Sui Generis…

espiritoPorque no paradoxo do que há em mim

Faz-me ser agora e não em outro instante

Como quem foge perdida e recua sem medo

Como quem cedo busca os anseios da alma

Porque sou feita de extremos

Sou plano de elevações,

Vozes de silêncio, sombras de luz,

Sigo de polo a outro em segundos seguidos

Sem rota e sem padrões

Sou música para vários ritmos

Sou caneta pra qualquer leitor

Sou o vento da brisa suave

E a devastação do furacão

Sou amor e amor de novo

Sou o bem de muitos e o mal pra mim

Esperança das convicções

Sou o íntimo perdão com a vingança maquinada

Sou a castidade do sexo e a anarquia do fazer amor

Sou o olhar macabro e o sorriso doce

E poucas lágrimas para muita emoção

Sou o canto de vozes de espíritos

E a busca por explicação

Sou o rosto ante a máscara

Sou até o que não sei que sou

Sou história pra uma vida inteira

E só um conto pra quem me julgou

Porque sou filha das disparidades

E gerada pra um mesmo fim

Analisem-me por tempos e tempos

E ainda não haverá tempo pra mim

Olhe e não se deixe levar pelo que vê

Ouça e duvide do que escuta

Pois num instante estou a me render

E no outro já ganhei a luta

Faça tudo só não tente me entender

Sou imagem especular de total complexidade

Ou me ame sem razões e sem porquês

Ou me odeie por toda sua eternidade.

 

Renaly Oliveira

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