuntura histórica para las relaciones entre Estado y Sociedad  en las Políticas de Cultura de nuestro continente.

Nosotros, que hoy construimos proyectos de democracia con libertad y autonomía entre nuestros pueblos, sabemos del valor que tiene este proceso cultural, amplio en su expresión más profunda, más allá del arte-producto,  restringido solo a las visiones limitadas de los mercados.

Construimos colectivamente con cada persona este proceso abierto, vivo, orgánico en busca de un diálogo permanente entre autoridades administrativas y autores creadores, maestros del saber, pensar y hacer de la sociedad.

Esta  es la novedad histórica de una Cultura, que es base y esencia de transformación de las adversidades económicas: para anular la opresión que excluye, para disminuir el control que evita la riqueza plural de otras miradas, opiniones y modos de ser y existir en proyectos secularmente silenciados.

Asumimos que este es el momento en que individuos y comunidades sean los sujetos de su historia y, así, se expresen como testigos auténticos de sus deseos, interpretaciones  estéticas y voluntades políticas en la plenitud de la ciudadanía legitimada por la participación.

Vivimos aquí, en Brasil, esa conquista de estar al lado de grupos organizados de la sociedad, que son más que compañeros, más que aliados: aprendimos todos los días con la humildad que da el escuchar, con el intercambio y el compartir,  porque no tenemos fórmulas listas y acabadas. Es un largo camino que recién empezó  y que nos hace aprendices en lo cotidiano, para un ejercicio real de la búsqueda sincera de como servir mejor y honrar la confianza que nos dieron en esta reinvención del propio Estado.

Colocarnos al servicio como reales funcionarios públicos que reconocemos a la sociedad como fuerza estructural de las políticas de gobierno.

Esto no es fácil, gracias a las prácticas enraizadas en muchos años en los cuales luchábamos en las sombras, bajo dolor, tortura, persecución y muerte. Luchábamos fraternos en la sombra, mas, hoy, aquí estamos al sol de la solidaridad. De cara, voz y pecho abiertos en belleza, arte, entrega de cuerpos que muestran en gestos, danza, sonido, colores, formas imágenes, y así nos rehacemos mientras construimos la nueva fase de nuestra América, esta de los sueños no más interruptos.

Creamos redes que rompen las paredes. Saltamos los muros y desafiamos los guetos para crear conexiones mas allá de las fronteras y de las superables barreras de las lenguas, porque existe un hablar, un cantar, un decir, un pensar que brota de un sentimiento mayor, perenne, eterno y por eso mayor que la simple sensación pasajera.

 Por medio de la Cultura Viva revelamos la fase más representativa de esta nueva América. Con nuevas tecnologías, herramientas modernas y soportes libres de programación, hoy, todo esto está accesible para que creemos realidades que antes, muchos, o lo llamaban de utopía o, violentamente, lo reprimían para no existir. Somos la Suma. Y es esta cultura libertada la fuerza capaz de desmentir tantos años de construcción negativa sobre nuestras relaciones, que alimentó preconceptos y montó caricaturas de lo que no somos, no queremos y nunca deseamos.

 Pueblos silenciados desde hace tantos años demuestran, ahora, lo cuanto que existir es resistir. Muestran que sus tradiciones fueron guardadas como semillas para este nuevo futuro. Y vá mucho más allá cuando estas tradiciones se afirman, hoy no temen el contacto y el contagio con lo llamado moderno, pues cuando estamos fuertes y seguros podemos tratar nuestra esencia desde muchos formatos, mas, sin perder la esencia.

Universales y locales sin distinción. Rurales y urbanos sin los muros de las periferias: cada uno es centro cuando tiene un saber, un hacer, un pensar. Este es el principio de la TEIA, nuestro encuentro nacional de Puntos de Cultura. Ya realizamos cuatro TEIAS en Brasil, y, en breve, realizaremos la primera latinoamericana!

Las nuevas políticas públicas de la cultura no desean solo  posibilitar el acceso a los bienes y servicios culturales como un ofrecimiento de arriba para abajo. Estas políticas, aunque generosas, pueden apenas alimentar la cadena del consumo. Tenemos una ambición mayor en la búsqueda de una Sociedad de Invención donde el consumo sea crítico, más todavía queremos que mucha más gente pueda salir de la platea y ocupar el palco. Existen y son importantes arte y mercado, mas que existan como una economía creativa necesaria para mantener proyectos y programas que fortalezcan la autonomía de personas y comunidades. Siempre contemplando lo humano como la escala base de todo y cualquier desarrollo.

Esta es la búsqueda de la construcción colectiva de los Puntos de Cultura del Programa Cultura Viva del MinC brasileño. Esta es la diferencia de esta construcción latinoamericana fundada en la fraternidad y en el profundo respeto a las diferencias. Así es como clamamos y proclamamos la diversidad magnífica de nuestras muchas matrices étnicas, estéticas y políticas. Dimos vuelta el destino de abajo para arriba. No estamos más como clandestinos, como parias en nuestra propia patria.

Aprenderemos unos con otros pues todavía estamos en un ejercicio de perfeccionamiento aquí, en Brasil. Nada está listo, pues lo que está listo está muerto, terminado. Celebramos el proceso y no tememos el valor libertador de la fiesta en comunión.

 Antes, luchábamos en las sombras, hoy, aquí estamos al sol de la solidaridad. Caras, voces, pechos y deseos que anulen años de desalojos.

Si tienes un DON…reparte CON,

Pues un sueño puede empezar CON UN,

Que crece, brota, hasta que un día se convierte en COMÚN…

graTTo

por llegar hasta aquí, seamos mucho poder ir avante

TT Catalão – Secretario de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura do Brasil – Programa Cultura Viva dos Pontos de Cultura sem fronteiras.

Brasília -12-10-2010

mostra audiovisual pontos-ba

outubro 12th, 2010 by TT Catalao

No Vila Velha a Mostra Audiovisual dos Pontos da Bahia. E de quebra uma rodada pelos pontos Kabum no Pelourinho (lançando a multiexpo das Festas Populares asfixiadas pelo pancadão do mercado), o Bankoma, no caminho Banto, em Lauro de Freitas na rua Queira Deus (que é mais até para as pegadinhas maliciosas de quem ouve chico e distorce francisco), mais o ponto do Terreiro Casa Branca numa rodada pelo morro santo com Pai Leo e Ekede Sinha e no final da rodada a Escola de Educação Percussiva Integral, ponto mais de “repercussão” que só batuque do mestre Wilsinho Café e a garotada esperta do Cabula. Nos resultados das oficinas do nucleo audiovisual do Vila a guerreira Maise fez a curadoria e mexeu o caldeirão da raiz do futuro: pontos de cultura em exercício tambem de linguagem e consciência (expressão livre e em softaware livre) na primeira pessoa – não é só repassador de recurso nem “tecnologia social” para salvar gente, é construção coletiva com muita cooperação e troca para avançar – se tem o DOM…reparte COM…já diziamos, mesmo na atual maré de dificuldades na máquina do Estado…vale a luta; eis a clipagem geral, com abertura para a fachada do núcleo Tupinambá do Teatro Filhos da Rua…

a fotógrafa Isabel Gouvea na instalação com banquinhos de festa de largo e alta tecnologia pelo ponto Kabum

expo do lançamento da coleção Festas Populares com cenas da rua libertaria

expo Festas Populares

as linhas da tecelagem refiando a tradição do pano da costa no ponto Bankoma

o trono do Casa Branca: o ponto fica no meio do bairro nessa luta de quem não desiste

e rola o baticum na escola ponto de wilsinho café que tem teoria musical e práticas em tecnologias para mostrar que o popular reinventou a vanguarda

 

e um aê geral para mostrar que bode só baixa em quem sintoniza bode - nós desatamos os nós

dilmarina

outubro 5th, 2010 by TT Catalao

 

Salvar a Natureza, sim, fundamental, mas é básico começar com a natureza humana: o respeito pela VIDA no dia-a-dia dos vivos em suas relações mais simples pela fraterna dignidade além do sobreviver. Esse verso é trecho de um poema maior já muito usado em campanhas ambientais, escolas, camisetas e até parachoque de caminhão…ponho disponível nessa busca da escala humana prevalecendo no crescimento econômico e a cultura como raiz e as pessoas além das peças. Usem como quiser…

pelo BEM do Brasil - há uma conspiração do bem, também