Rádio documentário aborda a intolerância religiosa no Brasil

intolerancia religiosaUm rádio documentário de cunho educativo produzido pela jornalista Jackeline Chagas como seu trabalho de conclusão de curso na Universidade Federal Fluminense. o Documentário é dividido em 3 blocos e trata sobre a intolerância religiosa no país com relatos de vítimas das cinco principais religiões no Brasil.

Primeira parte:

http://bit.ly/1L2du6Q

Segunda parte:

http://bit.ly/1GePEze

Terceira parte:

http://bit.ly/1FFEzw5

Cobertura fotográfica do Siré de aniversário do Kwê Ezin Azirí Dolá, em Areia Branca-RN

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TV Universitária exibe documentário sobre mito com personalidades areia-branquenses

O programa Experimentos Audiovisuais que integra a grade de programação da UERN TV, canal da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), transmitido via cabo para assinantes TCM de Mossoró, exibiu recentemente o documentário “O Batatão”, elaborado por estudantes e professores do Departamento de Comunicação da Universidade.

Gravado em Areia Branca, o trabalho registrou relatos de personalidades importantes na cultura histórica popular da cidade como José Jaime Rolim e Antonio Silvério, ambos já falecidos, que falaram sobre suas experiências curiosas e sobrenaturais acerca do mito do “Batatão”.

A produção audiovisual está disponível na internet e você pode assistir aqui. Confira:

Orixás transformam-se em super-heróis no primeiro filme africano do gênero

Cena do filme que retrata orixás como super-heróis – Divulgação

A humanidade caminha para a autodestruição e somente um super-herói com poderes divinos pode salvá-la. O enredo que poderia ser visto em qualquer filme do Thor, Hércules ou até Cavaleiros do Zodíaco, terá uma versão africana com os orixás como protagonistas.

“Oya – Rise Of the Superorisha” (Oya – A ascensão do superorixá, em tradução livre) será o primeiro filme de super-herói africano e contará a história de Oya, a única deusa orixá que ainda possui vínculos com os humanos mesmo quando a maioria da humanidade já abandonou o culto aos orixás.

Baseado na crença Santeria (que possui muitos aspectos da religião católica e do candomblé), o filme nigeriano foi escrito e está sendo dirigido por Nosa Igbinedion. No filme, a missão de Oya é encontrar uma garota capaz de abrir o portão entre os humanos e os orixás para que o mundo não caia em desgraça mas uma série de inimigos, que usam a religião de forma deturpada, tentam interromper os planos de Oya.

“’Oya – Rise Of the Superorisha’ é mais do que um filme é um movimento! Nosso objetivo é empurrar os limites dos filmes africanos e contar novas histórias. Que melhor maneira de fazer isso do que fazendo um filme de super-herói africano!”, afirma o anúncio no site oficial.

O filme só teve suas produções iniciadas devido uma “vaquinha virtual” feita a partir de divulgação na página do Facebook e do Twitter e ainda não possui data oficial para exibição.

Assista ao filme curto com legendas em português:

Com informações do Jornal O Globo Online

Encontro cultural da Mulher abre festividades ao Orixá Yemanjá em Areia Branca

Noamã Pinheiro, Francilina Cruz, Lucia Helena Alves e Kátia Cruz debateram temas relacionados a mulher negra em encontro social (Foto: Carlos Júnior)

Noamã Pinheiro, Francilina Cruz, Lucia Helena Alves e Kátia Cruz debateram temas relacionados a mulher negra em encontro social (Foto: Carlos Júnior)

Foi aberta na noite de ontem (29), a programação alusiva as festividades ao orixá Yemanjá 2014 que é tradicionalmente desenvolvida em Areia Branca-RN pela Casa de Cultura de Matriz Africana Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá.

No primeiro ato, religiosos e convidados estiveram reunidos para participar da 9ª edição do Encontro das Mulheres que abortou a seguinte temática: “A Mulher Negra e suas múltiplas cores na pintura do quadro da existência”, tendo como debatedora principal a palestrante Lucia Helena Alves.

Mediados pelo babalorixá Noamã Pinheiro,orientador espiritual da Casa de Yemanjá Sàbá, o debate contou ainda com a participação das religiosas Francilina Cruz e Kátia Cruz.

Um grupo cultural formado por jovens da casa organizadora do evento e da Casa José de Aruanda apresentaram uma dança de origem africana envolvendo o público presente.

As atividades religiosas prosseguem nesta terça-feira (30), quando ocorre um Siré Campal (culto de louvor ao orixá Yemanjá), a partir das 19h00 em frente à sede do Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá, sito á Rua Duque de Caxias, nº 362 – Centro – Areia Branca/RN. O culto temático enfatizará o orixá “Yemanjá, a maternidade universal”.

O ponto alto da maior festa do candomblé areia-branquense é o Corjeto de Yemanjá que será realizado no dia 31 de dezembro.

“Yemanjá, as águas da vida” é o tema deste ano. A saída ocorre as 15h30 a partir da sede do Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá, na Rua Duque de Caxias, fazendo parada na Praça Luiz Batista, que será um ponto de concentração e seguindo na Rua Barão do Rio Branco até o Cais Tertuliano Fernandes, onde haverá o culto de louvor á Yemanjá e entrega do presente nas águas do Rio Yvipanim (Rio Mossoró).

Histórico

A iniciativa da casa é datada do ano 2000, quando religiosos saíram em caminhada para entregar oferendas no Rio Mossoró. Tímido no primeiro ano, a manifestação de fé foi crescendo com o passar dos anos e atraindo a atenção e a participação de outras casas de candomblé e ainda uma parcela da população que vai ao cais Tertuliano Fernandes no último dia do ano para acompanhar as homenagens ao orixá.

Divulgada programação da maior festa de candomblé de Areia Branca

Além dos adeptos das religiões, cortejo e embarque para entrega de oferendas atrai grande público de curiosos e turistas no último dia do ano. (Foto: Carlos Júnior/Arquivo)

Além dos adeptos das religiões, cortejo e embarque para entrega de oferendas atrai grande público de curiosos e turistas no último dia do ano. (Foto: Carlos Júnior/Arquivo)

A programação do tradicional cortejo de Yemanjá que ocorre no último dia de cada ano foi divulgada pela Casa de Cultura de Matriz Africana Ilé Asé Dajó Ìyá Omí Sàbá, centro idealizador do evento público em Areia Branca-RN.

As proporções que o ato religioso ganhou nos últimos anos fez com que setores do poder público o incluíssem como no calendário de eventos do município.

O cortejo de Yemanjá reúne além de fieis, turistas que visitam a cidade no último dia do ano para acompanhar a manifestação religiosa.

Confira a programação:

Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá
Festa de Yemanjá 2014
Programação Religiosa e Social
9ª edição do Encontro das Mulheres
Tema: “A Mulher Negra e suas múltiplas cores na pintura do quadro da existência”
Data: 29 de dezembro 2014
Horário: 19:00h.
Local: em frente à sede do Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá, situado à Rua Duque de Caxias, nº 362 – Centro – Areia Branca-RN
Siré Campal (culto de louvor ao orixá Yemanjá)
Data: 30 de dezembro 2014
Horário: 19:00h.
Local: em frente à sede do Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá, sito á Rua Duque de Caxias, nº 362 – Centro
Tema: Yemanjá, a maternidade universal

Cortejo de Yemanjá
(Procissão e entrega do presente de Yemanjá)
Data: 31 de dezembro de 2014
Tema: “Yemanjá, as águas da vida”
Saída: 15:30h. da sede do Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá, na Rua Duque de Caxias, fazendo parada na Praça Luiz Batista, que será um ponto de concentração e seguindo na Rua Barão do Rio Branco até o Cais Tertuliano Fernandes, onde haverá o culto de louvor á Yemanjá e entrega do presente nas águas do Rio Yvipanim (Rio Mossoró).

Deká Yawôs no Kwê Ezim Aziri Dolá em Areia Branca-RN

Deká de Yawô na casa Kwê Ezim Aziri Dolá, em Areia Branca-RN

Deká de Yawô na casa Kwê Ezim Aziri Dolá, em Areia Branca-RN

Registramos o Sirê ocorrido no último dia 30 de novembro, onde foi realizado o ritual de entrega de cuia – Deká – aos então yawôs Robson Silva – de Yemanjá Sessú e Fabrícia Oliveira – de Oxun Alabomi da casa Kwê Ezin Aziri Dolá, localizada no bairro Nossa Senhora dos Navegantes, em Areia Branca-RN

Tendo como sacerdote o Doté Nilkleber Ribeiro – de Oxum, o ritual reuniu filhos da casa e convidados, que assistiram ao momento importante na vida espiritual de dois adeptos do candomblé que conquistaram mais um grau na hierarquia dentro da casa, passando a partir de então a ser babalorisá’s.

Mais do que um ato religioso que representa na vida dos integrantes da casa, o ritual é um importante momento de transmissão da cultura e dos fundamentos desta vertente religiosa de matriz africana.

Em Areia Branca, embora considerada uma religião de minorias, um considerável número de casas de candomblé e centros de umbanda funcionam plenamente, principalmente em bairros periféricos. Os

Uma reportagem especial está sendo produzida para ser publicada em um veículo de comunicação de circulação regional.

Em breve o conteúdo será disponibilizado neste espaço.

Enquanto isso, confira algumas imagens do ritual.

Reportagem: A situação dos negros no Brasil

Consciência NegraNa semana em que se comemora o Dia da Consciência Negra, a Rádio Câmara preparou uma série de reportagens sobre a situação dos negros no Brasil.
Ouça e compartilhe:

Primeira Parte

Segunda Parte

Terceira Parte

Camdomblé, música e cultura

rádio-creativecommons

O rádio como importante instrumento de difusão e desmistificação de outras culturas [Foto: Reprodução/Flickr/Creative Commons (CC BY 2.0 BR)]

Cadastrado em um site que me proporcionou acesso a conteúdos livres e ainda me levou para participar de uma capacitação em Olinda-PE, encontrei um arquivo de áudio que foi veiculado por uma emissora de rádio web de Brasília e disponibilizado na rede para que outras pessoas tivessem acesso.

Dando continuidade ao projeto, compartilho com os internautas leigos e com os conhecedores das religiões de matriz africana, mais um instrumento de difusão e desmistificação desta cultura ainda segregada por nossas sociedades.

Ouça no player abaixo:


O conteúdo foi extraído do site Radiotube.org.br onde você pode fazer o download.

A cultura afro e a obra de Jorge Amado é tema de feira cultural

A representação dos orixás, que são divindades da natureza segundo o candomblé, foram detalhes importantes no show cultural da escola (Foto: Carlos Júnior)

A representação dos orixás, que são divindades da natureza segundo o candomblé, foram detalhes importantes no show cultural da escola (Foto: Carlos Júnior)

A cultura afrobrasileira e as referências do catolicismo na obra do escritor baiano Jorge Amado foi tema de feira cultural idealizada pelo Instituto Dantas Monteiro, escola de ensino privado em Areia Branca.

Intitulado de ‘Jorge, Amado por todos nós’, o projeto cultural apresentou ao público com danças e encenação teatral os clássicos do romancista como Gabriela, cravo e canela, Seara Vermelha, Capitães de Areia e Tenda dos Milagres.

Como deputado constituinte em 1946, Jorge Amado propôs e foi responsável pela inclusão da emenda constitucional mantida até hoje, que garante a liberdade de crença e culto no Brasil. O fato é importante marco na liberdade religiosa nacional.

Com base nisso e no que escreveu o autor, a escola levou para a sala de aula e apresentou para o público um espetáculo que entre os objetivos principais, busca a quebra de paradigmas e preconceitos religiosos para com as religiões de matriz africana.

Vários orixás do candomblé foram apresentados nas letras das músicas e nas danças. A riqueza dos detalhes no figurino e na expressão corporal deixou o público encantado com a produção.