
Nós, da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura do Brasil, responsáveis pelo Programa Cultura Viva, que tem os Pontos de Cultura como uma das suas principais ações, abraçamos com entusiasmo a todas e todos participantes desse importante encontro para uma nova conjuntura histórica de relação entre Estado e Sociedade nas políticas públicas de Cultura em nosso continente.
Nós, que hoje construímos projetos de democracia com liberdade e autonomia entre nossos povos, sabemos do valor deste processo cultural amplo, em sua expressão mais profunda, além da arte produto, restrita apenas a visões limitadas dos mercados.
Construímos no coletivo e com cada pessoa este processo aberto, vivo, orgânico, na busca de um diálogo permanente entre autoridades administrativas e autores criadores, mestres do saber, pensar e fazer da sociedade.
Esta é a novidade histórica de uma Cultura como base e essência de transformação das adversidades econômicas para anular a opressão que exclui, para diminuir o controle que evita a riqueza plural de outros olhares, opiniões e outros modos de ser e existir em projetos secularmente calados.
Assumimos que este é o momento de indivíduos e comunidades serem sujeitos de sua historia e assim se expressarem como testemunhos autênticos dos seus desejos, interpretações estéticas e vontades políticas na plenitude da cidadania legitimada pela participação.
Vivemos aqui no Brasil essa conquista de estar ao lado de grupos organizados da sociedade, mais que parceiros, mais que aliados: aprendemos, todo dia, com a humildade da escuta, pela troca e o compartilhar por não termos fórmulas prontas. É um longo caminho que apenas começou e nos faz aprendizes no cotidiano para um exercício realmente de busca sincera para servir melhor e honrar a confiança nessa reinvenção do próprio Estado.
É se colocar a serviço como reais servidores do público e reconhecer a sociedade como força estrutural das políticas de governo. Não é fácil pelas práticas enraizadas em muitos anos onde lutávamos nas sombras, sob dor, tortura, perseguição e morte. Lutávamos fraternos nas sombras; mas, hoje, aqui estamos ao sol da solidariedade. De cara, voz e peito abertos em beleza, arte, entrega de corpos que se mostram em gestos, dança, som, cores, formas, imagens, e assim nos refazemos enquanto fazemos esta nova face da nossa America dos sonhos não mais interrompidos.
Criamos redes que rompem paredes. Saltamos os muros e desafiamos os guetos para criar conexões além das fronteiras e das superáveis barreiras da língua, porque há um falar, um cantar, um dizer, um pensar que brota de um sentimento maior, perene, eterno, maior que a simples sensação passageira.
Pela Cultura Viva revelamos a face mais representativa desta nova América. Com novas tecnologias, ferramentas modernas e suportes livres de programação, hoje, tudo isso está acessível para criarmos realidades que antes, muitos, ou chamavam de utopia ou, violentamente, reprimiam para não existir. Somos a Soma. E é esta cultura libertada a força capaz de desmentir tantos anos de construção negativa sobre nossas relações que alimentou preconceitos e montou caricaturas que não somos, não queremos e nunca desejamos.
Povos silenciados há tantos anos demonstram, agora, o quanto existir é resistir. Mostram que suas tradições foram guardadas como sementes para este novo futuro. E muito mais vão além ao afirmarem que essas tradições, hoje, não temem o contato e o contágio com o chamado moderno, pois quando estamos fortes e seguros podemos tratar nossa essência em muitos formatos sem a perda da essência. Universais e locais sem distinção. Rurais e urbanos sem muros das periferias: cada um é centro quando detém um saber, um fazer, um pensar. Este o princípio da TEIA, o nosso encontro nacional de Pontos. Já fizemos quatro TEIAS no Brasil e, breve, faremos a primeira latinoamericana!
As novas políticas públicas da cultura não desejam apenas possibilitar o acesso a bens e serviços culturais como um oferecimento de cima para baixo. Estas, mesmo generosas, podem apenas alimentar a cadeia do consumo. Temos uma ambição maior na busca de uma Sociedade de Invenção onde o consumo seja crítico, mas muito mais gente possa sair da platéia e ocupar o palco. Haja e são importantes arte e mercado, mas que aconteça como uma economia criativa necessária para mantermos projetos e programas que fortaleçam a autonomia de pessoas e comunidades. Sempre tendo o humano como a escala base de todo e qualquer desenvolvimento.
Essa a busca da construção coletiva dos Pontos de Cultura do Programa Cultura Viva do MinC brasileiro. Essa a diferença dessa construção latinoamericana fundada na fraternidade e no profundo respeito às diferenças. Assim que clamamos e proclamamos a diversidade magnífica de nossas muitas matrizes étnicas, estéticas e políticas. Viramos o destino de baixo pra cima. Não estamos mais clandestinos como párias na própria pátria.
Aprenderemos uns com os outros como ainda estamos em exercício de aperfeiçoamento no Brasil. Nada está pronto, pois o que está pronto está morto, acabado. Celebramos o processo e não tememos o valor libertário da festa em comunhão.
Antes, lutávamos nas sombras, hoje, aqui estamos ao sol da solidariedade. Caras, vozes, peitos e desejos que anulem os anos de despejo.
Se tem o DOM…reparte COM,
pois um sonho pode começar COM UM,
mas cresce, brota, até, um dia virar COMUM…
graTTo
por chegarmos até aqui e desejarmos tanto ir avante
TT Catalão –
Secretario de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura do Brasil – Programa Cultura Viva dos Pontos de Cultura sem fronteiras.
Brasília -12-10-2010

Nosotros, los que trabajamos en la Secretaria de Ciudadanía Cultural del Ministerio de Cultura del Brasil, responsables por el Programa Cultura Viva, que tenemos los Puntos de Cultura como una de las principales obras, enviamos un abrazo entusiasmado a todas y a todos los participantes de este importante encuentro que aboga por una nueva coyuntura histórica para las relaciones entre Estado y Sociedad en las Políticas de Cultura de nuestro continente.
Nosotros, que hoy construimos proyectos de democracia con libertad y autonomía entre nuestros pueblos, sabemos del valor que tiene este proceso cultural, amplio en su expresión más profunda, más allá del arte-producto, restringido solo a las visiones limitadas de los mercados.
Construimos colectivamente con cada persona este proceso abierto, vivo, orgánico en busca de un diálogo permanente entre autoridades administrativas y autores creadores, maestros del saber, pensar y hacer de la sociedad.
Esta es la novedad histórica de una Cultura, que es base y esencia de transformación de las adversidades económicas: para anular la opresión que excluye, para disminuir el control que evita la riqueza plural de otras miradas, opiniones y modos de ser y existir en proyectos secularmente silenciados.
Asumimos que este es el momento en que individuos y comunidades sean los sujetos de su historia y, así, se expresen como testigos auténticos de sus deseos, interpretaciones estéticas y voluntades políticas en la plenitud de la ciudadanía legitimada por la participación.
Vivimos aquí, en Brasil, esa conquista de estar al lado de grupos organizados de la sociedad, que son más que compañeros, más que aliados: aprendimos todos los días con la humildad que da el escuchar, con el intercambio y el compartir, porque no tenemos fórmulas listas y acabadas. Es un largo camino que recién empezó y que nos hace aprendices en lo cotidiano, para un ejercicio real de la búsqueda sincera de como servir mejor y honrar la confianza que nos dieron en esta reinvención del propio Estado.
Colocarnos al servicio como reales funcionarios públicos que reconocemos a la sociedad como fuerza estructural de las políticas de gobierno.
Esto no es fácil, gracias a las prácticas enraizadas en muchos años en los cuales luchábamos en las sombras, bajo dolor, tortura, persecución y muerte. Luchábamos fraternos en la sombra, mas, hoy, aquí estamos al sol de la solidaridad. De cara, voz y pecho abiertos en belleza, arte, entrega de cuerpos que muestran en gestos, danza, sonido, colores, formas imágenes, y así nos rehacemos mientras construimos la nueva fase de nuestra América, esta de los sueños no más interruptos.
Creamos redes que rompen las paredes. Saltamos los muros y desafiamos los guetos para crear conexiones mas allá de las fronteras y de las superables barreras de las lenguas, porque existe un hablar, un cantar, un decir, un pensar que brota de un sentimiento mayor, perenne, eterno y por eso mayor que la simple sensación pasajera.
Por medio de la Cultura Viva revelamos la fase más representativa de esta nueva América. Con nuevas tecnologías, herramientas modernas y soportes libres de programación, hoy, todo esto está accesible para que creemos realidades que antes, muchos, o lo llamaban de utopía o, violentamente, lo reprimían para no existir. Somos la Suma. Y es esta cultura libertada la fuerza capaz de desmentir tantos años de construcción negativa sobre nuestras relaciones, que alimentó preconceptos y montó caricaturas de lo que no somos, no queremos y nunca deseamos.
Pueblos silenciados desde hace tantos años demuestran, ahora, lo cuanto que existir es resistir. Muestran que sus tradiciones fueron guardadas como semillas para este nuevo futuro. Y vá mucho más allá cuando estas tradiciones se afirman, hoy no temen el contacto y el contagio con lo llamado moderno, pues cuando estamos fuertes y seguros podemos tratar nuestra esencia desde muchos formatos, mas, sin perder la esencia.
Universales y locales sin distinción. Rurales y urbanos sin los muros de las periferias: cada uno es centro cuando tiene un saber, un hacer, un pensar. Este es el principio de la TEIA, nuestro encuentro nacional de Puntos de Cultura. Ya realizamos cuatro TEIAS en Brasil, y, en breve, realizaremos la primera latinoamericana!
Las nuevas políticas públicas de la cultura no desean solo posibilitar el acceso a los bienes y servicios culturales como un ofrecimiento de arriba para abajo. Estas políticas, aunque generosas, pueden apenas alimentar la cadena del consumo. Tenemos una ambición mayor en la búsqueda de una Sociedad de Invención donde el consumo sea crítico, más todavía queremos que mucha más gente pueda salir de la platea y ocupar el palco. Existen y son importantes arte y mercado, mas que existan como una economía creativa necesaria para mantener proyectos y programas que fortalezcan la autonomía de personas y comunidades. Siempre contemplando lo humano como la escala base de todo y cualquier desarrollo.
Esta es la búsqueda de la construcción colectiva de los Puntos de Cultura del Programa Cultura Viva del MinC brasileño. Esta es la diferencia de esta construcción latinoamericana fundada en la fraternidad y en el profundo respeto a las diferencias. Así es como clamamos y proclamamos la diversidad magnífica de nuestras muchas matrices étnicas, estéticas y políticas. Dimos vuelta el destino de abajo para arriba. No estamos más como clandestinos, como parias en nuestra propia patria.
Aprenderemos unos con otros pues todavía estamos en un ejercicio de perfeccionamiento aquí, en Brasil. Nada está listo, pues lo que está listo está muerto, terminado. Celebramos el proceso y no tememos el valor libertador de la fiesta en comunión.
Antes, luchábamos en las sombras, hoy, aquí estamos al sol de la solidaridad. Caras, voces, pechos y deseos que anulen años de desalojos.
Si tienes un DON…reparte CON,
Pues un sueño puede empezar CON UN,
Que crece, brota, hasta que un día se convierte en COMÚN…
graTTo
por llegar hasta aquí, seamos mucho poder ir avante
TT Catalão – Secretario de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura do Brasil – Programa Cultura Viva dos Pontos de Cultura sem fronteiras.
Brasília -12-10-2010
