A POESIA INTERSEMIÓTICA & MULTIMIDIÁTICA DO AGORA
Da janela de minha perplexidade diante das múltiplas faces da arte contemporânea, enquanto pensava o que poderia dizer para vocês neste momento de trocas tão sensíveis de impressões e certezas, veio-me à memória um livro lido na década de oitenta, chamado A arte de agora, agora, de Herbert Read, publicado em 1933 e revisto várias vezes até 1960, no qual ele comenta dois traços marcantes da arte em seu tempo: a complexidade e a diversidade.
A primeira se caracterizaria pela ausência de unidade estética ou ideológica e pela ruptura com a tradição acadêmica; e, a segunda, pelo condensar do desenvolvimento espiritual pretérito do homem. Herbert escreveu:
O que acho verdadeiro em relação ao nosso tempo é que de algum modo condensamos nosso desenvolvimento passado de maneira que o espírito humano, que no passado expressou a si próprio, ou a algum aspecto predominante de si próprio, diversamente em épocas diferentes, agora expressa a mesma diversidade, sem qualquer pressão em qualquer aspecto particular, ao mesmo tempo.
Binho, Rubens Vaz Cavalcante
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